<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655</id><updated>2012-02-10T07:49:07.727-08:00</updated><title type='text'>Literário</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>7259</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-6529644534395892571</id><published>2012-02-10T07:47:00.000-08:00</published><updated>2012-02-10T07:49:07.741-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-kYVJNlEf0Y4/TzU8bmwSG1I/AAAAAAAApVk/x0yVhyMlfKU/s1600/titulo-indice.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5707534547719166802" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-kYVJNlEf0Y4/TzU8bmwSG1I/AAAAAAAApVk/x0yVhyMlfKU/s400/titulo-indice.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-E14_yfY8weo/TzU8WvnDA0I/AAAAAAAApVY/D2LElssoMiI/s1600/titulo-indice1.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 230px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5707534464197002050" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-E14_yfY8weo/TzU8WvnDA0I/AAAAAAAApVY/D2LElssoMiI/s400/titulo-indice1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Leia nesta edição:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Editorial – Compêndio do universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Contrastes e confrontos – Urariano Mota, crônica “Alípio Freire, um poeta da Resistência”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Do real ao surreal – Eduardo Oliveira Freire, conto “Olhar”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Porta Aberta – Jair Lopes, crônica, “Sandices animais”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Porta Aberta – João Alexandre Sartorelli, poema,“Soneto da paixão criada”..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Porta Aberta – Kleberson Marcondes, crônica “A vida não pára”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993300;"&gt;Obs.: Se você for amante de Literatura, gostar de escrever, estiver à procura de um espaço para mostrar seus textos e quiser participar deste espaço, encaminhe-nos suas produções (crônicas, poemas, contos, ensaios etc.). O endereço do editor do Literário é: pedrojbk@gmail.com. Twitter: @bondaczuk. As portas sempre estarão abertas para a sua participação.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-6529644534395892571?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/6529644534395892571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/leia-nesta-edicao-editorial-compendio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/6529644534395892571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/6529644534395892571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/leia-nesta-edicao-editorial-compendio.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-kYVJNlEf0Y4/TzU8bmwSG1I/AAAAAAAApVk/x0yVhyMlfKU/s72-c/titulo-indice.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-8616421997027762887</id><published>2012-02-10T07:44:00.000-08:00</published><updated>2012-02-10T07:46:58.650-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-4Q-L-yczGyE/TzU733gZIZI/AAAAAAAApVM/3HxjpcJFMmo/s1600/titulo-editorial.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5707533933740630418" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-4Q-L-yczGyE/TzU733gZIZI/AAAAAAAApVM/3HxjpcJFMmo/s400/titulo-editorial.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Compêndio do universo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O&lt;/span&gt; homem (e me incluo, claro, neste rol da espécie), é, para mim, insondável mistério. Passei a maior parte da minha vida estudando, analisando e refletindo, no afã de desvendá-lo (e de desvendar-me, sobretudo), em vão. Quanto mais me aprofundo nesse estudo, mais questões (virtualmente infinitas) surgem e menos respostas concludentes (ínfimas) vislumbro. Ao cabo de décadas de vida minha conclusão sequer é original. É a mesma do filósofo (não me lembro qual) que, desalentado, desabafou: “Quanto mais eu sei, mais forte é minha convicção que nada sei”. E isso literalmente, retórica à parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre as criações humanas, a que mais me fascina é a palavra. Pudera! Além de se tratar do recurso de todos os espécimes da minha espécie para se comunicar (e é evidente que meu também), é a ferramenta do meu ofício de transcrever e de tentar perpetuar o que observo, penso, sinto e sei (ou que penso que sei). Sem ela, eu não seria nada. Aliás, nenhum de nós não seria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevi (e em vários textos, já que, como jornalista que sou, sei da importância da reiteração) que a palavra “é o mais miraculoso engenho que o cérebro humano engendrou para a comunicação”. Até aqui, não há nenhuma novidade. Limitei-me a reiterar o óbvio. Nem sempre (ou quase nunca), todavia, nos damos conta, de fato, da importância desse “milagre”. Em recente texto, a propósito, acrescentei: “E a criatividade do único animal racional da natureza extrapolou todos limites ao criar não apenas dez, ou mil, delas (das palavras), mas bilhões, em centenas, em milhares de idiomas e de dialetos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houvesse apenas um único sistema de comunicação mediante o uso da palavra, já seria algo admirável. Imaginem, então, haver essa profusão! Não somente escrevi muito sobre o tema, como também o abordei, e não poucas vezes, oralmente, em dezenas de palestras, nas mais de 500 que já tenho em meu currículo. Constatei que, aquilo que me parece óbvio (e provavelmente o é para você, caro leitor, também), soa a novidade para muita gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao aludido texto (que não me lembro se divulguei ou não neste nosso espaço), complementei, assim, meu raciocínio: “A palavra escrita, então, é o máximo de criatividade e fundamento de toda a evolução humana. Através dela, é possível preservar, indefinidamente, o que cérebros privilegiados pensaram e criaram, geração após geração, como herança dos antepassados à qual os homens de hoje acrescentam sua contribuição para os do futuro. E, apesar de tudo isso, as palavras são tão pobres para definir e descrever alguns pensamentos e sentimentos, como amor, amizade, saudade etc.!”. Como são! E não apenas sua pobreza é destacável, como o cuidado que nos exige na escolha. A boa comunicação (já nem digo a excelente), requer, acima e antes de tudo, clareza. Não comporta ambigüidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outro texto, alertei: “Há palavras que salvam, que constroem, que redimem e que consolam, registrando fatos e feitos históricos, expressando idéias, produzindo reflexões, desvendando sentimentos, despertando emoções e criando beleza. Mas há também as que matam, as que ferem, as que corrompem, as que destroem, as que despertam violência e ira e que produzem intensa dor. Depende de quem, quando e como as expressa. Saint-Exupéry alertou que ‘a palavra pode ser a ponte de união entre as pessoas ou uma fonte de mal entendidos’. Temo que esta última alternativa seja a mais corriqueira. Quantos males, sofrimentos e rancores poderiam ser evitados caso certas coisas que se dizem (ou escrevem) não fossem ditas (e muito menos escritas)! Mas são.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A propósito da palavra, pesquisando, meio que sem rumo, entre minhas fartas, mas nem sempre organizadas fontes (diria, caóticas), encontrei este expressivo texto do célebre orador português Alves Mendes, extraído do seu livro “Discursos”, que data de 1889. É retórico, como se notará, aliás característico da técnica da boa oratória para empolgar a platéia. O que me encantou nesse texto foi a riqueza de metáforas que o autor empregou para definir esse importante instrumento dialético e de comunicação, sem o qual nossa atividade de escritores sequer existiria. Chego a vislumbrar os pontos desse discurso em que o hábil orador arrancou gritos de entusiasmo dos presentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alves Mendes disse, em determinado trecho dessa memorável peça oratória: “A palavra concretiza o pensamento, corporiza a idéia, traslada a natureza, compendia o universo. Tem claridades celestes e profundidades oceânicas; é mais leve que o ar e mais iriada que a mariposa; é tão diáfana como a gaze e tão sonante como o bronze; cicia como a aura e retumba como o trovão; murmura como o arroio e ruge como a tormenta; prende como o imã e fulmina como o raio; corta como a espada e contunde como a clava; fotografa como o sol e acadinha como o fogo; quase se confunde com o espírito, como a luz com o calor”. Belíssimas e felizes metáforas, como se vê. O que mais me chamou a atenção, no entanto, foi quando disse que a palavra “compendia o universo”. Creio, como ele, que essa é sua principal função, posto que, obviamente, não a única. Todavia, é a mais importante e nobre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o orador prossegue, com o mesmo entusiasmo (entusiasmado e, certamente, entusiasmando): ”A palavra, que traduziu a força da onipotência divina, revela e traduz a máxima força humana. Instrui e constrói, vence e convence, alumia e extasia, move e comove, afama e infama, forma, reforma e transforma; evangeliza a ciência, que é um prodígio, e difunde a religião, que é um milagre. E quão danosas as graças do dizer! Quão admiráveis os prestígios da palavra!”. Estou certo que nesta altura da sua oração, o orador foi interrompido por demorados e frenéticos aplausos e incontidos gritos de entusiasmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Alves Mendes arremata, num “gran finale”, dessa forma sua vibrante oração: “Ela (a palavra) ostenta a majestade da arquitetura, o relevo da escultura, o colorido da pintura, a harmonia da música, o ritmo da poesia; e, sobre tais predicamentos, sobre tantas e tamanhas opulências acende pela concionatória, acende e faz circular singularmente a paixão, o entusiasmo, a vida. A palavra florente e florida, imaginosa e varonil, literária e rutilante, vale uma glória, frisa uma cultura, reflete uma civilização”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu, mudo de espanto e embevecido com a beleza do discurso, encerro estas reflexões emprestando a opinião do ilustre filósofo alemão, Johann Gottfried Von Herder, ele também emérito estilista: “Quando o homem se viu colocado no estado de reflexão que lhe é próprio e quando a reflexão pôde pela primeira vez atuar livremente, o homem inventou a linguagem”. Bendita invenção (mesmo podendo, em certas circunstâncias, ser maldita)!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Editor.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#993300;"&gt;&lt;strong&gt;Acompanhe o Editor pelo twitter: @bondaczuk &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-8616421997027762887?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/8616421997027762887/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/compendio-do-universo-o-homem-e-me.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/8616421997027762887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/8616421997027762887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/compendio-do-universo-o-homem-e-me.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-4Q-L-yczGyE/TzU733gZIZI/AAAAAAAApVM/3HxjpcJFMmo/s72-c/titulo-editorial.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-9109911060769890427</id><published>2012-02-10T04:57:00.000-08:00</published><updated>2012-02-10T05:01:43.733-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-saIMmwZL_28/TzUVKbUSdTI/AAAAAAAApVA/zchlTwiEnCA/s1600/titulo-urarianomota.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5707491371637699890" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-saIMmwZL_28/TzUVKbUSdTI/AAAAAAAApVA/zchlTwiEnCA/s400/titulo-urarianomota.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-1HfIuItYSlA/TzUVCfx8TFI/AAAAAAAApU0/7zyycYCHYx0/s1600/brito.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 370px; HEIGHT: 384px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5707491235396865106" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-1HfIuItYSlA/TzUVCfx8TFI/AAAAAAAApU0/7zyycYCHYx0/s400/brito.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;Alípio Freire, um poeta da Resistência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;em&gt;* Por Urariano Mota&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;E&lt;/span&gt;m um belo dia de julho de 2009, o ex-preso político Alípio Freire nos guiou pelo Memorial da Resistência em São Paulo. Ali ele conduziu a mim, a minha esposa e filha pelas celas do Deops paulista e, em lugar da pura exposição do terror estatal, nos mostrou humanidade e sementes de esperança entre mortos e torturados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto Alípio discorria por entre aquelas paredes, era possível notar que nele residiam juntos um artista plástico, um intelectual, um bom narrador de casos e causos, contados como se surgissem do nada, no meio de pausas de um cigarro e outro. Mas isso, digamos, ainda não estava materializado como um documento íntimo, pessoal da história daqueles anos - eram percepções de passagem entre fumaças. A existência do Memorial era, é objetiva, a sua necessária e dura referência está ao lado de nós. Ali houve e há uma história ocorrida antes e agora pelo rescaldo da ditadura, da sociedade de classes, abjeta e objetiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mal sabia eu que outro Memorial da Resistência já se encontrava em gestação, em uma forma imprevisível e original, como agora sei ao ler “Poemas - De Ordem Política e Social”. Pois aqui ocorre o lugar de um outro Departamento, que em vez de um Deops se estabelece como um Poeops, mas nada de Poe, de Allan Poe, porque Alípio Freire escreve à sua maneira a Poesia que é uma Resistência daquelas vidas de jovens e velhos, homens e mulheres subversivos contra a Ordem. E o resultado agora todos vão conhecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quisera eu poder guiá-los neste momento. Ainda que não tenha o dom do artista Alípio, quando em 2009 nos conduziu pelo Memorial da Resistência, tentarei algo à semelhança de uma apresentação do poeta neste livro que se abre como um fruto maduro, caído do pé da árvore do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira revelação, descubro que todo poeta chama, reclama e ensina para o leitor uma nova poética - aquela que o liberta e nos liberta do vício do acostumado, da forma que é fôrma. Os indivíduos mais tradicionais e conservadores – e nada mais burro e estéril que pessoas condenadas à carga desses dois adjetivos – poderiam dizer que em alguns poemas de Alípio há uma tendência de versos que são uma prosa em linhas descontínuas. E com isso o estúpido confunde poesia com determinados temas e canto ao orvalho na flor, por um lado, e por outro, com a obscuridade, que com freqüência é vista como sublime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que é a poesia? Será ela somente a de significados multívocos, quando não ambíguos, com a dignificação de “poesia aberta?” Ou seria ela, mais propriamente, aquele associada ao sentido de beleza e verdade, verdade e beleza, beleza e verdade, até o sol raiar e noite adentro? Se não for isso, parem aqui e respondam depois da leitura:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;em&gt;“Eu tenho uma casinha&lt;br /&gt;lá na Marambaia&lt;br /&gt;fica na beira da praia&lt;br /&gt;onde helicópteros e aviões da Aeronáutica&lt;br /&gt;despejavam corpos de opositores do regime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns&lt;br /&gt;ainda com vida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros&lt;br /&gt;esquartejados.&lt;br /&gt;NB&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O terror de Estado contaminou tudo.&lt;br /&gt;Até o nosso mais lírico cancioneiro”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Na segunda revelação, descubro que este é um livro e lugar onde nasce e se inaugura uma floresta de citações mais adiante, em futuros discursos de políticos iluminados, em poemas vindouros de jovens poetas, em inteligentes conversas de muitos jovens e militantes de todas idades, inconformados com o lixo de mundo que recebem. Se não, olhem alguns versos, como estes:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;“Da tragédia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;em&gt;Nós sobrevivemos&lt;br /&gt;ao pau-de-arara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o pau-de-arara&lt;br /&gt;também sobreviveu”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Então vamos chegando mais perto da poética de Alípio Freire. A sua estética liga o domínio de conquistas cultas ao pensamento maduro, que gera reflexão, pois este é o poeta que não abstrai, não exclui o pensamento da sua poesia. Isso quer dizer: este poeta é um intelectual de esquerda, um pensador que exerce a sua história e cultura em um só corpo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;“Coquetel&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;em&gt;Uma garrafa&lt;br /&gt;Uma rolha&lt;br /&gt;Gasolina&lt;br /&gt;Óleo 30&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pólvora e ácido nítrico&lt;br /&gt;Ou uma mecha em chamas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... e...&lt;br /&gt;desde então&lt;br /&gt;aquela dificuldade insana de hierarquizar os alvos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;E mais esta Prestação de contas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;em&gt;“Para morrer&lt;br /&gt;basta estar vivo.&lt;br /&gt;Para viver&lt;br /&gt;não.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;A vontade que deixa na gente é de escrever somente com os seus poemas, porque descobrimos neles a expressão de um desconforto nosso, uma angústia que não teve ainda vida expressa. Como nestes versos, vizinhança de um epigrama:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;em&gt;“Onde não há igualdade&lt;br /&gt;toda liberdade é sempre um excesso&lt;br /&gt;de privilégios”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Enfim, aqui reside uma poesia que são cravos, mas não são flores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Do prefácio ao livro “Poemas – De Ordem Política e Social”)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#006600;"&gt;* Escritor, jornalista, colaborador do Observatório da Imprensa, membro da redação de La Insignia, na Espanha. Publicou o romance “Os Corações Futuristas”, cuja paisagem é a ditadura Médici. Tem inédito “O Caso Dom Vital”, uma sátira ao ensino em colégios brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-9109911060769890427?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/9109911060769890427/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/alipio-freire-um-poeta-da-resistencia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/9109911060769890427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/9109911060769890427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/alipio-freire-um-poeta-da-resistencia.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-saIMmwZL_28/TzUVKbUSdTI/AAAAAAAApVA/zchlTwiEnCA/s72-c/titulo-urarianomota.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-2561856859962139544</id><published>2012-02-10T04:52:00.000-08:00</published><updated>2012-02-10T04:56:32.106-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-7al-thlI3K8/TzUT9rE95AI/AAAAAAAApUo/aoJyFynTUkQ/s1600/titulo-eduardooliveirafreire.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5707490053018477570" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-7al-thlI3K8/TzUT9rE95AI/AAAAAAAApUo/aoJyFynTUkQ/s400/titulo-eduardooliveirafreire.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-QpNeZf2QO-U/TzUT0w8XRmI/AAAAAAAApUc/idJodqnsAlk/s1600/olhos.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 333px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5707489899974182498" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-QpNeZf2QO-U/TzUT0w8XRmI/AAAAAAAApUc/idJodqnsAlk/s400/olhos.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Olhar&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;em&gt;* Por Eduardo Oliveira Freire&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O&lt;/span&gt;s olhos cor de mel percorrem a cidade antiga. O marido participava de uma conferência na Universidade próxima. Ela estava no pequeno café, escrevia no minúsculo bloco de papel, fragmentos de sensações, imagens e idéias. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;em&gt;"Ernesto convidou-me para a conferência. Não quis ir. Prefiro passear e procurar inspiração. Gosto de viajar; fico aberta às novas experiências. G., meu amigo querido, enviou-me um e-mail para saber as novidades. Ele adora quando viajo. Diz que faço livros “maravilhosos” e que sou uma grande escritora. Ora, só observo o mundo."&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Olhava um jovem casal com a filhinha. Ela estava sobre os ombros do pai. A mãe ao lado segurava a mão do marido. A garota possuía olhos atrevidos. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;em&gt;"Os pais representam para a filha que são felizes. Desde criança aprende-se a dissimular. Mas, apesar de amá-los, ela não almeja ser como eles. Quer viver cores fortes e não a vida apagada dos pais. No seu inconsciente vai registrando tudo, até possuir a capacidade de estruturar o pensamento."&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Começou a prestar atenção numa estátua que ficava no meio da praça. Um homem parece olhá-lo com amor e cólera. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;em&gt;“Tempos idos, uma camponesa muito bonita despertou interesse do príncipe. Só que ela não aceitou o seu amor. Ferido procurou uma bruxa, que lançou um feitiço: transformou a rapariga em estatua. O príncipe, não satisfeito, pediu para feiticeira um antídoto; deseja viver eternamente para contemplar a sua amada.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Grupo de turistas com roupas coloridas. Viam as vitrines das lojas. &lt;em&gt;"Não entendem nada de arte. Aposto que há pilantras a seguir os passos dessa gente coitada e ignorante, prontos para darem o bote. A arquitetura do lugar é tão divina e esse povo estraga a estética da cidade."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reparou a moça perdida e triste, que olhava as pessoas comendo. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;em&gt;"... esperança a levou viajar para lugares desconhecidos. Deverá ter muito cuidado para não ser tragada por essa terra estrangeira.".&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Homem bem vestido à sua frente. Olhava para ela com seus olhos verdes. &lt;em&gt;"Vou embora.".&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#6600cc;"&gt;* Eduardo Oliveira Freire é formado em Ciências Sociais pela Universidade Federal Fluminense, com Pós Graduação em Jornalismo Cultural na Estácio de Sá e é aspirante a escritor&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-2561856859962139544?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/2561856859962139544/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/olhar-por-eduardo-oliveira-freire-o-s.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/2561856859962139544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/2561856859962139544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/olhar-por-eduardo-oliveira-freire-o-s.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-7al-thlI3K8/TzUT9rE95AI/AAAAAAAApUo/aoJyFynTUkQ/s72-c/titulo-eduardooliveirafreire.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-316040215428062152</id><published>2012-02-10T04:49:00.000-08:00</published><updated>2012-02-10T04:51:38.745-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-KRuUh9iJgXk/TzUSzndlF0I/AAAAAAAApUQ/KaEU3paREos/s1600/titulo-portaaberta.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5707488780737648450" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-KRuUh9iJgXk/TzUSzndlF0I/AAAAAAAApUQ/KaEU3paREos/s400/titulo-portaaberta.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-FTKcncVYhXQ/TzUSq7CE9jI/AAAAAAAApUE/RvepQzCFucA/s1600/animais.png"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 246px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5707488631372183090" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-FTKcncVYhXQ/TzUSq7CE9jI/AAAAAAAApUE/RvepQzCFucA/s400/animais.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Sandices animais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;em&gt;* Por Jair Lopes&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;P&lt;/span&gt;ara fins didáticos os homens costumam dividir a natureza em três reinos básicos: mineral, vegetal e animal. Existem reinos como os das moneras e outros mais, mas não é disso que vamos falar, então fiquemos com os três iniciais. Já toquei na vida das plantas em meu texto “Sandices botânicas”, portanto agora é vez de falar dos animais.&lt;br /&gt;A maioria dos homens por ser pretensiosa, arrogante e ignorante costuma não se enquadrar na mesma categoria dos outros animais, parece querer dar a impressão de pertencer a um reino a parte. Até a bíblia no livro de Gênesis faz menção que os animais foram criados para “servir ao homem”. Santa ignorância!&lt;br /&gt;Homens e ratos são seres do mesmo reino e um é tão evoluído quanto o outro. São diferentes sim, talvez tão diferentes entre si quando o é um cão de um gato, por exemplo, mas a diferença termina aí. Então vejamos, para aqueles que se julgam muito superiores a esses mamíferos, veio-me à mente que, a propósito do término do "Projeto Genoma", o qual depois de consumir milhões de dólares e milhares de horas das cabeças pensantes mais poderosas do planeta e, de tempos em tempos, movimentar a mídia com notícias sensacionais a respeito de descobertas fantásticas, chegou à conclusão que: contados todos os genes do homem, estes não passam de uns meros trinta mil, o mesmo número de genes do rato. Para a ciência, que achava que os genes do homem chegariam à casa dos cem mil, foi um balde de água fria esta conclusão, pois, se depender dos genes, o arrogante bicho-homem é apenas um rato que fala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, preconceitos e arrogância a parte, o Homo sapiens e centenas de outros animais estabeleceram uma convivência, nem sempre muito pacífica e sem estresse, há milhares de anos e continuam essa relação nos tempos atuais, o mais das vezes com prejuízo para os outros e visível “ganho” para nós a parte “inteligente” do relacionamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, como se deu esse consórcio entre o bípede falante e os bichos, em geral, de quatro – alguns, como as abelhas e o bicho da seda têm seis, as aves têm duas e as bactérias e os peixes não têm - patas? Começou há pelo menos dez mil anos quando os primeiros humanos que até então eram nômades caçadores-coletores, resolveram “sossegar o pito”, ou seja, estabeleceram os primeiros assentamentos semi permanentes, ou fixos de fato. Portanto, a relação homem-cão, por exemplo, é muito antiga, isto é, praticamente desde os primeiros alvores do que chamamos civilização. Sabe-se que os homens primitivos domesticaram o lobo asiático e dele, através de seleção genética, foram criando as primeiras “raças” que acabaram dando a origem às centenas que conhecemos na atualidade. Assim, também o onagro (espécie de burrico), o cavalo, reses como cabras, vacas e ovelhas foram sendo introduzidos nas aglomerações semi urbanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É razoável supor que os primeiros aglomerados humanos produziam rejeitos que atraiam os animais, principalmente em épocas de escassez. Ossos e restos de comida deviam ser convidativos aos lobos famintos, roças e plantações domésticas atraíam os comedores de plantas. Uma vez que os animais se aproximavam, os mais mansos podiam ser capturados e mantidos em cativeiro, ou mesmo apenas dentro do perímetro da aldeia onde recebiam alimentos, se sentiam seguros e podiam procriar sem problema. Deve-se sempre levar em conta que, mesmo na natureza, os animais estão sempre em busca de segurança, alimento e oportunidade de reprodução, e era isso que os homens lhes proporcionavam, daí domesticá-los tornou-se uma consequência da proximidade e da utilidade efetiva ou potencial que representavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais a civilização avançava rumo à modernidade, mais animais eram incorporados ao já numeroso contingente desses “auxiliares” e às vezes escravos das pessoas. Desde os maciços elefantes asiáticos, passando por renas, cavalos, vacas, coelhos, perus, galinhas, canários, peixes e até bactérias, todos se tornaram parte integrante do cenário civilizatório. Homens e seus animais domesticados construíram a civilização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, animais antes selvagens agora domesticados atrelados aos homens erigiram o piramidal edifício que suporta a civilização, na maioria das vezes com enorme prejuízo para aqueles e benefícios para estes. Os bichos carregaram gente e as mais diversas cargas no lombo; forneceram suas carnes para alimentação, pele e ossos para roupas abrigos, utensílios e armas; foram e são usados como cobaias nos mais diversos experimentos laboratoriais para obtenção de novos produtos e medicamentos; são sacrificados para uso de seus hormônios como fixados de perfumes e seus lipídios para fabricação de cosméticos; servem para recreação humana desde corridas de cavalos e cães, até brigas de peixes e galos; alem de serem caçados por lazer, como os são veados, gamos, felinos africanos, rinocerontes, bisões e dezenas de espécies de aves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto homens exercerem domínio neste Planeta, enquanto continuarem se achando melhores e mais dotados que outros animais, estes estarão sempre na iminência de desaparecer para sempre. Atualmente há registro de milhares de animais que foram extintos, alguns não chegaram nem a ser estudados e conhecidos. Entre estes se encontra o Tilacino, conhecido por Tigre da Tasmânia, um marsupial carnívoro no formato de um cão grande que foi dizimado por caçadores australianos sob a alegação de que comia ovelhas, fato nunca comprovado. O último espécime conhecido foi filmado em cativeiro em 1936, ano em que morreu.&lt;br /&gt;Outro animal, o moa, vivia muito bem nas ilhas neozelandesas só tendo como inimigo a águia haast, ave imensa que era predadora de seus ovos, filhotes e de adultos velhos ou feridos, até que, por volta de 1300 dC, o povo maori chegou e todos os gêneros de moa foram levados ao risco de extinção. Por volta do ano 1400 quase todos os moa são considerados extintos, juntamente com a águia haast que tinha confiado neles como alimento. Alguns relatos confiáveis têm confirmado que alguns espécimes continuaram persistindo nos cantos mais remotos da Nova Zelândia até os séculos 18 e mesmo 19, quando foram sistematicamente caçados pelos colonizadores e definitivamente extintos. No confronto da fauna nativa como os homens estes sempre saem “ganhando” para prejuízo do Planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#990000;"&gt;• Escritor&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-316040215428062152?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/316040215428062152/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/sandices-animais-por-jair-lopes-p-ara.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/316040215428062152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/316040215428062152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/sandices-animais-por-jair-lopes-p-ara.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-KRuUh9iJgXk/TzUSzndlF0I/AAAAAAAApUQ/KaEU3paREos/s72-c/titulo-portaaberta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-5249093385283888706</id><published>2012-02-10T04:46:00.000-08:00</published><updated>2012-02-10T04:48:12.136-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Wye_-DiioKw/TzUSAh8ERMI/AAAAAAAApT4/OohEDuQ29B0/s1600/mar.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5707487903081579714" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-Wye_-DiioKw/TzUSAh8ERMI/AAAAAAAApT4/OohEDuQ29B0/s400/mar.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Soneto da paixão criada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;* João Alexandre Sartorelli&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A&lt;/span&gt;deus ao mar que esqueço&lt;br /&gt;E esqueço sem dizer adeus,&lt;br /&gt;Porque até o adeus esqueço&lt;br /&gt;Neste mar que nunca foi meu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como não foi meu teu corpo&lt;br /&gt;Nas tardes vadias nas areias.&lt;br /&gt;Onde seguia o teu contorno&lt;br /&gt;E me enredava em tua teia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que tudo em mim arde&lt;br /&gt;Como na mais cruel literatura&lt;br /&gt;Porque nunca houve uma tarde,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca apertei tua cintura,&lt;br /&gt;Mas sempre cri em tua imagem&lt;br /&gt;E nessa crença ela vive e dura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;* Analista de Sistemas por profissão e poeta por vocação &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-5249093385283888706?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/5249093385283888706/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/soneto-da-paixao-criada-joao-alexandre.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/5249093385283888706'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/5249093385283888706'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/soneto-da-paixao-criada-joao-alexandre.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Wye_-DiioKw/TzUSAh8ERMI/AAAAAAAApT4/OohEDuQ29B0/s72-c/mar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-4505939831541129157</id><published>2012-02-10T04:44:00.001-08:00</published><updated>2012-02-10T04:45:35.698-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-lgwxBM7RDHg/TzURZwJqG7I/AAAAAAAApTs/3ZVZOi_tfVE/s1600/tempo.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 385px; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5707487236881783730" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-lgwxBM7RDHg/TzURZwJqG7I/AAAAAAAApTs/3ZVZOi_tfVE/s400/tempo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A vida não pára&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;* Por Kleberson Marcondes&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;C&lt;/span&gt;alma? Quem é que tem? Onde é que se compra? E quando é que se usa? E para que de fato serve? Indagações que giram em torno do meu, seu, nosso umbigo. Quando temos, alguém não tem e por que seríamos nós também, portadores disso tudo? Diz a letra que é porque o corpo pede um pouco mais de alma. Somos, desde nossos surgimentos, seres repletos de idiossincrasias. De fato, a vida não pára e nós estamos dentro desse globo, que nos derruba, nos encaixota, nos enfia em qualquer coisa e a gente? Ah! Nós também não podemos parar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por não podermos parar vamos vendo que o Tempo, um senhor de irremediável respeito, tem pressa e se a gente não se une a Ele, vamos ficando para trás, vivendo a profecia das muitas lágrimas e rangeres de dentes. Obedece quem tem juízo e recusar não é para nós, que mesmo não entendendo o jogo dessa nossa existência, ainda arrisca, dança a valsa e ainda continua a labuta diária que se chama humanidade. Essa vida é rara, eu e nós somos raros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não esperamos o que os outros fazem filas. O mal é tudo o que há dentro de nós e ainda acho que o pior mal é aquele que a gente faz por nós mesmos. O que vem de fora, não fica para sempre e só nós somos capazes de mover positiva ou negativamente por dentro. Quem constrói e desconstrói os castelos, se chama Eu Superior e Ego. Somos loucos, dementes e até mesmo sementes. Colhemos o que plantamos; tornamo-nos aquilo que planejamos e o resto é tudo aquilo que sobra e a gente está jogando fora, esquecemos que podemos dividir, somar... A gente vai fingindo, mas só fingir nesses tempos não basta, precisa-se ter!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As coisas a nossa volta acontecendo de forma acelerada e nós aqui, parados? Não, isso não é legal. Precisamos acordar pra vida e sair, voar, sonhar, fazer e verbalizar nossa vida. Dar ação, movimentar a nossa história, pois quem ficar parado, vai se perder com a multidão que não quer ser esquecida. Não podemos mais esperar nada de ninguém, menos ainda cobrar alguma coisa de alguém. Se formos bons, faremos nós por nós e por aqueles que cultivamos algum sentimento bom, sem esperar nada em troca e isso não é masoquismo, é amor à vida que se tem e por quem está do nosso lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida não pára e nós também não. Gosto de sentir o sabor do Tempo; as vísceras dos acasos; as nostalgias... É bom parar em meio ao caos, dar as mãos para os sentimentos e realizar pequenas e grandes coisas. É misturar tudo, somar, dividir... Colorir os espaços em branco, dar outras cores às lacunas já estilizadas. É o eu do lado avesso, transbordando de vez em quando, quando até mesmo o pouco faltar. E aí? Será que temos tempo pra perder? Não! Sabe por quê?&lt;br /&gt;Porque a vida é tão rara!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;• Cronista &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-4505939831541129157?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/4505939831541129157/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/vida-nao-para-por-kleberson-marcondes-c.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/4505939831541129157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/4505939831541129157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/vida-nao-para-por-kleberson-marcondes-c.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-lgwxBM7RDHg/TzURZwJqG7I/AAAAAAAApTs/3ZVZOi_tfVE/s72-c/tempo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-503895643903045123</id><published>2012-02-09T07:14:00.000-08:00</published><updated>2012-02-09T07:16:06.220-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-eN7ek-c6jIo/TzPjMBO2MsI/AAAAAAAApSM/-CGhyvrFu0w/s1600/titulo-indice.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5707154948437193410" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-eN7ek-c6jIo/TzPjMBO2MsI/AAAAAAAApSM/-CGhyvrFu0w/s400/titulo-indice.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-opq5T-jeKfk/TzPjHZfTGCI/AAAAAAAApSA/TRYuAWGBX0o/s1600/titulo-indice1.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 230px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5707154869049301026" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-opq5T-jeKfk/TzPjHZfTGCI/AAAAAAAApSA/TRYuAWGBX0o/s400/titulo-indice1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Leia nesta edição:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Editorial – Bicentenário de um campeão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Ladeira da Memória – Pedro J. Bondaczuk, crônica “Arte e competição”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Contradições e paradoxos – Marcelo Sguassábia, crônica,“Justa medida”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna A favor de tudo, contra todos – Fernando Yanmar Narciso, crônica “Como julgar um livro pela capa”;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Do fantástico ao trivial – Gustavo do Carmo, microcontos “Sonho”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Porta Aberta – Flora Figueiredo, poema “Como nascem as manhãs”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#3333ff;"&gt;Obs.: Se você for amante de Literatura, gostar de escrever, estiver à procura de um espaço para mostrar seus textos e quiser participar deste espaço, encaminhe-nos suas produções (crônicas, poemas, contos, ensaios etc.). O endereço do editor do Literário é: pedrojbk@gmail.com. Twitter: @bondaczuk. As portas sempre estarão abertas para a sua participação.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-503895643903045123?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/503895643903045123/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/leia-nesta-edicao-editorial.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/503895643903045123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/503895643903045123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/leia-nesta-edicao-editorial.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-eN7ek-c6jIo/TzPjMBO2MsI/AAAAAAAApSM/-CGhyvrFu0w/s72-c/titulo-indice.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-2332779697643134203</id><published>2012-02-09T07:11:00.000-08:00</published><updated>2012-02-09T07:14:00.260-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-dEQy_jRZ_UE/TzPip_JZN5I/AAAAAAAApR0/dgh4WtMEOCg/s1600/titulo-editorial.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5707154363761899410" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-dEQy_jRZ_UE/TzPip_JZN5I/AAAAAAAApR0/dgh4WtMEOCg/s400/titulo-editorial.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Bicentenário de um campeão&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O&lt;/span&gt; escritor que mais livros vendeu no mundo, em todos os tempos (à exceção da Bíblia e do Alcorão), conforme levantamento informal feito pela enciclopédia eletrônica Wikipédia, volta a ser lembrado neste 2012 (se é que algum dia chegou a ser esquecido) por um evento que nada tem a ver com sua obra (ou talvez tenha tudo, sei lá). Ocorre que este ano marca o bicentenário de seu nascimento, ocorrido em 7 de fevereiro de 1812, na cidade inglesa de Moure, condado de Hampshire, em uma família de classe média.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelas indicações que dei, certamente o leitor bem informado se lembrou, sem muito esforço, de imediato, de quem se trata. Refiro-me ao campeoníssimo de vendas – o Wikipédia estimou que seu livro “Um conto de Duas Cidades”, lançado originalmente na Inglaterra em 1859, já tenha vendido mais de 200 milhões de exemplares – Charles John Huffam Dickens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que o tornou tão popular e requisitado se seus romances e contos sequer são tão realistas? É possível que seu êxito comercial se deva justamente a isso. Não raro, a realidade cansa e, principalmente, assusta. Volta e meia, temos necessidade, não raro premente, de nos desligarmos dela, mesmo que apenas por curtos instantes. Alguns desligam-se dela através da música, de shows, do teatro etc. Outros, recorrem aos esportes (no Brasil e na Inglaterra onde o escritor nasceu, acompanhando jogos de futebol, em estádios ou pela televisão). Não importa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso é uma forma de fugir temporariamente da realidade, embora muitos levem isso a extremos e se esqueçam que essa modalidade esportiva, relativamente recente (de pouco mais de um século e meio) é diversão, e só isso. Pelo menos é o que o futebol deveria ser. Quem aprecia a leitura, empreende essa “fuga” da realidade lendo autores, digamos, mais amenos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que a fórmula do seu sucesso (se é que ela exista) não é somente esta. Dickens (que chegou a adotar o pseudônimo de “Boz” em muitos dos seus textos literários) escrevia muito bem. Que o digam os estudantes de literatura inglesa dos Estados Unidos, Canadá e outros em que se fala esse idioma, principalmente, óbvio, a Grã-Bretanha. Charles Dickens é, ao lado de William Shakespeare, o escritor mais estudado e, obviamente, mais lido nesses países. Daí ocupar o topo da lista dos mais vendidos no mundo em todos os tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu poderia abordar outros tantos pontos da vida desse extraordinário ficcionista. Poderia tratar, por exemplo, da sua biografia, das dificuldades financeiras que passou, do seu casamento e polêmica separação da mulher, Catherine Thompson Hogarth, com a qual teve dez filhos. Destaque-se que o divórcio, naquela época, era um ato altamente reprovável, mancha social que acabava com qualquer reputação. Recorde-se que a Inglaterra vivia a era vitoriana, caracterizada pela rigidez em relação a tudo o que se referisse à moral. Claro que havia muita hipocrisia em relação a isso. Muitos eram sumamente moralistas em público, posto que fossem devassos entre quatro paredes. Mas... Deixa pra lá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo para vocês pesquisarem sobre a vida desse escritor, em fontes mais abalizadas do que eu, nos inúmeros biógrafos que viraram a sua vida pelo avesso. Para mim, o fato mais relevante sobre Charles Dickens não é seu casamento, nem sua batalha para sustentar família tão numerosa e sequer seu polêmico e rumoroso divórcio. É o singular apelo popular dos seus contos e romances, que o tornaram o campeoníssimo de vendas de todos os tempos que é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito contribuiu para isso o fato da imensa maioria da sua obra ter sido publicada, antes, em fascículos semanais de jornais e de revistas, para depois, quando já sobejamente conhecida pelo público, ganhar o formato de livros. Foi uma fórmula, aliás, utilizada no Brasil também por vários escritores, notadamente por um dos nossos maiores ficcionistas de todos os tempos, Machado de Assis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro aspecto que fez de Charles Dickens o bem sucedido autor em que se tornou foi o fato de, embora não ser considerado “realista”, ter contribuído demais para a introdução da crítica de ficção na literatura de língua inglesa. Descreveu, em suas histórias, as lamentáveis condições de vida da classe trabalhadora, mas sem assumir atitude revolucionária e sem fazer proselitismo, fato que fez com que a burguesia assimilasse suas descrições sem melindres, ao contrário de outros escritores que faziam as mesmas descrições acompanhadas de reivindicações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estilo poético de Charles Dickens é outro atrativo a ser destacado. Ademais, na época do auge do seu sucesso, a população britânica era considerada a mais alfabetizada do mundo (e creio que ainda o seja). Era (e é) consumidora compulsiva de jornais e revistas, onde o escritor publicava suas histórias antes de reuni-las em livros. E fez isso por décadas, conquistando, dessa forma, público cativo e fidelíssimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A obrigação de escrever semanalmente, sem poder falhar nenhuma semana, desenvolveu-lhe um senso de autodisciplina que não é característico na maioria dos escritores. Daí seus romances e contos terem continuidade e coerência. Boa parte dos romancistas e contistas não é nem um pouco disciplinada. Começam um livro, interrompem-no por alguma razão, em determinado ponto, retomam-no tempo depois, às vezes tornam a interromper, e levam, não raro, alguns anos, até dá-los por concluído.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomo por base não somente o que observo em escritores meus amigos, mas o que ocorre comigo. Venho trabalhando em meu primeiro romance (e espero que não seja o único), cujo título provisório é “O Sinterklaas de Roterdam”, há já uma década. Minha dificuldade está em enxugá-lo, para torná-lo comercialmente viável. Há períodos em que trabalho meses seguidos nele e as coisas avançam. Todavia, volta e meia, sou forçado pelas circunstâncias a interromper a tarefa, interrupções essas que já chegaram a durar dois anos, e assim a conclusão desse livro se arrasta não sei até quando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tivesse a obrigação de publicá-lo em fascículos, semanalmente, como Dickens fazia, há muito o romance já estaria pronto e muitos outros já teriam sido produzidos. Leio, na Wikipédia, uma análise que considero das mais relevantes e pertinentes, sobre o conteúdo da obra desse bicentenário escritor: “Ao comparar órfãos a ações da bolsa, pessoas a barcos rebocadores, ou convidados para jantar a peças de mobília, Dickens conseguia resumir numa imagem o que descrições mais complexas não conseguiriam transmitir. Satirizou o pedantismo da aristocracia britânica com especial sarcasmo, usando imagens semelhantes a estas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, qual a “fórmula” do sucesso de Charles Dickens? É alguma das citadas acima? São todas simultaneamente? É alguma em particular? Em caso afirmativo, qual? Não é nenhuma? Sei lá! Para mim é tudo isso e muito mais. Resumiria tudo isso em duas únicas palavras: oportunidade e talento (sobretudo este).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Editor.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;Acompanhe o Editor pelo twitter: @bondaczuk&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-2332779697643134203?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/2332779697643134203/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/bicentenario-de-um-campeao-o-escritor.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/2332779697643134203'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/2332779697643134203'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/bicentenario-de-um-campeao-o-escritor.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-dEQy_jRZ_UE/TzPip_JZN5I/AAAAAAAApR0/dgh4WtMEOCg/s72-c/titulo-editorial.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-8813267524701109603</id><published>2012-02-09T05:05:00.000-08:00</published><updated>2012-02-09T05:08:01.461-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-HWHSvSxS0l0/TzPFIbsKbCI/AAAAAAAApRo/orLeCBGJndU/s1600/titulo-pedrobondaczuk.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5707121901471165474" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-HWHSvSxS0l0/TzPFIbsKbCI/AAAAAAAApRo/orLeCBGJndU/s400/titulo-pedrobondaczuk.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-eyrWX9vyllo/TzPE8CcFATI/AAAAAAAApRc/FRfYUvSSc5o/s1600/bezerro_de_ouro.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5707121688534384946" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-eyrWX9vyllo/TzPE8CcFATI/AAAAAAAApRc/FRfYUvSSc5o/s400/bezerro_de_ouro.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Arte e competição&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;em&gt;* Por Pedro J. Bondaczuk&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O&lt;/span&gt; bem e o mal duelam no fundo da nossa mente (quer no plano consciente, quer no sub e no inconsciente), desde o momento em que tomamos consciência de nós mesmos e do mundo que nos cerca, até o instante da absoluta inconsciência, que é a morte. Nem sempre, contudo, um e outro se manifestam em atos. Mas estão lá, adormecidos, esperando apenas uma oportunidade para se manifestar. E ambos, conforme as circunstâncias e ocasiões, manifestam-se de fato, quando menos esperamos.&lt;br /&gt;Todas as nossas atividades intelectuais, ou seja, as artes, a filosofia e a religião, são diretamente determinadas por essa incessante competição. O escritor John Steinbeck, no livro “A Leste do Éden”, levanta uma pitoresca questão a propósito, na qual eu não havia cogitado. Sugere que, intrinsecamente, somos, até por instinto, bons e virtuosos.&lt;br /&gt;O mal, por seu turno, na visão do romancista, precisa, a todo o momento, ser ressuscitado, quando não reinventado. Cita, como argumento, novos vícios que surgem de quando em quando. Por exemplo, o tabagismo era desconhecido do Ocidente até o século XVI, embora atualmente faça tantas vítimas mundo afora com seus malefícios.&lt;br /&gt;Já a virtude é, rigorosamente, a mesma desde que o homem aprendeu a pensar e a se relacionar com o próximo. Nada de novo surgiu, nos últimos milênios, no que se refere à moral e aos bons costumes.&lt;br /&gt;Será que o homem, algum dia, conseguirá extirpar o mal da sua mente e, por conseqüência, do mundo? Provavelmente, sou irrecuperável ingênuo. Mas acredito, sem nenhuma sombra de dúvida, que sim. Somente se (ou quando) conseguir sucesso nesse empreendimento, o dito “Homo Sapiens“ fará jus a essa designação e poderá se considerar regenerado e detentor da verdadeira sabedoria. Enquanto isso...&lt;br /&gt;A vida da grande maioria das pessoas – tanto das que vivem hoje, quanto dos bilhões que já viveram desde o surgimento do homem – é, convenhamos, rotineira e vazia, por causa da personalidade, educação, oportunidades (no caso, falta delas) e, principalmente, circunstâncias de cada uma.&lt;br /&gt;Os valores e objetivos, geralmente, são ilusórios e pequenos, mesmo dos que são tidos e havidos como “vencedores”. Dois terços da humanidade, infelizmente, vivem na miséria e têm diante dos olhos cenários cinzentos, paupérrimos, feios, horrorosos, horrendos, para que o um terço restante se regale e viva com conforto e até desregramento. O consumismo desenfreado e inconsciente é o “bezerro de ouro” do nosso tempo, em que o “mercado” foi alçado à condição de divindade.&lt;br /&gt;Todavia, nem por isso as pessoas punidas pelas circunstâncias precisam abrir mão da beleza. Afinal, o mais puro e encantador lírio brota, também, nos mais infectos pântanos. Mesmo uma vida “perdida”, pelos critérios atuais de sucesso, não precisa, necessariamente, ser feia e desoladora. Pode ser vazia, difícil e sofrida, mas, ainda assim, bela. Não é paradoxal? É! Mas ainda assim, possível!&lt;br /&gt;Para isso, é necessário, no entanto, que essas pessoas cultivem, desde tenra infância, até por instinto, o senso estético. Se puderem criar obras belas e harmoniosas, que encantem a vista e alegrem o coração, tanto melhor. Caso contrário, apenas a capacidade de identificá-las (e valorizá-las) e usufruí-las já transforma (para melhor) a vida de qualquer um, por maiores que sejam sua carência e seu desamparo.&lt;br /&gt;Curiosamente, nos lugares mais sombrios e desoladores, emergem, com freqüência, refinados artistas, que captam beleza até no próprio ar e a transmitem por palavras, cores e sons. Um dos versos do poema “Retrato”, de Cecília Meirelles, diz a propósito: “Meus pés vão pisando a terra/que é a imagem da minha vida:/tão vazia, mas tão bela,/tão certa, mas tão perdida!”&lt;br /&gt;Algumas raras vezes uma obra de arte que produzimos supera, em grandeza e transcendência, em muito aquilo que nós somos. Adquire um toque de magia, de perpetuidade, de eternidade até, enquanto nós não passamos de frágeis animais, efêmeros, ignorantes, sumamente imperfeitos e, sobretudo, transitórios.&lt;br /&gt;Convém que, nessas ocasiões, revisemos o que fizermos para lhe dar indispensável toque de humanidade. Caso contrário, nossa obra-prima, exatamente por sua perfeição formal, não encontrará acolhida por parte das outras pessoas, que não se identificarão com ela. Faltar-lhe-á verossimilhança.&lt;br /&gt;Qualquer tipo de renúncia é doloroso, não há como negar. Ainda mais dessa natureza, que afeta, diretamente, nosso ego. Mas não raro, esta se faz não somente necessária, como indispensável. E este é um desses casos. É disso que tratam estes versos com que o poeta piracicabano, Pedro Morato Krahenbuhl, abre o poema “Voto”: “Corrompe-te um vício de humanidade.//Se teu verso repousar na pedra,/na cúpula do tempo ressoar,/gradua-lhe o tom de eternidade,/em poeira e renúncia”.&lt;br /&gt;Confio no poder da auto-sugestão. Já vi pessoas fazerem maravilhas ao se convencerem que poderiam obter sucesso em suas atividades, quando todos os prognósticos lhes eram contrários. Nas recentes Olimpíadas de Pequim, vários atletas se superaram, e venceram os favoritos, estabelecendo recordes olímpicos e mundiais de suas modalidades, porque, além do devido preparo (indispensável, claro, para quem queira vencer em qualquer coisa), se convenceram de que poderiam surpreender a todos. E surpreenderam.&lt;br /&gt;Este é o caminho que vejo para sufocarmos o mal latente que subjaz em nossos inconsciente e subconsciente e permitirmos que o bem – representado, principalmente, pela “trinca” Bondade, Altruísmo e Solidariedade – reine soberano em nossas mentes, corações e vidas. E, por conseqüência, no mundo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993300;"&gt;* Jornalista, radialista e escritor. Trabalhou na Rádio Educadora de Campinas (atual Bandeirantes Campinas), em 1981 e 1982. Foi editor do Diário do Povo e do Correio Popular onde, entre outras funções, foi crítico de arte. Em equipe, ganhou o Prêmio Esso de 1997, no Correio Popular. Autor dos livros “Por uma nova utopia” (ensaios políticos) e “Quadros de Natal” (contos), além de “Lance Fatal” (contos) e “Cronos &amp;amp; Narciso” (crônicas). Blog “O Escrevinhador” – http://pedrobondaczuk.blogspot.com. Twitter:@bondaczuk&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-8813267524701109603?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/8813267524701109603/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/arte-e-competicao-por-pedro-j.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/8813267524701109603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/8813267524701109603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/arte-e-competicao-por-pedro-j.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-HWHSvSxS0l0/TzPFIbsKbCI/AAAAAAAApRo/orLeCBGJndU/s72-c/titulo-pedrobondaczuk.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-519587877383629924</id><published>2012-02-09T05:01:00.000-08:00</published><updated>2012-02-09T05:03:53.329-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-4tf95JmPx9g/TzPELmpm1EI/AAAAAAAApRQ/hYxin9RUnoY/s1600/titulo-marcelosguassabia.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5707120856441214018" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-4tf95JmPx9g/TzPELmpm1EI/AAAAAAAApRQ/hYxin9RUnoY/s400/titulo-marcelosguassabia.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-pjgQ3IUlfwA/TzPECO3Lz4I/AAAAAAAApRE/-YJ-aujfxQE/s1600/pijama.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5707120695436889986" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-pjgQ3IUlfwA/TzPECO3Lz4I/AAAAAAAApRE/-YJ-aujfxQE/s400/pijama.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;Justa medida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;em&gt;* Por Marcelo Sguassábia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;F&lt;/span&gt;oi a minha avó, afamada costureira do Rio antigo, quem confeccionou o célebre pijama do Getulio. Aquele que até hoje guarda o furo no peito e as marcas de pólvora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vaidoso como era, o Dr. Getulio poderia ter escolhido o traje que bem entendesse para a sua hora fatal. Fraques, ternos e até cartolas não lhe faltavam. No entanto, escolheu ele o pijama, seu adorado e fidelíssimo pijama, mais fiel e mais chegado que todos os seus guarda-costas, assessores e correligionários juntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pijama que entrou para a história como o dono. Foi sobre a sua seda que correu o sangue do pai dos pobres, o criador dos direitos trabalhistas, o homem que ficou mais tempo mandando nessa terra de desmandos. Foi dentro da obra máxima da minha saudosa vovozinha que Vargas deu seu ultimo suspiro. Desde 1955 no Museu da República, muito provavelmente é o pijama mais visto e fotografado do mundo. Quando é que a finada vovó Doroty, bordando distraidamente o “G V” do monograma, poderia imaginar o culto que aquela peça teria com o passar dos anos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha avó dizia que o Seu Gegê era irritantemente detalhista em assuntos de indumentária de alcova. Seu envelope de dormir não poderia ser muito apertado a ponto de lhe tolher os movimentos no leito, nem tão folgado a ponto da calça lhe escorregar pela pança se tivesse que saltar rapidamente da cama por motivo de urgência - o que não seria difícil naquele tumultuado agosto de 1954. O fato é que o baixinho gaúcho talvez fosse o único bípede pensante a ter pijamas sob medida, um preciosismo que os livros escolares, estranhamente, nunca registraram. Ah, minha velha e injustiçada Doroty...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando em medida, uma mais do que justa seria o reconhecimento,do governo federal à minha talentosa e dedicada vovó, que com suas tesouras, linhas e agulhas tanto contribuiu num dos momentos mais críticos que este pais já viveu. Imaginem que triste espetáculo, aos olhos do mundo, se Getulio tivesse sido encontrado de cueca ou de ceroulas em seu leito de suicida? Nossa nação, que já não tem fama de séria, cairia em irremediável ridículo no noticiário da época. Dependendo da estampa da cueca, nem todos os esforços de embaixadores e diplomatas conseguiriam abafar a desastrosa palhaçada.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Mas Dr. Getulio era um gentleman até depois de morto, e sabia da importância de um pijama apresentável no contexto das relações internacionais. Não envergonhou o Brasil, ostentando um exemplar digno e maravilhosamente desenhado, com listras simétricas e um estilo de fazer inveja a todo o guarda-roupa de Eisenhower, o presidente norte-americano na ocasião da tragédia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Solicito então, às autoridades constituídas, que a partir de agora sejam cobrados royalties de toda foto ou vídeo que documente o pijama de Getúlio Dorneles Vargas, e que a quantia seja revertida a mim - único herdeiro vivo de Dona Doroty. Reivindico, além disso, uma pensão vitalícia de valor equivalente ao recebido pelos ministros do Supremo, a título de retribuição por tudo que minha família fez pela nossa história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;Obs: Esta é uma obra de ficção. O suposto autor da reivindicação é fruto da imaginação deste escriba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#006600;"&gt;• Marcelo Sguassábia é redator publicitário. Blogs: www.consoantesreticentes.blogspot.com (Crônicas e Contos) www.letraeme.blogspot.com (portfólio)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-519587877383629924?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/519587877383629924/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/justa-medida-por-marcelo-sguassabia-f.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/519587877383629924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/519587877383629924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/justa-medida-por-marcelo-sguassabia-f.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-4tf95JmPx9g/TzPELmpm1EI/AAAAAAAApRQ/hYxin9RUnoY/s72-c/titulo-marcelosguassabia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-844225544552580033</id><published>2012-02-09T04:56:00.000-08:00</published><updated>2012-02-09T05:00:00.100-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-jaWf5gM3KHM/TzPDO7HiA7I/AAAAAAAApQ4/BWxq84_nUEI/s1600/titulo-fernandoyanmar1.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5707119813963416498" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-jaWf5gM3KHM/TzPDO7HiA7I/AAAAAAAApQ4/BWxq84_nUEI/s400/titulo-fernandoyanmar1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-LAdp-ZjrL8c/TzPDFjKyrJI/AAAAAAAApQs/pibyqQFSUsw/s1600/ultraman.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 275px; HEIGHT: 183px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5707119652915817618" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-LAdp-ZjrL8c/TzPDFjKyrJI/AAAAAAAApQs/pibyqQFSUsw/s400/ultraman.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;color:#6600cc;"&gt;&lt;strong&gt;Como julgar um livro pela capa&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;em&gt;* Por Fernando Yanmar Narciso&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;E&lt;/span&gt;stava no auge de meus 7 anos, um capetinha serelepe como muitos. Na época, uma por assim dizer revolução ocorria no ramo de entretenimento infantil. O reinado das apresentadoras loiras coxudas e dos palhaços psicóticos com seu humor pastelão e pancadaria circense era timidamente ameaçado por uma nova invasão nipônica. Séries semi-paleolíticas como Ultraman, Robô Gigante, Spectreman e até mesmo jurássicas como National Kid davam lugar a super-heróis mais “plausíveis”.&lt;br /&gt;Guerreiros lutadores de caratê em armaduras reluzentes, portando pistolas e espadas laser plagiados de Star Wars, enfrentando impérios alienígenas armados até os dentes e seus monstros espaciais, que ao perceberem que a batalha estava mais que perdida, resolviam apelar para versões super-size dos mesmos, na esperança de esmagar os heróis como uma barata na quina. O que não adiantava muita coisa, pois logo os mesmos invocavam seus próprios veículos gigantes, que combinados formavam um poderoso robô para terminar de salvar o dia.&lt;br /&gt;E eu estava no meio de tudo isso! Por quase toda minha infância tudo em que conseguia pensar era em Tóquio, ETs de roupa emborrachada, gente vestida de lycra colorida, fumaça de gelo seco, raios e robôs. Tudo o que tinha a ver com esses temas era o paraíso. Quer dizer, até cheguei a acordar as 4 da matina pra assistir a série americana Super Force na Rede Globo. Nem entendia nada do programa, a única coisa que me importava era que o herói era um policial do futuro usando uma armadura e uma super-moto!&lt;br /&gt;Então, num dia qualquer, enquanto meus pais devolviam aquelas fitas VHS do Jaspion e do Pica-pau no saudoso videoclube Art Vídeo pela trigésima vez, só pra alugar tudo de novo na outra semana, uma capa de filme, fora da sessão infantil, chamou minha atenção. Lá na prateleira de ficção científica, um cara numa armadura branca radical, montado numa moto exatamente igual a dos japas de armadura, fugindo de um caminhão repleto de espinhos atirando lasers. WTF?!?&lt;br /&gt;Então implorei para eles alugarem essa fita, além das de Jaspion, Changeman, Flashman, Jiraya, Jiban e do Pica-pau, porque ninguém é de ferro. Mas crianças são crianças. Na casa de minha avó, com aquela penca de priminhos, entre os personagens favoritos da TV e um filme que ninguém nunca ouviu falar, qual seria a alma da festa? Sábado, Domingo e muitas rebobinadas de fitas mais tarde, acabou que não consegui assistir ao tal filme. E, como se não bastasse, um estranho fenômeno passou a ocorrer: A cada vez que alugava a fita novamente, por fatores variados nunca consegui ver o filme em nenhuma delas. Que frustração...&lt;br /&gt;Os anos passam e lá estou eu, nos meus vinte e tantos anos. Numa madrugada regada a tédio e solidão internética, de repente me lembrei do nome do tal filme. Joguei o nome no Google, baixei a película via torrent e descobri que toda aquela expectativa havia sido em vão. O tal filme era famoso por ser um dos piores já feitos, e por ironia, aquela capa linda não tinha absolutamente nada a ver com o produto real. Feito com orçamento quase zero na Itália, tentando imitar a atmosfera do clássico Mad Max , falhou miseravelmente.&lt;br /&gt;O tal motoqueiro não usava aquela armadura e tampouco andava numa moto igual a do Jaspion, e a pior parte: A moto dele FALAVA, com uma vozinha de robô irritante que dá vontade de jogar o sofá televisão adentro. Trilha sonora feita com os famigerados tecladinhos japoneses e sintetizadores oitentistas, atuações piores que dos heróis japoneses, acrobacias e explosões toscas, efeitos especiais típicos da década, e a moto tagarelando o filme todo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensando bem, creio que teria adorado assisti-lo naquela época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#6600cc;"&gt;• Designer e colunista do Literário.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-844225544552580033?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/844225544552580033/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/como-julgar-um-livro-pela-capa-por.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/844225544552580033'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/844225544552580033'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/como-julgar-um-livro-pela-capa-por.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-jaWf5gM3KHM/TzPDO7HiA7I/AAAAAAAApQ4/BWxq84_nUEI/s72-c/titulo-fernandoyanmar1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-1190815980456168263</id><published>2012-02-09T04:50:00.000-08:00</published><updated>2012-02-09T04:54:30.539-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-zwnzl5H4RI4/TzPB_kT7ogI/AAAAAAAApQg/OQPuwWGz_sg/s1600/titulo-gustavodocarmo.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5707118450631746050" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-zwnzl5H4RI4/TzPB_kT7ogI/AAAAAAAApQg/OQPuwWGz_sg/s400/titulo-gustavodocarmo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-WokIkxDgBjQ/TzPB4K_NGtI/AAAAAAAApQU/R5COf7BcvrA/s1600/sonhos.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 342px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5707118323574840018" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-WokIkxDgBjQ/TzPB4K_NGtI/AAAAAAAApQU/R5COf7BcvrA/s400/sonhos.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Microcontos - Sonhos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;* Por Gustavo do Carmo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Sonhos&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Vendia sonhos. Foi processado porque entregou um pesadelo por engano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;@@@&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A Rosa&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Sonhava ver a bela mulher por quem era apaixonado entrar na igreja ao som de A Rosa, de Pixinguinha. Casou-se com outra moça, de beleza mais simples, e usou a música para ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;@@@&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Faróis&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;— Desliga os faróis, por favor! Ordenou o guarda rodoviário. A bela moça interrompeu os sonhos eróticos com a autoridade musculosa e desligou o farol do carro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;@@@&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Mosca&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;O cientista realizou o sonho de se tornar uma mosca para saber o que falavam dele. Foi morto por dois palitos de um mestre japonês de Karatê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;@@@&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Vou te contar&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;— Eu tive um sonho. Vou te contar. — Já sei! Você se atirava do oitavo andar. — Não. Eu cortava os meus pulsos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;@@@&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Sonho Meu&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;— Sonho Meu! Vai buscar quem mora longe, Sonho Meu!&lt;br /&gt;— Desculpa, patrão, mas ela não quis sair de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;@@@&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Um novo dia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Dormiu sonhando que amanhã será um novo dia. Acordou num dia pior que o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;@@@&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Trabalho&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Sonhava acordado e trabalhava dormindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;@@@&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Leyde gaga&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Leyde sofria com a gagueira mas sonhava ser cantora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;@@@&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Acabou&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;— O sonho acabou. Mas tem um delírio sobrando, aceita? — Aceito. Negociaram o vendedor de sonhos e o freguês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;* Jornalista e publicitário de formação e escritor de coração. Publicou o romance “Notícias que Marcam” pela Giz Editorial (de São Paulo-SP) e a coletânea “Indecisos - Entre outros contos” pela Editora Multifoco/Selo Redondezas - RJ. Seu blog, “Tudo cultural” - www.tudocultural.blogspot.com é bastante freqüentado por leitores. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-1190815980456168263?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/1190815980456168263/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/microcontos-sonhos-por-gustavo-do-carmo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/1190815980456168263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/1190815980456168263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/microcontos-sonhos-por-gustavo-do-carmo.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-zwnzl5H4RI4/TzPB_kT7ogI/AAAAAAAApQg/OQPuwWGz_sg/s72-c/titulo-gustavodocarmo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-6675817178961832633</id><published>2012-02-09T04:36:00.000-08:00</published><updated>2012-02-09T04:39:39.539-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-9b5bxzmxCU4/TzO-gBDmvhI/AAAAAAAApQI/8HQUmNoLSa0/s1600/titulo-portaaberta.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5707114610057199122" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-9b5bxzmxCU4/TzO-gBDmvhI/AAAAAAAApQI/8HQUmNoLSa0/s400/titulo-portaaberta.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-G4Wyw7ECyL0/TzO-WhVNPLI/AAAAAAAApP8/lKZtMx_SrpY/s1600/menina-descalca.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 334px; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5707114446922267826" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-G4Wyw7ECyL0/TzO-WhVNPLI/AAAAAAAApP8/lKZtMx_SrpY/s400/menina-descalca.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Como nascem as manhãs&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;* Por Flora Figueiredo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O&lt;/span&gt; fundo dos olhos da noite&lt;br /&gt;guarda silêncios.&lt;br /&gt;Esconde na retina&lt;br /&gt;a menina que corre descalça em campo aberto.&lt;br /&gt;Pálpebras cerradas, a noite emudece.&lt;br /&gt;A menina com medo&lt;br /&gt;faz um furo no escuro com a ponta do dedo.&lt;br /&gt;Cai um pingo de luz.&lt;br /&gt;Amanhece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000066;"&gt;• Poetisa, cronista, compositora e tradutora, autora de “O trem que traz a noite”, “Chão de vento”, “Calçada de verão”, “Limão Rosa”, “Amor a céu aberto” e “Florescência”; rima, ritmo e bom-humor são características da sua poesia. Deixa evidente sua intimidade com o mundo, abraçando o cotidiano com vitalidade e graça - às vezes romântica, às vezes irreverente e turbulenta. Sempre dentro de uma linguagem concisa e simples, plena de sutileza verbal, seus poemas são como um mergulho profundo nas águas da vida.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-6675817178961832633?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/6675817178961832633/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/como-nascem-as-manhas-por-flora.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/6675817178961832633'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/6675817178961832633'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/como-nascem-as-manhas-por-flora.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-9b5bxzmxCU4/TzO-gBDmvhI/AAAAAAAApQI/8HQUmNoLSa0/s72-c/titulo-portaaberta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-4138720190641287461</id><published>2012-02-08T09:01:00.000-08:00</published><updated>2012-02-08T16:54:42.036-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-ybZYTdUn2ns/TzKq2xiBt0I/AAAAAAAApOc/xIys_r-aiUw/s1600/titulo-indice.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5706811535817553730" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-ybZYTdUn2ns/TzKq2xiBt0I/AAAAAAAApOc/xIys_r-aiUw/s400/titulo-indice.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-bGYFtRewmrQ/TzKqxzXRrFI/AAAAAAAApOQ/GF8iXnpHyVI/s1600/titulo-indice1.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 230px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5706811450409987154" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-bGYFtRewmrQ/TzKqxzXRrFI/AAAAAAAApOQ/GF8iXnpHyVI/s400/titulo-indice1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Leia nesta edição:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Editorial – Espelhos do tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna De corpo e alma – Mara Narciso, crônica, “O preço de um sim”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Da Terra do Sol – Marco Albertim, conto, “Assunção”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Personalidade e Atitude – Sayonara Lino, crônica “O doce sabor do amor”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Porta Aberta – Marleuza Machado, poema “Sem nexo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Porta Aberta – Ana Flores, crônica “Se é que entendi bem”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000066;"&gt;Obs.: Se você for amante de Literatura, gostar de escrever, estiver à procura de um espaço para mostrar seus textos e quiser participar deste espaço, encaminhe-nos suas produções (crônicas, poemas, contos, ensaios etc.). O endereço do editor do Literário é: pedrojbk@gmail.com. Twitter: @bondaczuk. As portas sempre estarão abertas para a sua participação.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-4138720190641287461?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/4138720190641287461/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/leia-nesta-edicao-editorial-espelhos-do.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/4138720190641287461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/4138720190641287461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/leia-nesta-edicao-editorial-espelhos-do.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-ybZYTdUn2ns/TzKq2xiBt0I/AAAAAAAApOc/xIys_r-aiUw/s72-c/titulo-indice.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-9140130180926852008</id><published>2012-02-08T08:58:00.000-08:00</published><updated>2012-02-08T09:01:00.638-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-kXfMdHXVQWI/TzKqRrHrxsI/AAAAAAAApOE/6Od2_BtZC5s/s1600/titulo-editorial.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5706810898441291458" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-kXfMdHXVQWI/TzKqRrHrxsI/AAAAAAAApOE/6Od2_BtZC5s/s400/titulo-editorial.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Espelhos do tempo&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O&lt;/span&gt; tempo sempre foi, é e continuará sendo, enquanto eu viver, o foco central das minhas reflexões e o tema predileto do que escrevo. Não quanto à sua passagem, óbvio, pois sobre esta não tenho como interferir, mas quanto à sua natureza e como agir para aproveitá-lo da melhor maneira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já escrevi centenas de textos a respeito (e pretendo escrever muitos, ainda), mas sempre encontro ângulos novos a abordar. Como este, sugerido por Antônio Vieira, no magnífico “Sermão da Quarta-Feira de Cinzas”, proferido há mais de trezentos anos e que é mais atual do que nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O eminente sacerdote e um dos maiores estilistas de língua portuguesa, afirmou: “Ponde estes dois espelhos um defronte do outro, e assim como os raios do ocaso ferem o oriente e os do oriente o ocaso, assim, por reverberação natural e recíproca, achareis que no espelho do passado se vê o que há de ser, e no do futuro o que foi. Se quereis ver o futuro, lede as histórias e olhai para o passado; se quereis ver o passado, lede as profecias e olhai para o futuro. E quem quiser ver o presente, para onde há de olhar?” Bela pergunta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos, na verdade, uma espécie de arqueólogos, sempre a escavarmos, continuamente, as ruínas do nosso próprio passado, sepultado sob toneladas de poeira do tempo. Alguns buscam lembranças benignas e deliciosas, que os consolem das agruras do presente. Outros, insensatos e tolos, revivem fracassos e frustrações, que teimam em remoer anos a fio, quando a atitude prudente seria deixá-los intocados, enterrados para sempre. Outros, ainda, fantasiam e se convencem que foram reais episódios que só existem e existiram em suas férteis (ou delirantes?) imaginações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O passado (como principalmente o presente e, ademais, o próprio tempo) é ambíguo. Mesmo não podendo ser revivido da forma exata que aconteceu, teima em retornar ao presente, de uma forma ou de outra. Quando traz de volta lembranças positivas, não deixa de ser bem-vindo. Quando, ao contrário, nos faz reviver angústias, dores e frustrações, é um veneno que tem que ser evitado, pois não tem antídotos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E qual é o segmento do tempo que mais nos afeta? Em qual deles tomamos consciência maior, onipresente e aguda, da sua existência e passagem? O presente? Não pode ser. É tão rápido, que pode ser considerado, apenas, mero conceito, simples abstração. O futuro? É desconhecido, pois é impossível conhecer o que ainda não aconteceu. Tudo o que pensarmos sobre ele, portanto, poderá não passar de mera fantasia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segmento do tempo que mais nos afeta, e que está permanentemente em nossa memória, é o passado. É certo que, aquilo que passou não pode mais ser modificado. Mas é com os erros que cometemos, e com os acertos que tivemos nele que construímos o roteiro das nossas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes, produzimos comédias. Outras tantas (creio que na maioria) tragédias. Os roteiros que determinam nossa história variam. E a variação é tamanha que, quando menos esperamos, conseguimos, até mesmo, compor um “happy end”. O poeta suíço Henri Frédéric Amiel constatou, com perspicácia, certa feita: “O tempo nada mais é do que a distância entre as nossas lembranças”. Vocês conhecem definição melhor?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presente, reitero, é sumamente ambíguo. Sua duração é tão ínfima, que chega a se constituir em mera metáfora, em simples símbolo, em verdadeira abstração. Para se ter idéia da sua fugacidade, basta dizer que é mais veloz, até, do que a luz, cuja velocidade é de 300 mil quilômetros por segundo.&lt;br /&gt;Mal pronunciamos a primeira sílaba da palavra que o caracteriza, “pre”, e ele já é, há alguns centésimos de segundo, passado. Trata-se, por isso, de fração do tempo absolutamente indimensionável. Ninguém nunca a mediu e jamais conseguirá medir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antônio Vieira, no já citado “Sermão da Quarta-Feira de Cinzas”, deixa clara sua ambigüidade, embora quase nunca venhamos a nos dar conta dela: “Olhai para o passado e para o futuro e vereis o presente. A razão ou conseqüência é manifesta. Se no passado se vê o futuro, e no futuro se vê o passado, segue-se que no passado e no futuro se vê o presente, porque o presente é o futuro do passado, e o mesmo presente é o passado do futuro”. Ambíguo, não é verdade? Ambíguo e fascinante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa leitura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Editor &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;Acompanhe o Editor pelo twitter: @bondaczuk&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-9140130180926852008?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/9140130180926852008/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/espelhos-do-tempo-o-tempo-sempre-foi-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/9140130180926852008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/9140130180926852008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/espelhos-do-tempo-o-tempo-sempre-foi-e.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-kXfMdHXVQWI/TzKqRrHrxsI/AAAAAAAApOE/6Od2_BtZC5s/s72-c/titulo-editorial.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-7059755551646195981</id><published>2012-02-08T05:22:00.000-08:00</published><updated>2012-02-08T05:25:01.203-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-3lwRARbZ9tg/TzJ3okDXasI/AAAAAAAApN4/cBaOstLs8Tw/s1600/titulo-maranasrciso.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5706755216588106434" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-3lwRARbZ9tg/TzJ3okDXasI/AAAAAAAApN4/cBaOstLs8Tw/s400/titulo-maranasrciso.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-X_6pV4ED7po/TzJ3drhvFeI/AAAAAAAApNs/UAydf0Ur3Uw/s1600/bifurcacao.bmp"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5706755029615973858" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-X_6pV4ED7po/TzJ3drhvFeI/AAAAAAAApNs/UAydf0Ur3Uw/s400/bifurcacao.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;O preço do sim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;em&gt;* Por Mara Narciso&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A&lt;/span&gt;lguém está diante de uma bifurcação. Que caminho tomar? Esses momentos são os mais angustiantes. Depois da decisão, por pior que tenha sido a direção escolhida, a agonia se desfaz, e a calma reina. Por que é tão difícil decidir? O nosso temor é fruto de nós mesmos, ou da possibilidade dos julgamentos alheios? A situação transmuta-se em drama quando adiamos o momento crucial para um pouco mais adiante. Adiar uma certeza ou um mau momento é um remédio amargo de tomar.&lt;br /&gt;Sem falar na profissão dos juizes, cuja função é justamente decidir, quando temos nas mãos a prerrogativa de optarmos por responder sim ou não, quase nunca é difícil responder. Mas há os que não conseguem responder com uma negativa, mesmo correndo riscos. Não é preciso agradar sempre. Se alguém tem de ficar em desconforto, melhor que seja o outro e não você. Então não fale sim quando quiser dizer não.&lt;br /&gt;Pessoas gentis, com ar de humildade, viram leões quando recebem um não. Muita gente não consegue viver em contrariedade. Antes anões, crescem atrás de forçar o sim. Muitos conseguem reverter o que lhes é desfavorável, mas a maior parte não faz a virada.&lt;br /&gt;E quando a situação se inverte e somos nós que estamos em busca do sim? Chegamos miúdos, quase invisíveis, do tamanho daquele homem do comercial de um banco particular de décadas atrás, que ia pedir um empréstimo. A cadeira era enorme e ele ficava perdido por detrás dos óculos - clichê de tímido-, e obscurecido pelos altos braços do sofá. As mãos frias e trêmulas, a boca seca, o coração acelerado pela descarga de adrenalina insistem em avisar que somos ínfimos. O que temos? Na nossa mente, parece que já ouvimos o não. Caso não perguntarmos, o não é total. Mas ao pedirmos já temos 50% de possibilidade do sim.&lt;br /&gt;Quando o detentor do nosso destino - algumas vezes somos loucos o suficiente para deixar isso acontecer, e noutras estamos debaixo do jugo de alguém a quem devemos obediência-, nos diz que vai pensar, amplia a nossa expectativa e nos maltrata. Posso parecer dramática, mas prefiro receber logo uma paulada na cabeça do que um falso afago. Como dizia o meu avô Petronilho Narciso: “Está grave, vamos levar ao hospital; está morto vamos enterrar”. Essa maneira de ver as coisas sempre me foi muito útil.&lt;br /&gt;O maior de todos os sins é aquele que se diz diante do padre ou juiz. É quando estamos apaixonados a ponto de chamar toda a família e a sociedade, vestirmos aquelas vestimentas ridículas, gastarmos um tanto de dinheiro, e diante de todos, dizermos tudo o que sentimos e queremos numa única sílaba de três letras: sim.&lt;br /&gt;Avançar por caminhos ou neles não poder mais passar pode depender do sim ou do não do outro. Algumas vezes não vivemos emoções por engolirmos um não que bem poderia ter sido um sim. A resposta do outro depende da nossa coragem de buscar pela afirmativa que achamos que é o que nos convém naquele momento.&lt;br /&gt;Haverá uma maneira de seduzir e conquistar todos os sins que achamos necessários? É possível desenvolver mais habilidade para conseguirmos isso? Faz mais mal o sim mal dado ou uma negativa mal empregada? O remorso poderá visitar o travesseiro de alguns, assim como o arrependimento. Nem precisa dizer que é melhor pensar bem e usar nossos critérios de julgamento com cuidado, para baratear os preços das nossas decisões. Também temos a alternativa de questionarmos, ou até mesmo desobedecermos às decisões alheias. Então é preparar-se para as conseqüências que virão.&lt;br /&gt;Quais vidas teríamos vivido caso tivéssemos dito não nas ocasiões em que respondemos com afirmativas? E que caminhos teríamos trilhado caso os nossos sins tivessem sido nãos? Outras vidas teríamos vivido, outros mundos conheceríamos, outras pessoas seríamos, e que filhos seriam nossos, ou quem sabe não teríamos nenhum? A casa seria outra, e noutra rua moraríamos. Muito se pode filosofar em cima de duas sílabas e suas seis letras: o não e o sim. O melhor é exercitar as nossas escolhas num país livre, assunto para uma outra conversa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#3333ff;"&gt;*Médica endocrinologista, jornalista profissional, membro da Academia Feminina de Letras de Montes Claros e autora do livro “Segurando a Hiperatividade”-&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-7059755551646195981?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/7059755551646195981/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/o-preco-do-sim-por-mara-narciso-lguem.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/7059755551646195981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/7059755551646195981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/o-preco-do-sim-por-mara-narciso-lguem.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-3lwRARbZ9tg/TzJ3okDXasI/AAAAAAAApN4/cBaOstLs8Tw/s72-c/titulo-maranasrciso.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-2175147507847567288</id><published>2012-02-08T05:17:00.000-08:00</published><updated>2012-02-08T05:20:32.919-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-wAhCTQFe9aM/TzJ2iQ1hQTI/AAAAAAAApNg/F8xWTyf8Bow/s1600/titulo-marcoalbertim.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5706754008838914354" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-wAhCTQFe9aM/TzJ2iQ1hQTI/AAAAAAAApNg/F8xWTyf8Bow/s400/titulo-marcoalbertim.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-ybe96lPf8l0/TzJ2aIr9tPI/AAAAAAAApNU/3nJUBJMvlXQ/s1600/domingo-ramos.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 339px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5706753869212398834" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-ybe96lPf8l0/TzJ2aIr9tPI/AAAAAAAApNU/3nJUBJMvlXQ/s400/domingo-ramos.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;color:#993300;"&gt;&lt;strong&gt;Assunção&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;em&gt;* Por Marcos Albertim&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O&lt;/span&gt;s sinos repicaram no fim da tarde; primeiro os da matriz, seguidos pelos das igrejas de outras ruas. A multidão comprimiu-se nos bancos, nos corredores. Com os olhos na abóbada, beatos gemiam em arroubos cegos. Anjos com o sexo coberto por tufos de nuvens, davam proteção a um Cristo imberbe, vestido numa túnica púrpura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo o espaço da calçada da frente fora ocupado. A multidão se estendera por dois quarteirões, ocupando a rua larga, as calçadas de lado. Hosana! Hosana! Fé ruidosa e bulício nos ramos de eucalipto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Cristo, vigiante, assentia com os dois olhos de peixe morto. Não fazia caso da astúcia dos fiéis de ocasião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devotos na calçada criam-se perdoados de pecados indistintos, na prestidigitação dos olhos do Cristo. Frei Feliciano, na frente, salpicava de água-benta quem se aproximasse de suas vestes, ou gritasse mais alto o viva do Domingo de Ramos. Atrás, o sacristão segurava o vaso meio de água. Os pingos davam a impressão de alívio no suor de cada rosto. As gotas de frei Feliciano tinham a bênção do celibato dele, purgariam enquanto não secassem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele percorrera ruas, apertara-se nos becos, ouvira gritos de janelas; seu nome fora gritado e sabia que os óculos brancos, sem aro, no rosto barroco, o livraram de culpas. Frei Feliciano tinha fé em Cristo e dúvidas quanto às razões de seu celibato por trinta e três anos. Cada vez que o nome do frade era gritado, um frio descia de seu tronco; podia ser de gratidão pela cura que sua palavra trouxera; podia ser da hesitação no rosto anunciando o desassossego do sexo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando levantou a perna direita para subir na calçada, ele olhou para cima. Confirmava a fé na cruz em cima da igreja. O céu se cobrira de nuvens de fogo. Por todo o percurso da procissão, não olhara para cima para não dar sinais de insegurança no ofício. Entrando na igreja, sentiu-se o mais inseguro da multidão. Chamou o sacristão para perto, salpicou com água-benta fiéis imprecisos, distraiu os outros e distraiu-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cristo fora execrado pela mesma multidão que o aclamara. Temia, o frade, pragas do mesmo povo que lhe dera boas-vindas. Quis hipnotizar-se na luz vermelha do Sagrado Coração, surdo às imprecações do próprio juízo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abriu a bíblia de uso pessoal no livro do profeta Samuel. A página estava dobrada.&lt;br /&gt;Podia pronunciar de memória o trecho familiar a seu devaneio; leu sem olhar para a multidão: “Era ruivo, de belo semblante e admirável presença.” O sacristão não notou que ele imiscuíra o trecho do livro de Samuel com o kyrie. Teria dito: “Senhor, tende piedade de nós...” Mas o ajudante, tão familiarizado com a súplica, já a supunha mesmo com a boca do frade fechada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Proveu-se, frei Feliciano, da alma de Jônatas no amor a Davi. O rumor de orações ocultou o seu transe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A missa terminou à noite, com a luz incerta cobrindo cada nicho do altar-mor. Ele tirou as vestes com a ajuda do sacristão. Saiu pelo corredor da sacristia, de seu uso e do sacristão. Com a batina de uso diário, andou os cinco quarteirões rumo a casa. Fora cumprimentado por todos, quis sofrer na quietude de seu quarto. Os lábios tremiam, segurava-os com os dentes, com a língua insofrida. Tinha medo de pôr-se na multidão dispersa, de ser julgado por um trejeito evadido de sua alma excitada. No último quarteirão, na esquina, foi chamado por uma voz rouca. Virou-se. Dona Generina convidou-o para um café. Não havia como recusar o convite de quem se incitava com preces e hóstias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A velha cedeu a cadeira de balanço, onde estirava o corpo depois das refeições; sentou-se numa de respaldo fixo, de palha. Frei Feliciano acomodou a dignidade do ofício, o trejeito inconfesso. O café foi trazido na bandeja pela criada, café com biscoitos. A velha mesma os fizera, e se julgaria desfeiteada se o vigário não os comesse. Um incidente não deixou que a presença dele fosse uma purgação de costumes. Segurando pires e xícara, deixou o tronco fundir-se no respaldo da cadeira. Sentira que assim o corpo estaria imune às injunções do juízo dos outros. Mas não evitou que a xícara, inclinada para o seu corpo, deixasse cair o café; molhou o pires, a batina de cor cremosa. A velha afligiu-se mais, chamou a criada; não consentiu que a negra enxugasse a roupa do frade. Com o guardanapo, ergueu com sacrifício a gordura do corpo e esfregou-o na batina do frade.&lt;br /&gt;- Não faz mal – apressou-se ele.&lt;br /&gt;- Logo vai secar.&lt;br /&gt;Tinha medo, ela, que não experimentasse o biscoito. Queria ouvir dele um elogio. Olhou para a estatueta de Cristo na parede e confessou:&lt;br /&gt;- Como o senhor se parece com ele... Não tem nenhuma queixa no rosto, só a resignada paciência.&lt;br /&gt;- A senhora é muito generosa. Não há bondade igual à de Cristo. Todos nós nos espelhamos nele, só isso.&lt;br /&gt;- Verdade, frei Feliciano.&lt;br /&gt;Passaria toda a noite ali, ocultando temores, fingindo deleite na expiação tardia da velha Generina. O isolamento de seu quarto e o sobrado da velha serviam de retiro a seu feminismo inconfesso. Ela, 70 anos, não se casara; aos sessenta, ocupara-se com receitas de cozinha, com rezas e com visitas que ela mesma convidava, para distrair-se do desamparo. Espreitava a morte com olhos mortos, e tinha medo que a pusessem num caixão junto com imprecisas dívidas com Deus. Confessava-se em casa, na cadeira onde estava frei Feliciano. Ele ouvia os pecados que não eram pecados, mas súplicas de oração para entrar no céu. Repetia uma prece curtida, para obter a receita da beatitude numa bênção só para si. A velha não tinha crises como seu confessor; virgem, há muito sublimara a inquietação do sexo. Frei Feliciano, trinta e três anos, tinha o cérebro zonzo de orações para pôr fim ao desassossego de seu pênis à cata de um igual.&lt;br /&gt;Ele despediu-se pensando num monólogo sem testemunhas, no seu quarto. A casa paroquial, do outro lado da praça, estava fechada. Alguns paroquianos entretinham-se numa conversa vadia na calçada. Para evitá-los, ele andou pelo meio da praça, na direção do cruzeiro de pedras. Não havia ninguém em redor. Para justificar o desvio, parou junto ao cruzeiro, observando os estragos nas pedras de cantaria. As pedras, acomodadas em forma de pirâmide, com a cruz em cima, tinham roeduras entre uma e outra. Um câncer as corroía, sem que nada pudesse ser feito. Frei Feliciano sabia disso, e comparava sua alma à marcha do câncer.&lt;br /&gt;O empregado abriu a porta, notou suores no rosto do frade.&lt;br /&gt;- O banho está pronto, com água quente – adiantou.&lt;br /&gt;Vento frio no mês de agosto. As árvores faziam corrupios. Ninguém se vestia para se proteger de baixas temperaturas; era costume o uso de jaquetas curtas. Frei Feliciano, curtido no quarto, sentiu suores na roupa fina, na desordem do juízo.&lt;br /&gt;Deitou-se na banheira, presumindo-se imune ao parecer dos outros. As paredes, familiares ao despudor de seu corpo nu, incitaram-no ao onanismo fácil. O sêmen farto, espremido, escorreu junto com a água no ralo da banheira. O frade prostrou-se, ficou sentado até sentir o risco de lágrima sob os olhos. Pôs a cabeça sob o chuveiro, chorou para evadir-se da inconformação.&lt;br /&gt;Depois...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Posso botar o jantar? – perguntou o empregado.&lt;br /&gt;- Pode.&lt;br /&gt;Podia se comparar a Adônis, mas depois do gozo, nauseara-se no próprio rosto olhando para o espelho.&lt;br /&gt;O empregado acudiu-o no ombro. Frei Feliciano sentou-se para comer, entrevendo o sonho de ser possuído por outro que por certo o observara no percurso da procissão.&lt;br /&gt;- Serafim!&lt;br /&gt;O velho acudiu-o da cozinha, com impressões confusas. Admirava-o pelo que julgava ser a santidade de seu rosto, sem atinar para os transtornos do celibato.&lt;br /&gt;- Pode ir para casa. Eu mesmo lavo as louças.&lt;br /&gt;Serafim saiu pelo portão dos fundos, no oitão. Frei Feliciano se deu conta do vazio em cada canto da casa. De frente para ele, um quadro com a imagem do arcebispo. Mirou-o como de costume, sem se subjugar. O arcebispo o queria no domínio dos homens que tinham na oração o único meio de contato com Deus. Não havia contato. As orações continham o tropel do coração, enquanto durasse o efeito. Ele sentia inveja de homens e mulheres que não se preocupavam com a rotina imutável de cada dia. Queria limitar as demandas da alma, ainda que ao preço do embotamento do juízo. Sentar-se como um devasso num bordel, pernas cruzadas, ouvir a putaria alegre de homens e mulheres.&lt;br /&gt;Em frente a sua cama, fitou o Cristo de joelhos chagados. Não rezou, deleitou-se na simetria do corpo musculoso.&lt;br /&gt;No sono, na incúria de seu sono capturaria o prazer que o dia a dia lhe negava.&lt;br /&gt;Mais vento, os galhos se retorcendo. Um e outro automóvel em marcha vagarosa.&lt;br /&gt;Ele abriu a janela da frente para se espreitar no tempo que o dia anunciava. Serafim entrara pelo portão, preparava o café. Com o guarda-chuva, frei Feliciano foi ao cruzeiro. A chuva apagara as poucas velas da véspera. A água deslizava sobre o musgo nas pedras. Às sete horas o sol mostrou-se, às dez enxugara o cruzeiro. À tarde, junto com Serafim, muniu-se de espátulas para remover o musgo. Trabalharam toda a tarde. No começo da noite, despejaram água para a limpeza. A lua cobriu o cruzeiro. Outra vez a cantaria luziu.&lt;br /&gt;Suspeitou, ele, não ser um incréu rejeitado. O passeio nas calçadas retomara o ritmo de costume. Ninguém o inquiria de sua sodomia latente.&lt;br /&gt;- Hosana! – gritou com os braços abertos, olhando para a cruz.&lt;br /&gt;O frade comera em silêncio na noite de hosana, dispensara o criado antes da hora, olhara com enfado a chuva no começo do dia. Agora, segurando um galho de eucalipto, cumprimentava a cruz com alegria. Serafim assustou-se.&lt;br /&gt;- Não se preocupe, Serafim. Ontem ouvi os gritos do povo. Hoje faço uma homenagem particular a Cristo.&lt;br /&gt;- Deus o escuta todos os dias, frei Feliciano. O senhor não tem pecados.&lt;br /&gt;- Todos os homens têm os seus pecados e só Deus os escuta. Todos nós somos pecadores aos olhos dele. Não se esqueça disso. É para evitar a presunção.&lt;br /&gt;- O senhor me assusta, frei. Deus me livre e guarde.&lt;br /&gt;- Também o susto traz equilíbrio para a alma. Pense assim que o susto passa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serafim jantou na mesma mesa com frei Feliciano. Não olharam para o arcebispo, só para a canja gorda no prato fundo. Depois, cada um recolheu-se no seu canto. O frade, deitado, sentiu remorsos e só dormiu depois que foi à latrina.&lt;br /&gt;No terceiro dia depois do Domingo de Ramos, a criada de dona Generina avisou-o de que fora convidado para o almoço.&lt;br /&gt;Os dois rezaram antes de cortar o lombo no centro da mesa. A negra, de pé, braços para trás, à espera de ordens. A velha nunca supusera que o Cristo de olhos chorosos, na parede, podia ser o indício de que a humanidade sentia fome.&lt;br /&gt;Silêncio. Frei Feliciano não sabia falar enquanto comia, não com a mesa tão farta de comida. A velha examinava-o, vincando o rosto num riso custoso. Ele engolia, ela vincava os beiços.&lt;br /&gt;Tédio. A tarde arrastou-se sem querer. Ela dormiu na cadeira onde se confessava. Ele saiu recomendando-a. A negra fez que sim no silêncio a que estava sentenciada.&lt;br /&gt;Em casa, ele sentou-se para o desfastio. Tirara a batina grossa, pusera-se de calça e camisa. Tarde da noite foi ao cruzeiro; encostou-se num dos lados e tirou do bolso uma vela e a acendeu. Ajoelhou-se e rezou para não ser interrompido por estranhos. Não havia ninguém na praça. Baixou a cabeça, soluçou. Sujou-se nos fios apagados das velas. Os cabelos cobriram os óculos, da boca escorreu uma baba de desespero. Manteve-se de joelhos e gritou:&lt;br /&gt;- Hosana nas alturas!&lt;br /&gt;Perto do amanhecer, Serafim acordou-o no local, com o ombro e a cabeça apoiados na cantaria.&lt;br /&gt;- Está sofrendo pelos pecados dos outros – disse o velho.&lt;br /&gt;Refez-se na banheira; não disse nada, confiando no juízo ingênuo de Serafim. Não saiu de casa, não naquele dia.&lt;br /&gt;No quarto dia depois do Domingo de Ramos, a negra criada veio dar aviso de que a patroa agonizava, queria confessar-se.&lt;br /&gt;A velha não o distinguiu, viu sua batina enxamear-se nos raios de sol que os poucos telhados de vidro deixavam escoar para a porta do quarto. Não teve forças para espremer da memória os poucos pecados. Ungiu-se na água-benta.&lt;br /&gt;Deu-se o enterro no fim da tarde, com o céu sobre o mesmo fogo que o incendiara no crepúsculo do Domingo de Ramos. Frei Feliciano voltou para casa cogitando na própria morte. Não se surpreendeu com o pouco caso que fizera quanto a dona Generina ter entendido ou não como receber a bênção pessoal de Cristo.&lt;br /&gt;Dormiu crendo-se sem conflito com a pederastia inconfessa.&lt;br /&gt;Uma semana depois do Domingo de Ramos, rezou a missa. No altar, fixou-se na luz do Sagrado Coração, instilando-se de razões. Abriu a bíblia, leu sem medo o livro de Samuel, mirando-se no amor de Jônatas por Davi.&lt;br /&gt;Quando saiu da igreja foi cumprimentado por um moço paroquiano. O rapaz parabenizou-o pela escolha da leitura. Caminharam até o cruzeiro, ajoelharam-se. Sorriram um para o outro. Frei Feliciano olhou para cima, e disse baixo:&lt;br /&gt;- Hosana...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993300;"&gt;*Jornalista e escritor. Trabalhou no Jornal do Commércio e Diário de Pernambuco, ambos de Recife. Escreveu contos para o sítio espanhol La Insignia. Em 2006, foi ganhador do concurso nacional de contos “Osman Lins”. Em 2008, obteve Menção Honrosa em concurso do Conselho Municipal de Política Cultural do Recife. A convite, integra as coletâneas “Panorâmica do Conto em Pernambuco” e “Contos de Natal”. Tem dois livros de contos e um romance.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-2175147507847567288?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/2175147507847567288/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/assuncao-por-marcos-albertim-o-s-sinos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/2175147507847567288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/2175147507847567288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/assuncao-por-marcos-albertim-o-s-sinos.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-wAhCTQFe9aM/TzJ2iQ1hQTI/AAAAAAAApNg/F8xWTyf8Bow/s72-c/titulo-marcoalbertim.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-6644865327691472087</id><published>2012-02-08T05:13:00.000-08:00</published><updated>2012-02-08T05:16:46.600-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-5Yc7mNIs298/TzJ1tKGt6UI/AAAAAAAApNI/G8d5aSW_0OQ/s1600/titulo-sayonaralino.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5706753096498932034" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-5Yc7mNIs298/TzJ1tKGt6UI/AAAAAAAApNI/G8d5aSW_0OQ/s400/titulo-sayonaralino.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-z4nrGocBITA/TzJ1lhp-s9I/AAAAAAAApM8/MaUqRVU9_Qo/s1600/soletrar.bmp"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 285px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5706752965381895122" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-z4nrGocBITA/TzJ1lhp-s9I/AAAAAAAApM8/MaUqRVU9_Qo/s400/soletrar.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O doce sabor do amor&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;em&gt;* Por Sayonara Lino&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O&lt;/span&gt; tempo que parece cada vez mais acelerado e as ocupações do cotidiano quase me fizeram deixar passar um momento especial: minha filha de quatro anos conseguiu escrever, com a minha ajuda: " Mamãe, eu te amo!".&lt;br /&gt;Ela é muito curiosa e seu sonho é ler e escrever. Ganhou uma maletinha cheia de letrinhas, e aos poucos fomos ensinando algumas palavras. Ela, sempre atenta, aprendeu rápido.&lt;br /&gt;Ontem, pediu um caderno e algumas canetinhas coloridas. Fui soletrando e ela escreveu uma a uma, até que a frase surgisse. Me entregou toda contente, e afirmou que em breve deixará outras declarações espalhadas pela casa.&lt;br /&gt;Claro que achei lindo e daqui a pouco colarei orgulhosa o papel na geladeira, para ver todos os dias. O estranho é que naquele instante, não percebi a importância afetiva e o desenvolvimento intelectual da minha pequena. Só mais tarde é que refleti a respeito.&lt;br /&gt;Não quero permitir que as exigências do tempo e da vida me impeçam de apreciar o doce sabor do amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#006600;"&gt;• Jornalista, fotógrafa e colunista do Literário&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-6644865327691472087?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/6644865327691472087/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/o-doce-sabor-do-amor-por-sayonara-lino.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/6644865327691472087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/6644865327691472087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/o-doce-sabor-do-amor-por-sayonara-lino.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-5Yc7mNIs298/TzJ1tKGt6UI/AAAAAAAApNI/G8d5aSW_0OQ/s72-c/titulo-sayonaralino.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-3203091840103296121</id><published>2012-02-08T05:09:00.000-08:00</published><updated>2012-02-08T16:53:41.402-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-9xgZLTpDXqg/TzJ0lPXCuvI/AAAAAAAApMw/xHeME9QSO28/s1600/titulo-portaaberta.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5706751860959001330" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-9xgZLTpDXqg/TzJ0lPXCuvI/AAAAAAAApMw/xHeME9QSO28/s400/titulo-portaaberta.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-BsKzsAdMazY/TzJ0dEX_EGI/AAAAAAAApMk/hQwdFb9InpE/s1600/Paixao.gif"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5706751720571211874" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-BsKzsAdMazY/TzJ0dEX_EGI/AAAAAAAApMk/hQwdFb9InpE/s400/Paixao.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Sem nexo &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;em&gt;* Por Marleuza Machado&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;S&lt;/span&gt;e toda vez que penso em ti&lt;br /&gt;com saudade,&lt;br /&gt;consumisse parte do amor que sinto,&lt;br /&gt;ele já teria se escoado&lt;br /&gt;nas lacunas do tempo!&lt;br /&gt;Saudade, saudade...&lt;br /&gt;Fica mais um pouco!&lt;br /&gt;Permita que ele&lt;br /&gt;de mim,&lt;br /&gt;se aposse,&lt;br /&gt;através da lembrança&lt;br /&gt;do seu gosto...&lt;br /&gt;Consinta que ele invada&lt;br /&gt;oníricos espaços&lt;br /&gt;e traga sentido&lt;br /&gt;a este poema&lt;br /&gt;sem nexo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;• Poetisa e jornalista &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-3203091840103296121?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/3203091840103296121/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/se-toda-vez-que-penso-em-ti-por.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/3203091840103296121'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/3203091840103296121'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/se-toda-vez-que-penso-em-ti-por.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-9xgZLTpDXqg/TzJ0lPXCuvI/AAAAAAAApMw/xHeME9QSO28/s72-c/titulo-portaaberta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-3590549353456776334</id><published>2012-02-08T05:07:00.000-08:00</published><updated>2012-02-08T05:08:39.148-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-tRVqeQPn4M8/TzJzzpqrA-I/AAAAAAAApMY/fWQVmhL_qHA/s1600/baleias.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 265px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5706751009027195874" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-tRVqeQPn4M8/TzJzzpqrA-I/AAAAAAAApMY/fWQVmhL_qHA/s400/baleias.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Se é que entendi bem&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;em&gt;* Por Ana Flores&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;U&lt;/span&gt;ma vez ouvi alguém dizendo numa mesa-redonda na TV: “Como é que se pode pensar em salvar baleias e micos quando há tanta criança abandonada precisando de ajuda?” Achei que tinha ouvido errado, mas logo depois vi que não. A pessoa considerava inúteis quaisquer campanhas, manifestos e ações que não fossem dirigidos prioritariamente a crianças abandonadas. O resto – os animais em extinção, o ecossistema deteriorado e sua destruição acelerada - poderia esperar até que todas as crianças tivessem sido acolhidas por famílias, vivendo em condições mínimas de saúde e conforto, bem tratadas, educadas e alimentadas, como, aliás, todos desejamos que aconteça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até entendi a aflição da pessoa. Afinal, à primeira vista pode parecer um desperdício de energia e de tempo alguém se dispor a cuidar da preservação de uma espécie animal ou de uma área devastada pelas queimadas criminosas, em detrimento da atenção a uma criança com necessidades básicas. Só que não se adere a um movimento desses em detrimento de outro, da mesma forma que não é preciso que todas as peças de um carro interrompam sua função para levar o combustível ao motor. Cada uma na sua tarefa, como parte de toda a engrenagem, é o melhor remédio para tudo funcionar a contento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há espaço e causas de sobra para quem quiser ajudar, se engajar e trabalhar e as necessidades são urgentes e paralelas. Porque quando o racionamento de água for universal e obrigatório e as condições de vida por aqui se tornarem hostis a todos, também as crianças serão atingidas pelas conseqüências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E isso me remete a outra situação que (ainda) não entendo. Por que se fala “precisamos salvar o planeta”, “preservar a Amazônia”, essa ou aquela espécie animal, como se isso tudo fosse algo longe de nós? Não seria o caso de se dizer “precisamos preservar a todos nós”? Se entendi bem como funcionam as coisas aqui neste planeta, é tudo parte de uma só rede. Desde as algas do mar até o ar que se respira, tudo está interligado na cadeia da natureza, o homem inclusive. Já se sabe que a destruição de um só elo afeta todos os outros, assim como a sua preservação beneficia a todos, seja nos alimentos, no solo, na atmosfera, nos rios e em tudo o mais que existe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início dos anos 80, o cineasta Lula Torres fez um curta-metragem cujo título, em japonês, significava mais ou menos “Um mais um é igual a não-dois”, justamente se referindo à relação inseparável entre o homem e o ambiente em que ele vive. Não formariam dois universos, mas sistemas interdependentes para sobreviver em harmonia. Portanto, proteger as crianças, os rios, a terra, a atmosfera, as baleias, as aves, tudo o que está vivo, é tarefa de todos e de igual importância. Se é que entendi bem meu papel nessa ópera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#990000;"&gt;• Escritora&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-3590549353456776334?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/3590549353456776334/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/se-e-que-entendi-bem-por-ana-flores-u.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/3590549353456776334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/3590549353456776334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/se-e-que-entendi-bem-por-ana-flores-u.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-tRVqeQPn4M8/TzJzzpqrA-I/AAAAAAAApMY/fWQVmhL_qHA/s72-c/baleias.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-2154461805887443390</id><published>2012-02-07T08:14:00.000-08:00</published><updated>2012-02-07T08:16:04.076-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-J6RJEnvUWV0/TzFOPwT7UWI/AAAAAAAApK4/rw3SFNopdKo/s1600/titulo-indice.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5706428235428614498" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-J6RJEnvUWV0/TzFOPwT7UWI/AAAAAAAApK4/rw3SFNopdKo/s400/titulo-indice.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-MS_U-PVBw3k/TzFOLJPGlJI/AAAAAAAApKs/pGEYF-T2BMg/s1600/titulo-indice1.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 230px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5706428156219921554" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-MS_U-PVBw3k/TzFOLJPGlJI/AAAAAAAApKs/pGEYF-T2BMg/s400/titulo-indice1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Leia nesta edição:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Editorial – Jorge sempre Amado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna À flor da pele – Evelyne Furtado, poema, “Janela”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Observações e Reminiscências – José Calvino de Andrade Lima, trecho de livro, “O Pai do Chupa”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Lira de sete cordas – Talis Andrade, poema “Perfilhação”..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Porta Aberta – Rubem Alves, crônica “O Panelaço”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Porta Aberta – Clóvis Campêlo, crônica “E-mail não é lixerira!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#990000;"&gt;Obs.: Se você for amante de Literatura, gostar de escrever, estiver à procura de um espaço para mostrar seus textos e quiser participar deste espaço, encaminhe-nos suas produções (crônicas, poemas, contos, ensaios etc.). O endereço do editor do Literário é: pedrojbk@gmail.com. Twitter: @bondaczuk. As portas sempre estarão abertas para a sua participação.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-2154461805887443390?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/2154461805887443390/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/leia-nesta-edicao-editorial-jorge.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/2154461805887443390'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/2154461805887443390'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/leia-nesta-edicao-editorial-jorge.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-J6RJEnvUWV0/TzFOPwT7UWI/AAAAAAAApK4/rw3SFNopdKo/s72-c/titulo-indice.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-261552168440271399</id><published>2012-02-07T08:11:00.000-08:00</published><updated>2012-02-07T08:13:58.968-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-COzySlupAz4/TzFNu3vCdJI/AAAAAAAApKg/zAxJzZ9Y9AE/s1600/titulo-editorial.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5706427670485693586" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-COzySlupAz4/TzFNu3vCdJI/AAAAAAAApKg/zAxJzZ9Y9AE/s400/titulo-editorial.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Jorge sempre Amado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O&lt;/span&gt; ano de 2012 marca o centenário de nascimento de um brasileiro “amado” até no nome”, como enfatizou o então âncora do “Jornal da Band”, Sérgio Rondino, ao anunciar sua morte, ocorrida numa segunda-feira, dia 6 de agosto de 2001. Claro que me refiro (e o leitor atento já percebeu) ao baiano, natural de Itabuna, Jorge Leal Amado de Faria ou, simplesmente, Jorge Amado, um dos maiores ícones literários do Brasil, o brasileiro que, provavelmente depois de Pelé, mais divulgou o nome do País mundo afora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escritor singularíssimo das letras universais, apenas comparado a Machado de Assis em termos nacionais – com o qual, aliás, guarda mais semelhanças do que diferenças – reputo-o como um dos milhares de injustiçados do Nobel de Literatura, prêmio que fez por merecer, mas que jamais lhe foi outorgado. Por que? Talvez por ignorância dos que julgam os candidatos a essa premiação. Talvez, quem sabe, em virtude de certo preconceito em relação à literatura brasileira (nenhum escritor nosso sequer chegou perto de lograr essa façanha). Sabe-se lá a razão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que Jorge Amado, cujos livros foram traduzidos e lançados em 55 países, em 49 idiomas, embora tendo conquistado um nada desprezível (muito pelo contrário) Prêmio Camões (o de 1994), morreu privado do Nobel. Pouco importa. Os amantes de literatura, mundo afora, reconhecem seus indiscutíveis méritos e tenho certeza que, neste ano do seu centenário, seu nome será muito citado e sua obra analisada. Nunca ganhou esse prêmio? Pior para o Nobel!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desconheço se o “mundo oficial” da Cultura do País, ou seja, o ministério encarregado desse setor, programou algo de especial para marcar essa importante data. Temo que não. Por razões que caberia serem analisadas (e corrigidas), continuamos nos caracterizando como povo sem memória. Em termos de vendas de livros através do mundo, Jorge Amado apenas perde, entre os escritores brasileiros, para Paulo Coelho. Esse, todavia, não conta. É um fenômeno que carece de explicação. Afinal, conforme pesquisa informal recente, feita pela enciclopédia eletrônica Wikipédia, trata-se do 11º autor mais vendido no mundo inteiro e em todos os tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ocorre que ambos não têm nada em comum (a não ser o fato de se dedicarem às letras). Seus temas, gêneros e estilos são rigorosamente diferentes. Se tivermos que comparar Jorge Amado com alguém, não será, certamente, com Paulo Coelho (sem nenhum demérito para a obra deste). A comparação tem que ser feita com outro ícone literário nacional: Machado de Assis. Mesmo levando em conta as óbvias diferenças de um e de outro, já que o “Bruxo do Cosme Velho” utilizou, para cenário de seus contos e romances, o Rio de Janeiro do século XIX, e Jorge Amado situou seus enredos na Bahia do século XX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ambos retrataram, no entanto, como ninguém, a alma do povo brasileiro, em seu sentido lato, em especial a das pessoas humildes, desvalidas, anônimas, miseráveis, "sem eira e nem beira", excluídas pelo vergonhoso "apartheid" social que sempre imperou entre nós, provavelmente desde a chegada de Pedro Álvares Cabral a esta terra de Pindorama. Os personagens dos dois são intemporais, vivos, cheios de virtudes e de defeitos, de "carne e osso" (embora frutos da imaginação), que saltam das páginas das suas histórias para a vida real. Podem ser encontrados a todo o momento nas ruas de qualquer cidade brasileira, e de qualquer época. Só escritores geniais conseguem essa façanha. E ambos conseguiram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jorge Amado, todavia, teve uma diferença fundamental em relação a Machado de Assis: o engajamento e a militância política. Foi defensor convicto da utopia de uma sociedade sem classes. Foi deputado pelo Partido Comunista Brasileiro. E como tal (ou em conseqüência dessa militância), comeu o pão que o diabo amassou, como se diz popularmente, Acabou vítima de absurda perseguição da ditadura getulista, quando o PCB foi posto na ilegalidade. Pagou, pois, alto preço pelo idealismo, enfrentando os dissabores da prisão e do exílio. E tudo apenas por defender princípios absolutamente lógicos e justos, mas contrários, é claro, aos nem sempre legítimos interesses dos poderosos e dos detentores de riquezas e, por conseqüência, do poder, do seu tempo e do atual (por que não?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra característica desse baiano da gema, nascido na terra dos coronéis do cacau, como Itabuna é ainda hoje conhecida (e que soube, como ninguém, descrever ou projetar nos seus múltiplos personagens) é que Jorge é o único escritor brasileiro que é conhecido até pelos que não apreciam leitura. Ou pelos que nem mesmo sabem ler. Ou seja, pelos que são analfabetos “de pai e mãe” e que não têm, portanto, acesso a informações um pouquinho melhor elaboradas. Como? Simples! Leitores e não leitores apreciam Gabriela, Tieta, Pedro Bala, Quincas Berro D'Água, Dona Flor, etc., personagens que conhecem (e apreciam) de sobejo, graças às maravilhas da tecnologia eletrônica: do cinema e da televisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os principais personagens que criou foram interpretados, tanto na telinha quanto na telona, por atores e atrizes dos mais famosos e talentosos, em filmes e novelas de estrondoso sucesso. “Tieta do Agreste”, “Gabriela, cravo e canela”, “Tereza Batista Cansada de Guerra”, “Dona Flor e seus dois maridos” e “Tenda dos milagres”, entre outros, ganharam versões e mais versões, tanto na televisão, quanto no cinema e no teatro. E quem não apreciou essas histórias e personagens por esses veículos, entrou em contato com eles nas ruas e nos vários sambódromos País afora, em época de Carnaval. Afinal, foram temas de um sem número de escolas de samba, de norte a sul do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por tudo isso, é preciso dar um basta na característica “amnésia” nacional, em relação aos brasileiros ilustres e reverenciar a memória de Jorge Amado pelo menos neste ano que marca o centenário do seu nascimento. Confesso, humildemente, que este foi um dos escritores (ao lado do onipresente Jorge Luís Borges) que mais me influenciaram na construção e consolidação do meu estilo. Devo, pois, muito a ele (e creio que milhares e milhares de outros escritores também devem).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia, "morre o homem, fica a fama". O escritor completou sua obra na Terra, não somente a literária, mas principalmente a humana. Por isso, ascendeu, com justiça e por merecimento, ao panteão dos mitos nacionais. É mister, porém, que não reste esquecido por lá. Certamente não o será. Porquanto, (reitero) como ressaltou o âncora do "Jornal da Band", Sérgio Rondino: "Morreu Jorge, um brasileiro Amado até no nome". Espero que tenha morrido “apenas” em carne e osso e que seu exemplo e sua memória permaneçam vivíssimos “ad eterna”, nos inspirando e engrandecendo a cultura brasileira, notadamente a rica e criativa literatura nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Editor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Acompanhe o Editor pelo twitter: @bondaczuk&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-261552168440271399?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/261552168440271399/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/jorge-sempre-amado-o-ano-de-2012-marca.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/261552168440271399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/261552168440271399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/jorge-sempre-amado-o-ano-de-2012-marca.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-COzySlupAz4/TzFNu3vCdJI/AAAAAAAApKg/zAxJzZ9Y9AE/s72-c/titulo-editorial.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-1273072508607044319</id><published>2012-02-07T05:40:00.000-08:00</published><updated>2012-02-07T05:43:05.029-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-dDrHyCllWSw/TzEqYKSf8PI/AAAAAAAApKU/IM13I9P4zGU/s1600/titulo-evelynefurtado.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5706388797422301426" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-dDrHyCllWSw/TzEqYKSf8PI/AAAAAAAApKU/IM13I9P4zGU/s400/titulo-evelynefurtado.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-IWrxXQpUPMA/TzEqRFAQ_KI/AAAAAAAApKI/3Jy84pTvUiU/s1600/cortinaJanela.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 223px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5706388675744562338" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-IWrxXQpUPMA/TzEqRFAQ_KI/AAAAAAAApKI/3Jy84pTvUiU/s400/cortinaJanela.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Janela&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;em&gt;* Por Evelyne Furtado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A &lt;/span&gt;cortina diáfana impedia a visão total da figura de mulher pacificada.&lt;br /&gt;Era visível sua silhueta; eram percebidos seus movimentos.&lt;br /&gt;O mais ficava por conta da imaginação:&lt;br /&gt;O que ouvia.&lt;br /&gt;O que falava.&lt;br /&gt;O que doía.&lt;br /&gt;Como e do que vivia desconhecia-se.&lt;br /&gt;Impossível saber o que sentia.&lt;br /&gt;A cortina solta ao vento se movia.&lt;br /&gt;As flores na janela remexiam-se.&lt;br /&gt;A mulher no sofá, não mais.&lt;br /&gt;Talvez suspirasse, talvez dormisse, talvez sonhasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;• Poetisa e cronista de Natal/RN &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-1273072508607044319?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/1273072508607044319/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/janela-por-evelyne-furtado-cortina.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/1273072508607044319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/1273072508607044319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/janela-por-evelyne-furtado-cortina.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-dDrHyCllWSw/TzEqYKSf8PI/AAAAAAAApKU/IM13I9P4zGU/s72-c/titulo-evelynefurtado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-1197537324980833106</id><published>2012-02-07T05:36:00.000-08:00</published><updated>2012-02-07T05:39:56.631-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-65eCio_FSo0/TzEpkks6_MI/AAAAAAAApJ8/JtJNQrBV7IA/s1600/titulo-josecalvino.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5706387911159250114" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-65eCio_FSo0/TzEpkks6_MI/AAAAAAAApJ8/JtJNQrBV7IA/s400/titulo-josecalvino.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-gcjnwTcvRWg/TzEpbkxQXjI/AAAAAAAApJw/a0e5zazEDzY/s1600/o-pai-do-chupa.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 286px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5706387756558605874" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-gcjnwTcvRWg/TzEpbkxQXjI/AAAAAAAApJw/a0e5zazEDzY/s400/o-pai-do-chupa.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;O Pai do Chupa*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;em&gt;** Por José Calvino de Andrade Lima&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;E&lt;/span&gt;m fevereiro, de 1937, Miguel Rodrigo Carrasqueiro chega ao Recife, com seus vinte e cinco anos de idade, devido à inquietação econômica e política na Espanha, que culminou com a rebelião do Exército, sob a liderança do general Franco. A revolta precipita a guerra Civil Espanhola. As forças do general Francisco Franco têm o apoio da Alemanha nazista e da Itália fascista... Nesse ínterim, Miguel Rodrigo foge para a França devido à impopularidade do ditador Franco.&lt;br /&gt;Miguel Rodrigo Carrasqueiro entrouxou as melhores roupas e toda a sua economia – arranjara documentos “frios” como emigrante italiano – em uma gráfica de Paris, que imprimia também passaportes e outros documentos falsos e resolveu viajar para o Brasil de que contavam tantas maravilhas... principalmente o carnaval do Recife, considerado o melhor do mundo...&lt;br /&gt;Miguel Rodrigo, recém chegado, hospedou-se num dos quartos da rua da Praia. Passando pelos arredores do Mercado de São José conheceu uma menina-moça que perambulava pelas ruas e vielas do bairro de São José. Tinha o vício de pequenos furtos, devido à necessidade de sobreviver, pele queimada do sol, filha de um negro pescador do Pina, suja, cabelos em desalinho, uma marca de coração na coxa direita, feita de óleo da castanha de caju. Trajando vestido de chita, comia ovos podres e “Caboge” (galinhas mortas que vinham nos garajaus). Seria aquele encontro a origem da felicidade de ambos? Era carnaval no Recife. Miguel Rodrigo não sabia brincar carnaval, fazer o passo do frevo pernambucano, mas a menina-moça o ensinava e foram brincar na rua Nova, Imperatriz, Concórdia... olharam o corso, Recife era considerada a capital do frevo. Eles perambulavam pelas ruas e avenidas, ora fazendo o passo, ora andando abraçados beijando-se. Ele virava de lado o Prada, imitando um toureiro. Ao passarem na Avenida 10 de Novembro (atual Av. Guararapes) levaram um banho de talco e foram melados de batom. No ruge-ruge da folia furtaram o chapéu Prada de Miguel Rodrigo. Mas, não foi por isso que desanimou. Eles resolvem comprar talco e uma caixa de lança-perfume Rodouro, contendo três tubos para brincarem os três dias de carnaval. Pintaram os rostos de carvão e brincaram até cansarem. Logo após, foram descansar no Cais do Chupa e, lá, fizeram amor e dormiram no Areal. Pela manhã, ao nascer do sol, acordam. Mais tarde, ficaram assistindo de longe a draga chupar a areia, aumentando o calado. O Cais era desabitado, estava um dia ensolarado e vinha embarcações de Goiana, Sapé, São Francisco... carregados de carvão vegetal, melancia, abacaxi, et cétera. Foram ao Cais do Abacaxi próximo ao do Chupa (hoje Cais de Sta Rita) e lá chuparam abacaxi à valer, depois foram até o Mercado de São José, tomaram café e tiraram uma foto no lambe-lambe. Depois foram ao comércio fazer compras:um chapéu panamá para ele e um de feltro para ela, boinas, anáguas, sapatos, xales manuais de crochês e tricôs (...),etc. Quando saíram da loja compraram no Mercado de São José um quepe branco e um diadema com uma pluma colorida e, depois, seguiram pela rua Padre Muniz e resolveram, subir a um “rendez-vous” barato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Edilza vai ganhar uma comissão boa, não é, dona Cosma?&lt;br /&gt;- Vá tomar no olho do cu! – era a dona do prostíbulo conhecida como “Mãe Branca”, que não gostava que a chamassem pelo nome – Aqui mando eu! Quem&lt;br /&gt;manda você não arranjar turista? Só esses pé rapado do Mercado... – ficando nas pontas dos pés – e digo uma coisa: se você bolir com Edilza e repetir de novo o que disse você não entra mais aqui, ouviu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edilza dá um puxão tão forte no braço de Miguel Rodriga, que os pacotes de roupa caem no chão junto com a caixa de lança-perfume. Edilza apanha e segue para o quarto, sendo acompanhada por Miguel Rodrigo atônito, pensando: “”Isto é um rendez-vous de putas! Um perigo estas raparigas...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma terça feita, último dia do carnaval. Miguel Rodrigo e Edilza saem vestidos de foliões. Ele, sem suspensório – os jovens da época logo aderiram à nova moda.&lt;br /&gt;Miguel Rodrigo e Edilza ambos, de lança-perfume, ele olhando os seios dela pela blusa quase transparente, molhando os bicos dos peitos da moça percebia ficarem rígidos, dado à frieza do éter que continha na lança-perfume. Ela sentia-os pulsar e pegou a sua também e lançou em sua virilha, que já dava para notar o seu membro endurecido. Beijaram-se em plena avenida 10 de Novembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Miguel Rodrigo e Edilza, à noite, iam mais das vezes ao Cais do Chupa. Edilza reconhecia o desejo de manter relações sexuais com Miguel Rodrigo, pois sabia que o estrangeiro era a sua felicidade. Amava-o e lembrava sempre que a sua primeira noite fora no Cais-do-Chupa, quando ali chegaram excitados às vinte e três horas, em plena folia de carnaval. Miguel Rodrigo sujo de talco, ela idem e de batom por todo rosto. Beijaram-se, ouvindo de longe músicas carnavalescas. Uma delas ficou bem na memória de ambos: “Carnaval da Torre”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recife é uma nova Roma/ Que comanda o nosso carnaval/ Estamos na “Torre de Babel”/ Fazendo passo embaixo do “Arranha céu”// Venha de pé, de carro ou de trem/&lt;br /&gt;No caminho não pare pra ninguém/ Recife espera com grande animação/ O povão na sua locomoção// No fantástico três dias de folia/ A fantasia do folião está em cena/ Desfilando no meio da confusão/ No passo da grande multidão// Quando o frevo se animar/ A platéia inteira vai vibrar/ Vendo o “negão” dar uma de mestre/ Fazendo passo como um “cabra da peste”...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cavaram com as próprias mãos um buraco não muito profundo no areal. Durante a noite, no areal, não se via um pé-de-pessoa. Edilza deitava-se sobre Miguel Rodrigo, confiava no seu macho. Excitados, fizeram amor: ora fora do buraco, ora dentro do buraco. Já eram quatro e meia da manhã e as luzes da cidade estavam se apagando junto com os letreiros luminosos, e retornaram a amar... Lá, eles contemplavam os maçaricos pousarem no médão e as andorinhas, que roçavam a superfície da água. Aquele grande espetáculo que a natureza oferecia dava uma sensação de felicidade a ambos. Estendiam-se na areia, nus...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estamos livres como os passarinhos – disse Edilza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ É lindo ver os vôos das gaivotas sobre as ondas do mar” – pensou Miguel Rodrigo Carrasqueiro, sorrindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1945, Miguel Rodrigo e Edilza comemoram no Pina o fim da segunda Guerra Mundial, que tanto os prejudicava como também a todo mundo!&lt;br /&gt;Miguel Rodrigo já havia liquidado o quarto da rua da Praia e levado a sua maleta para a nova moradia. Limpava impecavelmente os seus três anéis. Edilza presenteara um anel de bronze e, em troca, Miguel Rodrigo retribuíra com seu anel mais bonito, de brilhantes, que trouxera de Sevilha e com umas castanholas que havia comprado para presentear a uma sua amada espanhola, não acontecendo por causa da sua fuga à França e na qual não tivera tempo para entregar-lhe. Ensinou Edilza a manuseá-las e a mesma logo aprendeu a tocar e sapatearam como flamengo um bom tempo em cima de um barco virado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Miguel Rodrigo sentia-se contente consigo mesmo. Já havia escolhido a sua futura esposa e confiava que ela suportaria sofrer ao lado dele. Mas, havia um problema: estava desempregado e não queria que Edilza de forma alguma, voltasse a sofrer novamente, principalmente agora-prenhe. Acontece que Edilza havia combinado visitar Miguel Rodrigo nos finais de semana, no Cais-do-Chupa. Miguel Rodrigo começa a trabalhar na arte de transformar em anéis ruelas de bronze, etc. O tempo foi passando e ele voltou a jogar as suas economias no jogo do bicho, quando vendia alguns anéis, pregos, et cétera. Sabia que era contravenção, pela constituição do país! Mas, o que poderia fazer se as autoridades constituídas eram conivente? Um dia mesmo até dissera: “Deus me livre mais jogar...” mas existia, o que iria fazer? Acontece que, desesperado com pouco dinheiro sabia que estava se entregando ao relaxamento, despreocupando-se com o vestir quase entregando-se ao alcoolismo. Edilza visitava-o praticamente uma vez por mês! Havia sonhado afogado num mergulho, que dava no mar: “(...)” Teria sido o efeito do álcool aquele horrível sonho? Miguel Rodrigo não conseguia dormir direito, sabia o motivo da insônia e a pobreza o deprimia... Vinha-lhe uma saudade grande de Sevilha. Abria a maleta e ficava admirando as castanholas que Edilza havia devolvido, por não achar mais graça nas duas peças de marfim. Teria sido um covarde? Chorava baixinho e sabia que era impossível rever a espanhola, mas assim mesmo qual seria a sua idade? Estava velha, é claro... Estava para abandonar tudo, tudo mesmo, o Recife, Edilza... pensava: “será que ela está passando bem?” Tinha vergonha de ir saber notícias, sentia-se novamente como um covarde, com necessidade de fazer sexo. No impulso do desejo resolveu atravessar a Giratória (Ponte Giratória, inaugurada em 1923), indo ao Bairro do Recife Antigo (Zona de baixo Meretrício), mal vestido e com roupas em duplicata... Num momento de lucidez, achou que os andrajos estavam chocando a sociedade. Resolve voltar ao Cais, fantasmagórico e pensava: “estou mais parecido com Raskólhnikov ... – personagem principal de Crime e Castigo –Dostoievski-&lt;br /&gt;“Estou ridículo com estes trajes”. Retorna para o Chupa, apressado. Quando chega no Areal retira a boina, as calças, a primeira meia-coronha e a segunda de baixo. Retira da maleta uma roupa nova, fica nu e segue para o mar dar uns mergulhos, banha bem o rosto e os cabelos. Dá uns pulinhos, enxuga o corpo com as mãos e veste-se. Faz a barba com a sua navalha, ajeita-se e, com ousadia, atravessa novamente a Ponte Giratória seguindo para o Bairro do Recife.&lt;br /&gt;Um mendigo com uma rede e um samburá vazio pede uma esmola a Miguel Rodrigo e ele dá uma moeda, sobe as escadas de madeira e vê as mulheres dançando semi-nuas, o desenho em néon de uma ponte simbolizando a cidade do Recife, luzes de diversas cores no salão, piscando. As predominantes eram as vermelhas e verdes. As lâmpadas das janelas não piscavam e havia muita zoada. A morena que o chamou foi logo dizendo o seu preço! Miguel Rodrigo ficou logo indiferente às carícias da meretriz:&lt;br /&gt;- Vamos fazer menino? Amor, compra uma ficha pra mim, que eu vou escolher a melhor música que tem na vitrola. – Notando Carrasqueiro ser estrangeiro, falou ao mesmo tempo francês e inglês “à la beira de cais”: “Merci beaucoup... I love you”...&lt;br /&gt;-... (Ri sem som, baixinho, pensou: “Vá tomar no cu!”)&lt;br /&gt;- Yes... Okay... Au revoir...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com nojo da prostituta se aprontou, pagou e desceu as escadas ouvindo gargalhadas das prostitutas... e o som das vitrolas dos bares retornou a se misturar com o dos cabarés... Miguel Rodrigo vai a uma barraca da rua da Guia e toma uma dose de cachaça, espreme um pouco de limão antes de beber e, depois que engole a “lapada”, chupa o limão. Pede um cigarro, acende, paga a pequena despesa e resolve não mais voltar pelo mesmo lugar. Sobe a Ponte Maurício de Nassau, vê o pescador que antes havia pedido uma esmola, com cinco siris no samburá. Melancólico, com aquela cena, fica de pé no meio da ponte – no peitoril -, olhando os reflexos das luzes coloridas que, acendendo e apagando, em sua maioria em gás-neon aformoseavam o Rio Capibaribe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;* Extraído do livro: O Pai do Chupa, pp. 21-42. Edição esgotada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#3333ff;"&gt;** Escritor, poeta e teatrólogo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-1197537324980833106?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/1197537324980833106/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/o-pai-do-chupa-por-jose-calvino-de.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/1197537324980833106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/1197537324980833106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/o-pai-do-chupa-por-jose-calvino-de.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-65eCio_FSo0/TzEpkks6_MI/AAAAAAAApJ8/JtJNQrBV7IA/s72-c/titulo-josecalvino.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-4838325957928641663</id><published>2012-02-07T05:32:00.000-08:00</published><updated>2012-02-07T05:35:45.274-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-n0YwrS8mzPs/TzEopo_dMMI/AAAAAAAApJk/of92xN3v2IE/s1600/titulo-talisandrade.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5706386898698449090" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-n0YwrS8mzPs/TzEopo_dMMI/AAAAAAAApJk/of92xN3v2IE/s400/titulo-talisandrade.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-d2wVw201YHM/TzEogJMWLHI/AAAAAAAApJY/RlejFaBD7MI/s1600/perfilhacao.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 299px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5706386735543757938" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-d2wVw201YHM/TzEogJMWLHI/AAAAAAAApJY/RlejFaBD7MI/s400/perfilhacao.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Perfilhação&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;* Por Talis Andrade&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A&lt;/span&gt;ntes do DNA&lt;br /&gt;não havia&lt;br /&gt;como provar&lt;br /&gt;a paternidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As visitas repetiam&lt;br /&gt;o costumado elogio&lt;br /&gt;ao ser apresentado&lt;br /&gt;o renascido&lt;br /&gt;- É a cara do pai&lt;br /&gt;cagada e cuspida!&lt;br /&gt;A frase legitimava&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993300;"&gt;* Jornalista, poeta, professor de Jornalismo e Relações Públicas e bacharel em História. Trabalhou em vários dos grandes jornais do Nordeste, como a sucursal pernambucana do “Diário da Noite”, “Jornal do Comércio” (Recife), “Jornal da Semana” (Recife) e “A República” (Natal). Tem 11 livros publicados, entre os quais o recém-lançado “Cavalos da Miragem” (Editora Livro Rápido).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-4838325957928641663?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/4838325957928641663/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/perfilhacao-por-talis-andrade-ntes-do.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/4838325957928641663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/4838325957928641663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/perfilhacao-por-talis-andrade-ntes-do.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-n0YwrS8mzPs/TzEopo_dMMI/AAAAAAAApJk/of92xN3v2IE/s72-c/titulo-talisandrade.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-3423776719843412680</id><published>2012-02-07T05:29:00.000-08:00</published><updated>2012-02-07T05:32:02.294-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-_RDaKI9XlEg/TzEnxttZg7I/AAAAAAAApJM/sIRPyNRBK4I/s1600/titulo-portaaberta.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5706385937892213682" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-_RDaKI9XlEg/TzEnxttZg7I/AAAAAAAApJM/sIRPyNRBK4I/s400/titulo-portaaberta.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-I7hUVCkU8J8/TzEnpjvDJiI/AAAAAAAApJA/wxTfIXd5P70/s1600/panelaco.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 217px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5706385797775828514" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-I7hUVCkU8J8/TzEnpjvDJiI/AAAAAAAApJA/wxTfIXd5P70/s400/panelaco.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O Panelaço&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;em&gt;* Por Rubem Alves&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;B&lt;/span&gt;achelard observou que “a lembrança pura não tem data. Tem uma estação. É a estação que constitui a marca fundamental das lembranças. Que sol ou que vento fazia nesse dia memorável?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compreendi as palavras de Bachelard ao me lembrar daquele dia memorável, que não pode ser esquecido. Era o fim de tarde, quando a luz do dia que se vai se mistura com o escuro da noite que chega e tudo fica indefinido. A indefinição ficava mais indefinida ainda pela chuva fina que começava a cair. Foi então que aconteceu: um barulho surdo, metálico, sem melodia e sem ritmo, começou a subir das ruas, dos apartamentos, dos escritórios, barulho que não combinava com o momento... Fiquei assustado porque não tinha na minha memória registro de qualquer barulho urbano que se assemelhasse àquele que enchia a tarde-noite de São Paulo. Eu estava no quinto andar. Tomei o elevador para o térreo. Queria saber o que estava acontecendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando, no térreo, saí à rua, os rostos sorridentes dos motoristas de táxi me fizeram lembrar. Os motoristas cansados, ao fim do dia, usam as buzinas para exprimir sua irritação. E eles estavam buzinando sem parar, mas sem que houvesse nenhuma razão de tráfego para tal. Suas buzinas não eram irritadas. Buzinavam e sorriam. Parecia que estavam felizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí me lembrei e entendi. Olhei para cima e vi de onde vinha o barulho metálico: as janelas e varandas dos apartamentos estavam cheias de pessoas que batiam panelas com colheres. O barulho era ensurdecedor e lindo, musicalmente... Aquele barulho era o canto de um povo. A chuva caia um pouco mais forte, mas as pessoas que andavam pelas ruas não demonstravam contrariedade. Elas sorriam com a água a lhes escorrer pelo rosto. Era o panelaço: uma cidade sem armas que buzinava e batia tampas e panelas para derrotar um exército armado, à semelhança do ocorrido na cidade de Jericó cujas muralhas caíram pelo som das trombetas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chorei e me disse: “É muito bonito! Uma estória para ser contada e repetida! As crianças precisam saber...” E foi ali que se formou na minha imaginação a estória que escrevi O flautista mágico .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No artigo “Os Pássaros”, dirigido às crianças, publicado no dia 21.07.09 nessa sessão, eu sugeri que, olhando para nossos sólidos representantes no congresso, um escorando o outro, fica claro que a maioria deles não está disposta a trocar seu menu de costeletas, lombos e lingüiças por uma modesta dieta vegetariana de alface e cenoura... Numa alusão ao filme do Hitchcock, eu disse que era preciso chamar os pássaros... Eles só sairão do castelo de impunidade onde se encontram se os pássaros os obrigarem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pássaros fomos nós, naquela tarde do panelaço contra a ditadura. Pássaros poderemos ser nós, agora...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recebi agora, via internet, a convocação dos pássaros, um manifesto do qual vou citar alguns trechos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Esta é a hora: 7 de setembro às 17 horas! (...) No dia 7 de setembro às 17 horas vamos paralisar o Brasil. Às 17 horas vamos promover um panelaço! Exija que as redes de televisão, rádios, jornais, revistas e o político de sua confiança divulguem esse movimento. Mobilize sua escola, seu sindicato, sua igreja, seus amigos. No dia 7 de setembro, às 17 horas, estenda na janela uma bandeira, uma toalha, um pano qualquer! Bata panelas! Toque cornetas! Se você estiver no carro, buzine! Vamos fazer a nação tremer por um minuto!” As hienas e os gambás fugirão dos pássaros!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vou buzinar, vou tocar sino, vou bater tampa e panela, estender bandeira, tocar a Nona Sinfonia... Ninguém poderá dizer que eu morri sem espernear...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#006600;"&gt;* Rubem Alves é escritor, teólogo e educador&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-3423776719843412680?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/3423776719843412680/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/o-panelaco-por-rubem-alves-b-achelard.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/3423776719843412680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/3423776719843412680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/o-panelaco-por-rubem-alves-b-achelard.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-_RDaKI9XlEg/TzEnxttZg7I/AAAAAAAApJM/sIRPyNRBK4I/s72-c/titulo-portaaberta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-4284312904365357997</id><published>2012-02-07T05:26:00.000-08:00</published><updated>2012-02-07T05:28:20.512-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-NwEb9iF7hPE/TzEm6zneUHI/AAAAAAAApI0/7cDECk69dpQ/s1600/lixeira"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 261px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5706384994585170034" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-NwEb9iF7hPE/TzEm6zneUHI/AAAAAAAApI0/7cDECk69dpQ/s400/lixeira" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;color:#6600cc;"&gt;&lt;strong&gt;E-mail não é lixeira!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;em&gt;* Por Clóvis Campêlo&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;C&lt;/span&gt;omecemos por Marshall MacLuhan! Foi ele que, na década de 60, criou o termo. Iniciavam-se os tempos da comunicação via satélite. Cada vez mais, as visões e imagens do mundo chegavam até nós. Eram os primórdios da cultura do simulacro. Estávamos na aldeia global.&lt;br /&gt;Para alguns, a partir dali, a humanidade se transformaria. As características culturais de cada povo se enriqueceriam. A comunicação intensa provocaria um nivelamento por cima. Para outros, no entanto, o mundo se tornaria mais chato e prevísivel, perdendo cada povo as suas características individuais.&lt;br /&gt;Como consequência da nova forma de comunicação mundial, nós, brasileiros, aqui no Terceiro Mundo, pudemos assistir à chegada do Homem na Lua, em 1969. No ano seguinte, em plena época da ditadura militar e ainda em preto em branco, assistimos à Seleção Brasileira ser tricampeã mundial de futebol no México. O mundo parecia encolher. Encolhidos também parecíamos nós, aqui em Pindorama, sob a tutela do governo Garrastazu Médici. O futuro, porém, nos parecia promissor. Este era um país que ia para a frente!&lt;br /&gt;A nossa modernidade chegou assim: Caetano Veloso, exilado na Inglaterra pelo regime militar, mandava, via Intelsat, notícias para o Pasquim. A ditadura militar que matou, esfolou, sequestrou e exilou centenas (ou milhares) de brasileiros, concomitantemente, mandava para o espaço sideral os satélites que abririam os caminhos para nos comunicarmos com o resto do mundo. Era o progresso chegando no bojo da repressão. Quem viveu aquela época sabe disso. Quem não viveu, precisa saber.&lt;br /&gt;Com a ditadura militar, criou-se também a Rede Globo de Televisão, hoje uma das três maiores do planeta, com transmissões simultâneas para quase todo o mundo. Partíamos para atingir a maturidade na área da comunicação. Se não tínhamos um regime político adequado, tínhamos a possibilidade de ver e escutar as cores e os sons do mundo. E o mundo que também nos aguardasse.&lt;br /&gt;Passou o tempo, veio a normalização democrática do nosso país e a evolução da rede mundial de comunicação. Surge a Internet. Com a popularização dos microcomputadores, aumenta cada vez mais o número de brasileiros com acesso à rede internacional. E a grande novidade com o surgimento da Internet passa a ser o controle individual da mensagem comunicativa. No entanto, com a democratização cada vez maior da Internet e com o surgimento do controle individual da mensagem comunicativa, aparece um novo problema: o lixo internáutico. Dominamos a forma, mas ainda não dimensionamos de maneira correta o valor conteudístico das mensagens.&lt;br /&gt;Portanto, companheiros internautas, ao enviarem suas mensagens lembrem-se de que e-mail não é lixeira!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;• Poeta, jornalista e radialista &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-4284312904365357997?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/4284312904365357997/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/e-mail-nao-e-lixeira-por-clovis-campelo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/4284312904365357997'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/4284312904365357997'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/e-mail-nao-e-lixeira-por-clovis-campelo.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-NwEb9iF7hPE/TzEm6zneUHI/AAAAAAAApI0/7cDECk69dpQ/s72-c/lixeira' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-1204248073158857691</id><published>2012-02-06T08:00:00.000-08:00</published><updated>2012-02-06T08:01:56.207-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-ghgvBNlhC5c/Ty_5bL28dNI/AAAAAAAApHI/H1xPFUu3hG0/s1600/titulo-indice.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5706053498336736466" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-ghgvBNlhC5c/Ty_5bL28dNI/AAAAAAAApHI/H1xPFUu3hG0/s400/titulo-indice.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-AqZEaJgdVaE/Ty_5WMFbEdI/AAAAAAAApG8/v-G7MnjrKjs/s1600/titulo-indice1.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 230px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5706053412498117074" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-AqZEaJgdVaE/Ty_5WMFbEdI/AAAAAAAApG8/v-G7MnjrKjs/s400/titulo-indice1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Leia nesta edição:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Editorial – Metrópole que conserva a identidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Lira de sete cordas – Talis Andrade, poema “Quanta música dormia”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Em verso e prosa – Núbia Araujo Nonato do Amaral, crônica, “Mensagem”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Portas Aberta – Pedro Du Bois, poema, “Trânsito”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Porta Aberta – Lêda Selma, crônica “Apologia ao presente”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Porta Aberta – José Ribamar Bessa Freire, artigo “Dois presos e uma medida”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#6600cc;"&gt;Obs.: Se você for amante de Literatura, gostar de escrever, estiver à procura de um espaço para mostrar seus textos e quiser participar deste espaço, encaminhe-nos suas produções (crônicas, poemas, contos, ensaios etc.). O endereço do editor do Literário é: pedrojbk@gmail.com. Twitter: @bondaczuk. As portas sempre estarão abertas para a sua participação.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-1204248073158857691?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/1204248073158857691/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/leia-nesta-edicao-editorial-metropole.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/1204248073158857691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/1204248073158857691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/leia-nesta-edicao-editorial-metropole.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-ghgvBNlhC5c/Ty_5bL28dNI/AAAAAAAApHI/H1xPFUu3hG0/s72-c/titulo-indice.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-1395561514589887782</id><published>2012-02-06T07:57:00.000-08:00</published><updated>2012-02-06T07:59:56.290-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-bTspPSah9Ug/Ty_48LC48KI/AAAAAAAApGw/AiO3Lym8xyo/s1600/titulo-editorial.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5706052965542457506" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-bTspPSah9Ug/Ty_48LC48KI/AAAAAAAApGw/AiO3Lym8xyo/s400/titulo-editorial.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Metrópole que conserva a identidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A&lt;/span&gt; Jerusalém atual, a do início do século XXI, é uma vibrante metrópole, como tantas outras que há mundo afora. Divide-se, pois, basicamente, em dois setores: o antigo, que pode ser classificado como imenso “museu” a céu aberto e o, digamos, moderno, cortado por amplas e movimentadas avenidas e por grandes edifícios, além de escolas, hospitais, hotéis, aeroporto, universidades e tudo o que há numa cidade importante e cosmopolita do Ocidente ou do Oriente. Em qualquer aspecto que se considere, é uma povoação singular. Singularíssima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abriga, atualmente, uma população fixa de 732.100 habitantes em seus 125,1 quilômetros quadrados. Acolhe vários milhões de turistas e de peregrinos, anualmente, das três religiões que a consideram santa: cristianismo, judaísmo e islamismo. É, pois, uma metrópole dinâmica, vibrante, cheia de vida e não se limita, portanto, a viver do passado, embora, compreensivelmente, este seja onipresente. Jerusalém tem história. E que história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode-se dizer, em sentido metafórico (mas nem tão figurado assim), que seu solo sagrado está embebido de sangue, muito sangue. Para justificar essa expressão, basta dizer que no correr de sua milenar (e violenta) história, a cidade foi destruída, por completo, duas vezes. Foi sitiada em outras 23 oportunidades. Os ataques que sofreu e que resistiu foram, ao todo, 52. Além do que foi capturada e recaptura em 44 ocasiões. Qual outra cidade mundial, incluindo Roma, Atenas e tantas outras, que testemunhou (ou, na verdade, foi vítima) de tanta violência? Não encontro nenhuma que se lhe iguale nesse aspecto, por mais que pesquise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O setor antigo de Jerusalém – foco de interesse de historiadores, antropólogos, teólogos, arqueólogos etc. e dos milhões de peregrinos que a visitam anualmente – está perfeitamente delimitado, dividido em quatro zonas, tendo por referência os pontos cardeais. A Noroeste, por exemplo, localiza-se a área cristã; a muçulmana situa-se a Nordeste; a armênia (cristã ortodoxa) fica a Sudoeste e a judia a Sudeste. Entre seus mais procurados centros de peregrinação destacam-se a Igreja do Santo Sepulcro, a Via Dolorosa (Via Sacra), a Piscina de Betsaida, o Jardim do Getsêmani, os túmulos do Rei Davi e da Virgem Maria e tantos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A guarda dos mais reverenciados santuários das três religiões é feita, em conjunto, por cristãos e muçulmanos. Mas alguns dos locais sagrados, como o tradicional sítio em que se ergueu o primeiro Templo, estão, agora, ocupados por mesquitas. É o caso do Santuário da Pedra, terminado em 691 AD pelo califa Abd-al-Malik, que está no lugar exato em que um dia existiu o primeiro e suntuoso santuário construído por Salomão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros pontos de adoração islâmicos (para os quais Jerusalém é tida como a terceira cidade mais santa do Islã, abaixo, somente, de Meca e de Medina), são o Haram-ash-Sharif, a mesquita Al-Aqsa (que data de 710 AD), e outras tantas menos famosas, mas não com menor apelo místico que os citados. Não se pode omitir, entretanto, a Mesquita de Omar, comparável, em santidade, pelos muçulmanos, à Kaaba de Meca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em resumo, Jerusalém conta com 1.204 sinagogas, 152 igrejas cristãs e 73 mesquitas. A parte inferior Oeste da muralha de Haram-ash-Sharif é o Muro das Lamentações. É para onde os judeus (notadamente os ortodoxos) se dirigem diariamente para fazer suas preces e formular seus pedidos a Jeová – escritos em papéis inseridos nos vãos das pedras – além de agradecerem as benesses recebidas. No aniversário da destruição do Templo, se reúnem em grandes grupos no local para recitar, solenemente, as Lamentações do profeta Jeremias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os armênios, além de cultuarem os lugares sagrados comuns às três religiões que consideram Jerusalém cidade santa, têm, na Igreja de São Tiago, o Grande, seu maior pólo de atração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Várias cidades do mundo têm rica tradição: ou histórica, ou artística, ou científica, ou cultural ou outra qualquer, Muitas são, também, veneráveis centros de oração, como ocorre na Índia, no Tibete e em outras partes. Algumas são focos de interesse de historiadores por terem sido palcos de episódios que mudaram os rumos políticos da humanidade. Mas nenhuma, rigorosamente nenhuma reúne, simultaneamente, todas essas características, e por tanto tempo, como Jerusalém. Modernizou-se, mas jamais abdicou de suas tradições, de suas lembranças, de seu memorabilíssimo passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de moderna metrópole, sem dúvida, com o que há de melhor na atual sociedade globalizada de consumo. Mesmo não reconhecida oficialmente pela comunidade internacional, é, para a Israel contemporânea, sua eterna e irrenunciável capital. O mesmo status, porém, é reivindicado pelos palestinos, que querem fazer da parte oriental da cidade seu centro de poder para o tão sonhado Estado independente pelo qual tanto lutam, desde a criação da nação judia contemporânea, ao cabo da Segunda Guerra Mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cogitou-se, inúmeras vezes, em sua internacionalização, conferindo-lhe um status que na verdade já goza, posto que informalmente. Esta “solução”, todavia, é enfaticamente descartada pelos principais interessados, pelos dois inconciliáveis “primos”, que reivindicam, sem trégua, sua soberania, posto que com recursos rigorosamente desiguais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Israel, transformada em virtual potência militar do Oriente Médio, graças ao apoio dos Estados Unidos, defende, renhidamente, seu direito histórico sobre a cidade. E, sobre ela inteira. Ou seja, unificada, incólume, como atualmente é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os palestinos, por seu turno, querem-na dividida. Reivindicam que sua parte oriental se constitua na capital do Estado que ainda não têm, mas que tanto acreditam que um dia terão. Como conciliar, pois, posturas aparentemente tão antagônicas e, portanto, inconciliáveis? Talvez jamais haja solução. Ou, porventura, há?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Editor.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#6600cc;"&gt;&lt;strong&gt;Acompanhe o Editor pelo twitter: @bondaczuk&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-1395561514589887782?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/1395561514589887782/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/metropole-que-conserva-identidade.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/1395561514589887782'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/1395561514589887782'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/metropole-que-conserva-identidade.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-bTspPSah9Ug/Ty_48LC48KI/AAAAAAAApGw/AiO3Lym8xyo/s72-c/titulo-editorial.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-8583691388630447153</id><published>2012-02-06T05:05:00.000-08:00</published><updated>2012-02-06T05:07:49.709-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-LiGR9VjO2sg/Ty_QmysJp-I/AAAAAAAApGk/dr9ReXGoiyw/s1600/titulo-talisandrade.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5706008617762269154" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-LiGR9VjO2sg/Ty_QmysJp-I/AAAAAAAApGk/dr9ReXGoiyw/s400/titulo-talisandrade.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-uZ4XuzqCEj8/Ty_Qfb0d4KI/AAAAAAAApGY/PV1GCRlIRww/s1600/ellis-regina.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 282px; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5706008491364049058" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-uZ4XuzqCEj8/Ty_Qfb0d4KI/AAAAAAAApGY/PV1GCRlIRww/s400/ellis-regina.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Quanta música dormia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;* Por Talis Andrade&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;À Lígia e Fátima Lacerda&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Q&lt;/span&gt;uanta música dormia&lt;br /&gt;como uma harpa dorme&lt;br /&gt;em suas cordas&lt;br /&gt;como um pássaro dorme&lt;br /&gt;entre a folhagem&lt;br /&gt;assim dorme Elis Regina&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como Lázaro&lt;br /&gt;uma voz espera&lt;br /&gt;que lhe queira dizer&lt;br /&gt;Levanta-te e canta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim dorme Elis Regina&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#990000;"&gt;* Jornalista, poeta, professor de Jornalismo e Relações Públicas e bacharel em História. Trabalhou em vários dos grandes jornais do Nordeste, como a sucursal pernambucana do “Diário da Noite”, “Jornal do Comércio” (Recife), “Jornal da Semana” (Recife) e “A República” (Natal). Tem 11 livros publicados, entre os quais o recém-lançado “Cavalos da Miragem” (Editora Livro Rápido).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-8583691388630447153?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/8583691388630447153/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/quanta-musica-dormia-por-talis-andrade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/8583691388630447153'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/8583691388630447153'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/quanta-musica-dormia-por-talis-andrade.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-LiGR9VjO2sg/Ty_QmysJp-I/AAAAAAAApGk/dr9ReXGoiyw/s72-c/titulo-talisandrade.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-271493409991914845</id><published>2012-02-06T05:00:00.000-08:00</published><updated>2012-02-06T05:05:02.689-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-bFFrrarvOoA/Ty_PdQCSLQI/AAAAAAAApGM/tUTySSJSH2Q/s1600/titulo-nubiaamaral.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5706007354329410818" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-bFFrrarvOoA/Ty_PdQCSLQI/AAAAAAAApGM/tUTySSJSH2Q/s400/titulo-nubiaamaral.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-GSoJhYEaG8I/Ty_PU-1ioTI/AAAAAAAApGA/9T2OCRObpqw/s1600/carta.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 395px; HEIGHT: 299px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5706007212273606962" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-GSoJhYEaG8I/Ty_PU-1ioTI/AAAAAAAApGA/9T2OCRObpqw/s400/carta.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Mensagem&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;em&gt;* Por Núbia Araújo Nonato do Amaral&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;R&lt;/span&gt;io, 10 de Janeiro de 2012&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querida DZ&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei a que horas irás ler esta mensagem, espero que seja com a luz do dia, para que nada percas. Escrevo inteira de saudades, pois parte dela está em ti e nas tuas lembranças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se uma poção mágica houvesse tomaria dela um gole e entraria sorrateiramente em tuas memórias somente para ver-te ainda menina de pés descalços e cabelos ao vento. Seguiria o eco de tuas risadas para contemplar corroída de inveja o que te fazia sorrir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Velaria teu sono, até que os primeiros sonhos brotassem. Como podes ver, minha querida, as minhas saudades são estradas inteiras de reticências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um grande beijo no teu coração. Luz para todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;* Poetisa, contista, cronista e colunista do Literário &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-271493409991914845?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/271493409991914845/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/mensagem-por-nubia-araujo-nonato-do.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/271493409991914845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/271493409991914845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/mensagem-por-nubia-araujo-nonato-do.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-bFFrrarvOoA/Ty_PdQCSLQI/AAAAAAAApGM/tUTySSJSH2Q/s72-c/titulo-nubiaamaral.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-1671084757051737838</id><published>2012-02-06T04:57:00.000-08:00</published><updated>2012-02-06T04:59:19.397-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Fea9ajm4LAs/Ty_OmTWKozI/AAAAAAAApF0/LkMJwFwfzbs/s1600/titulo-portaaberta.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5706006410325304114" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-Fea9ajm4LAs/Ty_OmTWKozI/AAAAAAAApF0/LkMJwFwfzbs/s400/titulo-portaaberta.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-9Q-46TYeVMI/Ty_Oe8FNn2I/AAAAAAAApFo/AAc2GqUYfQA/s1600/estrelas.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 308px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5706006283821096802" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-9Q-46TYeVMI/Ty_Oe8FNn2I/AAAAAAAApFo/AAc2GqUYfQA/s400/estrelas.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Trânsito&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;em&gt;* Por Pedro Du Bois&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;T&lt;/span&gt;ransito amores&lt;br /&gt;frios (a estrela primeira&lt;br /&gt;na última visão da noite)&lt;br /&gt;desproporcionados aos olhos&lt;br /&gt;ensaiados de venturas&lt;br /&gt;- o cantochão no absurdo&lt;br /&gt;abrigo das dores passageiras –&lt;br /&gt;desafinadas aos amores&lt;br /&gt;atravessados: paredes&lt;br /&gt;desconstruídas em escritos&lt;br /&gt;aprisionados (transito&lt;br /&gt;frios amores inacabados).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;• Poeta &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-1671084757051737838?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/1671084757051737838/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/transito-por-pedro-du-bois-t-ransito.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/1671084757051737838'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/1671084757051737838'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/transito-por-pedro-du-bois-t-ransito.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-Fea9ajm4LAs/Ty_OmTWKozI/AAAAAAAApF0/LkMJwFwfzbs/s72-c/titulo-portaaberta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-4442315647698572053</id><published>2012-02-06T04:54:00.000-08:00</published><updated>2012-02-06T04:56:05.538-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-ePG_Ho3J1fo/Ty_N2KPU5qI/AAAAAAAApFc/6OEO5uJBFFE/s1600/dar_presente.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5706005583246976674" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-ePG_Ho3J1fo/Ty_N2KPU5qI/AAAAAAAApFc/6OEO5uJBFFE/s400/dar_presente.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Apologia ao presente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;em&gt;* Por Lêda Selma&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O&lt;/span&gt;s que se convenceram de que o ato de presentear é algo especial e o de receber, delicioso, pediram-me que republicasse minha apologia ao presente (alguns a desconhecem). Estávamos em um aniversário, momento por demais oportuno para conclusão honestamente correta, sem os ranços do etiquetamente correto. O texto diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de alegrar, encantar, emocionar, o ato de se oferecer um presente, mimo, lembrancinha a alguém cria um elo mágico entre presenteador e presenteado. Por quê? Ora, pelo motivo mais simples e terno que reveste aquele sentimento, que até faz cócegas, de sabermos que alguém, por alguns momentos, dedicou-nos parte de seu tempo, buscou fazer-nos um agrado ao colocar carinho e sensibilidade em um pequeno (e tão enorme!) gesto: deixar para o coração a escolha do presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algo de primeiríssima necessidade, o presente. Pessoalmente, considero-o mais que imprescindível. Aliás, nem posso imaginar um aniversário, Natal, Dia das Mães, Dia dos Namorados... órfãos de presentes. E não me venham com o discurso (nem um pouco romântico e tão carregado de falsa razão) do “apelo comercial”. E o apelo emocional e afetivo, não contam?! É certo que o comércio fatura. Mas o presenteado também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não acredito na veracidade do chavão “Não precisava se preocupar com o presente, bastava a presença!”. Soa falso. Uma heresia, ou melhor, um sacrilégio (os dois, pronto!). A presença, sem dúvida, é fundamental. O presente também. Assim, não há por que se separar um casal tão bonito, elegante, da mais alta linhagem, semântica e socialmente harmonioso: presente e presença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Você foi se preocupar com presente!? Bastava só a lembrança!”. Lembrança... Ah! sim, o apelido do presente! Por falar na tal, que ninguém deixe de se preocupar em me oferecer um presente. Faço conta, e muito, dessa preocupação. E não me venha com “não repare eu não ter trazido uma lembrancinha...” Reparo. E como!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre considerei esteticamente feias as mãos que chegam a um aniversário desacompanhadas. Solidão constrangedora! Uma entrada nem um pouco triunfal! Presença sem presente... hum, tão sem-graça! Mesmo recebida com aparente naturalidade pela gentil pseudoconivência do despresenteado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não abro mão de um presente, nem avento a mais remota possibilidade de não o receber. E não só em datas especiais (a surpresa tem seu lugar). E nunca escondo a frustração quando ouço: “Depois, trago sua lembrancinha. Não tive tempo para comprá-la...”. Tempo? Um ano é pouco? Sim, porque aniversário é data fixa, ora! Imperdoável negligência desdobrada em prejuízo. Além do mais, se fossem levados a sério: “Prevenir é melhor que remediar” ou “Não deixe para amanhã o que se pode fazer hoje”, o potencial presenteado não sofreria tamanha decepção, nem o presenteador daria vexame.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adoro o exercício de abrir caixas e pacotes: emocionante! O objeto ali, a olhar-me curioso: às vezes, malicioso, por outras, cúmplice; feliz e agradecido por eu libertá-lo da inércia dos papéis, fitas, laços, enfim, da enfadonha prisão. Ouço até tilintar de estrelas, como se em plena efusão do amor, ao despertar cada presente e senti-lo todo meu! Tal qual o eclodir de carícias, em pleno voo da poesia, toque sutil a buscar pouso na alma do verso recém-nascido. Uma sensação fantástica desembrulhá-lo, descobrir-lhe a essência e senti-lo em sua inteireza. O mesmo que liberar a criança, que se escondeu aqui dentro, por medo de crescer, para se fartar de chocolate (no meu caso, Sonho de Valsa). E qualquer um pode saborear esse instante. Basta cultivar o dom do encantamento e repudiar o ceticismo sisudo dos adultos amadurecidos à força, e que, em nome do adultamente correto, catalogam o presente como simples “lembrança material”, desprovida de importância. Não sabem eles que, ao dar a luz ao mais modesto presente, o gesto opera o milagre da materialização do afeto e do carinho, o que faz espocar a emoção, e exorciza a indiferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sintam-se à vontade comigo, pois sei admirar e bem receber essa dupla de sucesso: Sua Majestade, o presente, e Sua Alteza, a presença! Belo casal! E atenção: o que a delicadeza uniu, não o separe a insensibilidade. Amém!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Momento poético:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993300;"&gt;Prefiro o silêncio das dores guardadas&lt;br /&gt;e a solidão das saudades envelhecidas&lt;br /&gt;ao rastro indolor do nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Poetisa e cronista, licenciada em Letras Vernáculas, imortal da Academia Goiana de Letras, baiana de Urandi, autora de “Das sendas travessia”, “Erro Médico”, “A dor da gente”, “Pois é filho”, “Fuligens do sonho”, “Migrações das Horas”, “Nem te conto”, “À deriva” e “Hum sei não!”, entre outros. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-4442315647698572053?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/4442315647698572053/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/apologia-ao-presente-por-leda-selma-o-s.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/4442315647698572053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/4442315647698572053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/apologia-ao-presente-por-leda-selma-o-s.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-ePG_Ho3J1fo/Ty_N2KPU5qI/AAAAAAAApFc/6OEO5uJBFFE/s72-c/dar_presente.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-8870173373041525030</id><published>2012-02-06T04:48:00.000-08:00</published><updated>2012-02-06T04:52:49.408-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-1yTAAoiq8XY/Ty_M-MEO1lI/AAAAAAAApFQ/7tY76nt9Rig/s1600/joao%253Dtezza.bmp"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 282px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5706004621664638546" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-1yTAAoiq8XY/Ty_M-MEO1lI/AAAAAAAApFQ/7tY76nt9Rig/s400/joao%253Dtezza.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;Dois presos e uma medida&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;em&gt;* Por José Ribamar Bessa Freire&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;D&lt;/span&gt;ois índios presos em momentos e locais diferentes: um no Rio de Janeiro, outro no Rio Jordão (Acre). Ainda que distantes no tempo e no espaço, essas prisões arbitrárias, no frigir dos ovos, são exemplares porque apontam na mesma direção. Foram realizadas em defesa da propriedade privada e em nome da ordem estabelecida, revelando como o Poder Judiciário, embora considere a justiça cega, às vezes é capaz de ver longe. Muito longe.&lt;br /&gt;O preso do Rio, provavelmente um Puri, aparece no boletim de ocorrência apenas como índio, genérico, sem identidade étnica. Foi encarcerado num momento de reformulação da política pública de segurança. O motivo da prisão está escrito com todas as letras no registro policial: “o gatuno vadio tinha uma expressão suspeitosa de quem estava pensando em roubar”. É. É isso mesmo que você leu. O cara não roubou, mas foi preso porque acharam que ele tinha cara de ladrão. Desenterro seu caso dos arquivos policiais, porque li agora notícia vinda do Acre com um fato similar.&lt;br /&gt;Lá no Acre, município do Jordão, Irineu Kaxinawá, 19 anos, permaneceu trancafiado mais de quatro meses na Penitenciária de Taraucá, sem julgamento algum. Motivo da prisão: teria ajudado seu primo menor de idade a esconder na casa do avô deles, Getúlio Sales - um líder tradicional dos Kaxinawá - roupas e bijuterias de pequeno valor que foram surrupiadas da loja de Maria Raimunda. Detalhemos os dois casos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;Polícia da Corte&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#006600;"&gt;No Rio de Janeiro, em 1831, o posto de chefe de polícia era ocupado por um juiz de direito. Foi, portanto, um juiz que decretou a prisão do índio, numa época em que a polícia era tão eficiente que lia até pensamento. Está lá, no documento que encontrei no Arquivo Nacional, no Fundo Polícia da Corte, formado por 340 volumes manuscritos, entre os quais os livros com a relação de presos feita pela policia na primeira metade do século XIX.&lt;br /&gt;Os índios estão escondidos no arquivo em documentos da Intendência Geral da Polícia, conhecida depois como Polícia da Corte. Eram muitos, mas os livros usados nas escolas os tornaram invisíveis. Quase sempre sem emprego, sem domicílio fixo, viviam de biscates e perambulavam pelos cortiços do centro da cidade. Foram duramente reprimidos quando D. João VI chegou ao Rio, em 1808, até os anos 1840, quando cessam os registros nos arquivos, depois de apodrecerem nas prisões.&lt;br /&gt;Os motivos alegados para prendê-los eram diversos: atitude suspeita, vadiagem, embriaguez, porte de canivete, desordem, agressão, furto, ausência de permissão para andar na rua depois das 19h e até por estarem “pensando em roubar”.&lt;br /&gt;No entanto, a equipe de pesquisa que coordenei começou a desconfiar desses motivos quando encontramos, em outro documento do Arquivo Geral da Cidade, registro do mesmo índio preso trabalhando como braçal na reforma do Passeio Público, em 1831. É que o Código Penal previa pena de prisão com trabalhos forçados. Naquela época, os negros escravos estavam quase todos ocupados nas fazendas de café do Vale do Paraíba e não havia quem cuidasse das obras públicas. Daí ocorria a prisão dos índios, porque o poder público “estava pensando” em tê-los como mão de obra gratuita.&lt;br /&gt;Quem estudou bem essa documentação foi um gringo, Thomas Holloway, professor de História Latino-Americana na Universidade de Cornell, nos Estados Unidos. Ele vasculhou os arquivos das polícias Militar e Civil do Rio, no século XIX, guardados no Arquivo Nacional, e escreveu o livro “Policing Rio de Janeiro – repression and resistance in the XIX century”publicado pela Universidade de Stanford.&lt;br /&gt;No livro, o historiador americano analisa a tensão política vivida em 1831, quando o então ministro e futuro regente Diogo Feijó reformulou a política de segurança pública e criou não a UPP, mas o CMP (Corpo Municipal de Permanentes) para manter a ordem vigente. Um dos primeiros comandantes dessa nova polícia militar foi o Duque de Caxias, encarregado de “limpar a cidade”, o que foi feito fechando os olhos aos abusos de autoridade, à violência e à corrupção. E no Acre?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;O caso do Jordão&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#006600;"&gt;Irineu Kaxinawá, de 19 anos, vivia na Aldeia Nova Empresa, Terra Indigena Kaxinawá do Baixo Rio Jordão. Falava português com dificuldade e foi, em 2010, estudar na cidade. Seu primo roubou umas quinquilharias, ele ajudou a esconder, como o primo é menor de idade, quem foi preso foi ele, Irineu, no dia 3 de outubro do ano passado.&lt;br /&gt;- Foi estudar numa escola pública do Jordão e agora está fazendo mestrado na melhor escola de bandidos do Acre, que é a penal de Tarauacá - escreveu o pai dele, o antropólogo Terri Aquino.&lt;br /&gt;Quem deu a bolsa de mestrado ao Irineu foi a juíza de Tarauacá, uma ex-delegada de polícia do interior do Amazonas, que negou a liberdade provisória para que o acusado respondesse processo em liberdade. Ela alegou que o objetivo da prisão era “evitar que o delinquente, tendo praticado o primeiro crime, pratique novos crimes, quer porque seja acentuadamente propenso à prática delituosa, quer porque, em liberdade, encontrará os mesmos estímulos relacionados com a infração cometida”.&lt;br /&gt;Praticado um crime? Propensão à prática delituosa? De onde é que a magistrada tirou isso, meu Deus! Um menino com bons antecedentes, profissão definida, residência fixa, nunca praticou violência contra gente, bicho ou planta, nunca havia sido preso, não foi ainda julgado para ser considerado delinquente.&lt;br /&gt;A juíza do Acre avançou mais que seu colega do Rio. Enquanto no Rio o índio foi preso porque “estava pensando em roubar”, o kaxinawá, no Acre, permaneceu quase cinco meses numa penitenciária para evitar que ele pensasse em roubar.&lt;br /&gt;- Se ele errou, e até acredito que tenha errado mesmo, a Justiça acreana poderia dar uma chance de recuperação a esse jovem índio de apenas 19 anos. E não ser assim tão rigorosa com um “ladrãozinho de galinha, podia dar uma pena branda, como prestação de serviços comunitários – escreveu seu pai, angustiado, que passou o Natal e Ano Novo nas aldeias Yawanawá e em visita ao filho preso, depois de conversar com juiz, desembargador, diretor de penitenciaria, defensor público, advogado, secretário de Direitos Humanos, tudo em vão. Seu filho permanecia preso.&lt;br /&gt;- Estou abrindo o meu coração publicamente, mas não estou interessado em piedade de ninguém. Estou apenas atrás de Justiça para o meu moleque. O Acre é cruel. E tem proporcionalmente a maior população carcerária do Brasil. E esse caso do Irineu me dá muita vergonha de ser acreano - escreveu o antropólogo Terri Aquino ao jornalista Altino Machado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;Futurologia&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#006600;"&gt;Altino, que mantém o blog mais lido sobre a Amazônia, correndinho, mobilizou Deus e o mundo, jornalistas, professores, advogados, gente em todo o Brasil que conhece os Kaxinawá, através dos trabalhos do Terri Aquino, cuja vida continua dedicada aos índios, lutando por suas terras, línguas e culturas.&lt;br /&gt;Os jornalistas Elson Martins, a historiadora Fátima Almeida, a cronista Leila Jalul, a radialista Eliane Sinhasique e tantos outros, no Acre, mas também em Minas Gerais - Maria Inês de Almeida, diretora do Centro Cultural da UFMG, Nikão Duarte, professor de jornalismo no Rio Grande Sul, João Dal Poz, antropólogo da UFMT, Ivana Bentes, professora da Escola de Comunicação da UFRJ, todo mundo indignado com o fato de se manter numa penitenciária barra pesada um menino que nem foi ainda julgado, enquanto quem rouba dinheiro público – milhões – e enfia nas cuecas, nas meias, nos bolsos e em contas no exterior – está circulando livremente e até se elegendo como parlamentar.&lt;br /&gt;Altino mobilizou também o advogado João Tezza, que na sexta-feira (27/01), impetrou um habeas-corpus onde, com todo respeito, critica a juíza que trata um réu primário como delinquente, antes de qualquer condenação, sob a justificativa de que ele cometeria outros crimes. Para o advogado, a juíza “imbuiu-se de poderes mediúnicos”:&lt;br /&gt;-. Se a previsão do futuro é indispensável ao exercício da profissão de vidente, é vedada, por lei, no exercício da magistratura, enquanto praticada em um Estado Democrático de Direito - escreveu Tezza..&lt;br /&gt;Irineu vai agora responder em liberdade, graças ao habeas-corpus concedido. Seu pai, um antropólogo muito respeitado e querido na comunidade acadêmica e pelos índios em todo o Brasil, pode respirar, enfim, aliviado. Nós também. No entanto, não são apenas dois presos e uma medida. Existem atualmente mais de 3 mil índios presos em todo Brasil, para libertá-los um Tezza apenas não basta. É preciso um Tezzão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;Publicado no Diário do Amazonas em 5 de fevereiro de 2012&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#006600;"&gt;• Jornalista&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-8870173373041525030?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/8870173373041525030/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/dois-presos-e-uma-medida-por-jose.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/8870173373041525030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/8870173373041525030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/dois-presos-e-uma-medida-por-jose.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-1yTAAoiq8XY/Ty_M-MEO1lI/AAAAAAAApFQ/7tY76nt9Rig/s72-c/joao%253Dtezza.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-4000448407656250848</id><published>2012-02-05T07:42:00.000-08:00</published><updated>2012-02-05T07:44:30.842-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-tq9cVlVIskE/Ty6j0tyzx1I/AAAAAAAApDk/E2yB6U2NWW4/s1600/titulo-indice.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5705677903966226258" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-tq9cVlVIskE/Ty6j0tyzx1I/AAAAAAAApDk/E2yB6U2NWW4/s400/titulo-indice.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-VsV8Zb5ykPw/Ty6jvO6ZFcI/AAAAAAAApDY/tyZv52qjkqg/s1600/titulo-indice1.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 230px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5705677809777186242" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-VsV8Zb5ykPw/Ty6jvO6ZFcI/AAAAAAAApDY/tyZv52qjkqg/s400/titulo-indice1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Leia nesta edição:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Editorial – Símbolo do ideal de liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Ladeira da Memória – Pedro J. Bondaczuk, crônica “Arte vivida”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Direto do Arquivo – José Paulo Lanyi, poema “Eu sou um cavalo de carne”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Clássicos – Thomaz Lopes, conto, “O defunto”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Porta Aberta – Guilherme Scalzili, crônica,“Rita arrasou”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Porta Aberta – Adailton Bastos, poema “Complexidade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#006600;"&gt;Obs.: Se você for amante de Literatura, gostar de escrever, estiver à procura de um espaço para mostrar seus textos e quiser participar deste espaço, encaminhe-nos suas produções (crônicas, poemas, contos, ensaios etc.). O endereço do editor do Literário é: pedrojbk@gmail.com. Twitter: @bondaczuk. As portas sempre estarão abertas para a sua participação.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-4000448407656250848?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/4000448407656250848/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/leia-nesta-edicao-editorial-simbolo-do.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/4000448407656250848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/4000448407656250848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/leia-nesta-edicao-editorial-simbolo-do.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-tq9cVlVIskE/Ty6j0tyzx1I/AAAAAAAApDk/E2yB6U2NWW4/s72-c/titulo-indice.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-4443707900840292406</id><published>2012-02-05T07:40:00.000-08:00</published><updated>2012-02-05T07:42:11.291-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-zgZ32bohPrs/Ty6jRlrwP-I/AAAAAAAApDM/a-q9MtwqSu8/s1600/titulo-editorial.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5705677300493729762" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-zgZ32bohPrs/Ty6jRlrwP-I/AAAAAAAApDM/a-q9MtwqSu8/s400/titulo-editorial.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Símbolo do ideal de liberdade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A&lt;/span&gt;s cidades, obras humanas que são, simbolizam e consolidam ideais dos mais elevados (e, não raro, também dos menos) dos seus habitantes. Não se limitam a ser meros locais de habitação das pessoas, como, erroneamente, muitos desavisados pensam. São mais, muito mais do que isso. Têm a marca característica dos seus moradores, a sua alma, as suas tradições, os seus sonhos e ideais. Têm, pois, “personalidade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas destacam-se, por exemplo, como centros de cultura, pelos magníficos artistas que ali nascem e produzem suas obras. Outras têm vocação para as ciências. Outras, ainda, caracterizam-se como centros religiosos, como os casos de Roma, Lhassa (no Tibete), Meca e... sem dúvida, Jerusalém. E vai por aí afora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As cidades que não têm essa “personalidade”, por mais suntuosas, confortáveis e seguras que sejam, em determinado momento de sua história entram em decadência e, finalmente, em colapso. E muitas e muitas até se extinguem, várias das quais, não raro, sem deixar vestígios de que ao menos um dia existiram. Por que isso ocorre? Confesso que não sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é, óbvio, porém o que aconteceu (e ainda acontece) com à eterna capital dos judeus (que sempre o foi, mesmo quando estes estavam dispersos pelo mundo, privados de uma pátria, de um território nacional). Simboliza, antes e acima de tudo, o ideal desse povo pela liberdade, que em tantas e tantas ocasiões, por circunstâncias históricas, lhe foi suprimida e negada por décadas, séculos e até milênios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jerusalém foi conquistada por diversos povos, em inúmeras épocas. Foi saqueada, arrasada e tornada deserta, permanecendo, às vezes, anos e anos em ruínas. Todavia, sempre foi, teimosa, zelosa e tenazmente, reconstruída. A cada destruição, sucedia-se a respectiva reconstrução. E sempre que isso ocorria, mais e mais entranhado ficava o amor de seus habitantes por ela. Nem tanto pela cidade em si, mas pelo que sempre simbolizou (e, certamente, ainda simboliza).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma dessas destruições de Jerusalém foi a de 558 AC, promovida pelos babilônios, que a dominavam há 17 anos e que a arrasaram para castigar uma rebelião dos seus habitantes contra sua sujeição, levada a efeito para tentar expulsar os invasores. Na oportunidade, os moradores que sobreviveram à carnificina que se seguiu foram presos e enviados à metrópole como escravos. A cidade ficou em escombros, totalmente deserta, com seu templo destruído, sem que restasse pedra sobre pedra dele e assim permaneceu por cerca de meio século.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quando, em 559 AC, o imperador medo-persa Ciro devolveu a liberdade aos hebreus, após conquistar a Babilônia, a primeira idéia que estes tiveram foi a de retornar à antiga capital, reconstruí-la e, principalmente, restaurar o símbolo maior da nacionalidade, seu templo. Era, claro, desafio imenso, principalmente levando em conta os tantos anos de privações que os judeus passaram em decorrência do longo cativeiro na Babilônia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira reconstrução (muitas outras se fariam necessárias na sequência), contou com a firme e segura liderança de Zerubabel, inspirada pelos profetas Ageu e Zacarias. Foi dura, penosa, sacrificada e, sobretudo, morosa. Para que se tenha uma idéia das dificuldades, basta dizer que, apenas os alicerces do novo templo demoraram dois longuíssimos anos para ficarem prontos, de 538 AC a 536 AC. O santuário completo só pôde ser inaugurado em 516 AC. E nem de longe lembrava a magnificência e suntuosidade do que fora construído por Salomão e arrasado pelos babilônios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reconstruída a casa de orações, faltava restaurar as defesas de Jerusalém, para assegurar sua proteção contra novos e velhos inimigos. As muralhas da cidade foram reconstruídas, somente, em 444 AC, por Neemias, em meio a imensos obstáculos de toda a sorte. Os vizinhos, por exemplo, encaravam essa obra com suspeitas e consideravam esse fortalecimento da defesa de Jerusalém como ato hostil, preparativo para alguma eventual guerra. O profeta que comandou as obras em questão registrou para a posteridade: “Os operários têm que trabalhar com ferramentas em uma das mãos e armas na outra”. E foram muitas as incursões armadas, para evitar essa reconstrução, todas repelidas pela espada pelos moradores da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em torno de 190 AC, o templo de Jerusalém foi, mais uma vez, saqueado e parcialmente destruído. O autor do saque foi Antíoco IV Epifânio, da dinastia grega dos selêucidas. O objetivo da pilhagem foi o de custear as campanhas militares que o monarca empreendia contra o Egito. Mais uma vez a cidade se viu ocupada e dominada por estrangeiros. Estes foram, todavia, expulsos somente em 164 AC, após três anos de renhidos e sangrentos combates, em que os judeus foram liderados pelo mítico Judá, o Macabeu (também conhecido como “O Martelo”). Dessa forma, o templo pôde ser, também, mais uma vez, restaurado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jerusalém seria destruída (e posteriormente reconstruída, claro, como já virara “rotina”) sucessivamente, em 70 DC, pelo general romano Tito, filho do imperador Vespasiano e em 135 AC por Sixtus Severus. Depois, na sucessão dos séculos, foi conquistada, ainda, pelos mouros, reconquistada pelos cruzados e retomada na sequência pelos primeiros, sob o comando do sultão Saladino. E permaneceu em mãos islâmicas por quase mil anos, até pouco antes do final da Primeira Guerra Mundial, em pleno século XX, ou seja, até 1917, quando caiu sob o domínio britânico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia, mesmo durante a longuíssima ocupação muçulmana, Jerusalém sempre permaneceu aberta à visitação de milhões de peregrinos, e não importa de qual das três religiões que a têm como santa, provenientes das mais diversas partes do mundo. Isso (infelizmente) sem nunca deixar de ser foco de discórdia entre os países que se julgavam (e se julgam) seus proprietários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Editor.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;Acompanhe o Editor pelo twitter: @bondaczuk&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-4443707900840292406?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/4443707900840292406/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/simbolo-do-ideal-de-liberdade-s-cidades.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/4443707900840292406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/4443707900840292406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/simbolo-do-ideal-de-liberdade-s-cidades.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-zgZ32bohPrs/Ty6jRlrwP-I/AAAAAAAApDM/a-q9MtwqSu8/s72-c/titulo-editorial.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-8790193853968389994</id><published>2012-02-05T05:20:00.000-08:00</published><updated>2012-02-05T05:29:00.441-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-t7rqVyXgIhY/Ty6ED1ZPANI/AAAAAAAApDA/kizHWvpwG2U/s1600/titulo-pedrobondaczuk.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5705642979332391122" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-t7rqVyXgIhY/Ty6ED1ZPANI/AAAAAAAApDA/kizHWvpwG2U/s400/titulo-pedrobondaczuk.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-kLTPgVy1IPQ/Ty6D7EW_q_I/AAAAAAAApC0/r-YeSUKJ1oU/s1600/Totem%2BBraille%2B1.JPG"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5705642828730706930" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-kLTPgVy1IPQ/Ty6D7EW_q_I/AAAAAAAApC0/r-YeSUKJ1oU/s400/Totem%2BBraille%2B1.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Arte vivida&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;* Por Pedro J. Bondaczuk&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;H&lt;/span&gt;á várias formas de se apreciar uma obra de arte (qualquer que seja a sua natureza), que não se limite, apenas, ao mero olhar (atento ou não) do espectador, na apreciação de uma pintura ou escultura; na audição de uma composição musical; ou na apreciação passiva de uma exibição de balé, entre outras. Em cada um desses casos, apenas um ou dois dos cinco sentidos são acionados: ou a vista ou o ouvido ou ambos.&lt;br /&gt;Há tempos, porém, artistas sumamente criativos tentam, e com inegável êxito, estabelecer integração completa das várias (virtualmente de todas) as manifestações artísticas, simultaneamente, através de performances, que nem sempre são devidamente entendidas pelo público (e já não digo o leigo, que não as entende, de fato, mas até de especialistas). Na Bienal de São Paulo, por exemplo, esse tipo de provocação ao potencial consumidor de arte já se tornou bastante comum, diria, até, corriqueiro, de uma edição para outra.&lt;br /&gt;O que os performistas buscam, em suas não raro exóticas exibições, é envolver todos os cinco sentidos na apreciação de determinada obra. “O olfato também?”, perguntará, espantado, o leitor. “Também!”, respondo, já que recentemente li que um artista japonês conseguiu, mediante mistura peculiar de tintas e perfumes, dar “cheiro” de plantas e de flores às suas pinturas. Como se vê, não falta mais nada.&lt;br /&gt;Estas considerações vêm a propósito de uma inesquecível e memorável performance artístico-cultural promovida pelo artista plástico José Luís Piassa, em 26 de agosto de 2005, em Campinas. O evento destinou-se a marcar a inauguração oficial do Ponto de Cultura Cinema em Palavras da cidade e contou com a decisiva participação de deficientes visuais, usuários do Centro Cultural Louis Braille.&lt;br /&gt;Os convidados para essa apresentação não tinham a menor suspeita do teste a que seriam submetidos. Acreditavam que iriam apreciar a uma exposição de arte convencional de Piassa. Achavam que toda aquela pompa destinava-se, apenas, à exibição do mais recente totem elaborado pelo artista, ou coordenado por ele, já que se tratou de obra coletiva, que contou com a participação de deficientes visuais, membros da comunidade.&lt;br /&gt;Em princípio, houve uma grande frustração dos presentes, daqueles que tinham visão normal, assim que a função começou. Muitos ensaiaram, até, uma estratégica retirada, mal-disfarçando a decepção, sem terem a menor noção do que estaria por acontecer. Tudo isso porque, assim que o artista retirou, com pompa e circunstância – não sem antes fazer um certo suspense – o pano branco que cobria o totem, os presentes puderam ver, apenas, um enorme tubo preto e nada mais. Fez-se, no recinto, um grande burburinho. Uns achavam que se tratava de empulhação, outros garantiam que tudo não passava de uma grande brincadeira do artista, uma espécie de pegadinha. Todos, como veremos, estavam equivocados.&lt;br /&gt;Nem bem os rumores diminuíram (sem cessar por completo) porém, os convidados foram surpreendidos com uma algaravia de sons, misturados e confusos (toques de buzina, barulho de carros acelerando, sinos, flautas, violão, violinos e gritos, muitos gritos), vindos de toda a parte, causando uma confusão sensorial que fez os presentes perderem a noção do que ocorria ao redor.&lt;br /&gt;E, enquanto todos tentavam entender, em meio a tantas informações sensoriais, notadamente auditivas, o que estava ocorrendo, Piassa e os outros performistas deficientes visuais rompiam a atadura negra que vedava as cores e os desenhos e traziam à luz, finalmente, todas as informações contidas no magnífico totem. E não houve quem não se encantasse, não só com esse trabalho artístico, mas com toda a experiência de que foram protagonistas. Os presentes entenderam, finalmente, que, muitas vezes, dependendo das circunstâncias, os sentidos podem se embaralhar e nos enganar a respeito do que vemos e/ou ouvimos.&lt;br /&gt;O pergaminho filosófico-cultural inaugurado, na oportunidade, no Centro Cultural Louis Braille (e que ali vai permanecer como um monumento desse Ponto de Cultura), consiste de mãos, de vários tamanhos, cores e formatos, dispostas de forma artística e original, impressas em uma estrutura de PVC por deficientes visuais de baixa renda da região metropolitana de Campinas.&lt;br /&gt;Piassa explica o que pretendeu provar com a performance: “A tentativa era levar todos a uma cegueira temporária, em que o estímulo visual não correspondesse ao que as pessoas estivessem vendo, mas que desencadeasse outros estímulos sensoriais para se localizar e obter as respostas. Creio ter alcançado o objetivo”. E, em conversa com os convidados, concluí que o alcançou, de fato.&lt;br /&gt;Porém, a declaração mais emblemática, que define a caráter não apenas essa performance, mas o silêncio dos meios de comunicação quanto à atuação de Gilberto Gil à frente do Ministério da Cultura, no primeiro governo do presidente Luís Inácio Lula da Silva, foi a do secretário de Programas e Projetos Culturais, Célio Turino, que afirmou: “Cegos não são os jovens que estavam ali, mas sim aqueles que não querem ver o que está sendo feito no Brasil e nos Pontos de Cultura”. Eu diria que, além de cegos, são derrotistas e preconceituosos, que detestam tudo o que lembre povo. É possível, diante do que se observa nos jornais, revistas e emissoras de rádio e televisão, de contestar essa afirmação? Claro que não! E olhem que até que o secretário foi extremamente polido nessa observação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#6600cc;"&gt;* Jornalista, radialista e escritor. Trabalhou na Rádio Educadora de Campinas (atual Bandeirantes Campinas), em 1981 e 1982. Foi editor do Diário do Povo e do Correio Popular onde, entre outras funções, foi crítico de arte. Em equipe, ganhou o Prêmio Esso de 1997, no Correio Popular. Autor dos livros “Por uma nova utopia” (ensaios políticos) e “Quadros de Natal” (contos), além de “Lance Fatal” (contos) e “Cronos &amp;amp; Narciso” (crônicas). Blog “O Escrevinhador” – http://pedrobondaczuk.blogspot.com. Twitter:@bondaczuk&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-8790193853968389994?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/8790193853968389994/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/arte-vivida-por-pedro-j.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/8790193853968389994'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/8790193853968389994'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/arte-vivida-por-pedro-j.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-t7rqVyXgIhY/Ty6ED1ZPANI/AAAAAAAApDA/kizHWvpwG2U/s72-c/titulo-pedrobondaczuk.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-6384707167025667636</id><published>2012-02-05T05:17:00.000-08:00</published><updated>2012-02-05T05:19:44.857-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-YhYkRXFqcxk/Ty6B5HHEi2I/AAAAAAAApCQ/DI-97jN3LiA/s1600/titulo-arquivo.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5705640596086229858" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-YhYkRXFqcxk/Ty6B5HHEi2I/AAAAAAAApCQ/DI-97jN3LiA/s400/titulo-arquivo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-yTEBC5q0PyQ/Ty6ByyxUIOI/AAAAAAAApCE/EyVmxqSogbU/s1600/cavalo.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5705640487547052258" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-yTEBC5q0PyQ/Ty6ByyxUIOI/AAAAAAAApCE/EyVmxqSogbU/s400/cavalo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;color:#993300;"&gt;&lt;strong&gt;Eu sou um cavalo de carne&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;em&gt;* Por José Paulo Lanyi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;C&lt;/span&gt;arrego uma...&lt;br /&gt;Duas...&lt;br /&gt;Três...&lt;br /&gt;Quatro...&lt;br /&gt;(“Isso é literatura? Ohhhhhhhhhhh!!!!!!!”)&lt;br /&gt;Cinco...&lt;br /&gt;Seis...&lt;br /&gt;(“Que imbecil! Acha que sabe escrever! Ohhhhhhhhhhhhhhh!!!!!!”)&lt;br /&gt;Sete...&lt;br /&gt;Oito...&lt;br /&gt;Nove...&lt;br /&gt;Onze...&lt;br /&gt;Dezesseis...&lt;br /&gt;Carrego uma porrada de sentimentos que exprimem...&lt;br /&gt;Um...&lt;br /&gt;Dois...&lt;br /&gt;Três...&lt;br /&gt;Quatro...&lt;br /&gt;Nove mililitros de insatisfação.&lt;br /&gt;(“Oh!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Será que ele quer dizer que está bêbado?????”)&lt;br /&gt;Tanto faz, Mané...&lt;br /&gt;(“Mané???? Que coisa medíocre!!! Ele fala como um punkeiro, ou como um mano da Zona Leste!”)&lt;br /&gt;E daí, pergunto eu?&lt;br /&gt;Eu, o punkeiro, você, todos os átomos da existência estão fadados ao...&lt;br /&gt;Ao...&lt;br /&gt;Ao...&lt;br /&gt;Ao...&lt;br /&gt;Tchararan-tcharan-tcharan&lt;br /&gt;Tchararan-tcharan-tcharan&lt;br /&gt;(Ei, depois do Ctrl C, Ctrl V, qualquer um pode ser um poeta milimétrico...)&lt;br /&gt;Quer saber?&lt;br /&gt;Danem-se os poetas!!!!!!&lt;br /&gt;Eu acho os poetas um esnobes&lt;br /&gt;Uns superficiais&lt;br /&gt;Que ficam achando “imagens”, “sutilezas”... coisa e tal...&lt;br /&gt;Danem-se as [Ctrl C, Ctrl V] “imagens”, “sutilezas”... coisa e tal...&lt;br /&gt;“Ohhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!!!!!!!”&lt;br /&gt;[Mais um]&lt;br /&gt;“Ohhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!!!!!!!”&lt;br /&gt;[Isso foi depois de um Ctrl C, Ctrl V do Ctrl C, Ctrl V]:&lt;br /&gt;“Ohhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!!!!!!!”&lt;br /&gt;(Pode contar os H[s] dos Ohhhs, vai notar que estão todos lá...)&lt;br /&gt;Porra!, nunca pus agás entre colchetes&lt;br /&gt;Tchararan-tcharan-tcharan&lt;br /&gt;Tchararan-tcharan-tcharan&lt;br /&gt;Vejam, vejam todos:&lt;br /&gt;Tchararan-tcharan-tcharan&lt;br /&gt;Tchararan-tcharan-tcharan&lt;br /&gt;Pode ver, é tudo igualzinho!&lt;br /&gt;(Parêntesis)&lt;br /&gt;Outro dia eu li um comentário aqui no Comunique-se...&lt;br /&gt;Era um cara (sim, para mim todo mundo é um cara, sou tosco)&lt;br /&gt;Pois bem, era um cara que dizia que literatura de verdade não podia ter um ar coloquial&lt;br /&gt;Ele disse isso com o jeitão pouco coloquial dele&lt;br /&gt;Bom, o que direi eu?&lt;br /&gt;Que a literatura mudou, meu velho&lt;br /&gt;Se escrever como um mastodonte, será lido por mastodontes&lt;br /&gt;E isso aqui é Internet&lt;br /&gt;Bom, tanto faz, azar o dele&lt;br /&gt;Porque o cara que escreve bem escreve de qualquer jeito&lt;br /&gt;Mas está na hora de alguém parar de torrar o saco dos outros&lt;br /&gt;Mesmo que considere isto, (Ctrl C, Ctrl V) “torrar o saco dos outros”,&lt;br /&gt;Um pensamento pré-socrático, algo subjetivo, uma espécie de capô do seu carro com tatuagem&lt;br /&gt;Nada mais subjetivo que um capô do seu carro com tatuagem...&lt;br /&gt;Eu dizia que&lt;br /&gt;Carrego uma porrada de sentimentos que exprimem...&lt;br /&gt;...A deserção absoluta do controle da minha felicidade&lt;br /&gt;Estou fadado ao pelotão de fuzilamento&lt;br /&gt;Não sei se duro três passos&lt;br /&gt;A venda não me deixa enxergar&lt;br /&gt;(Pausa)&lt;br /&gt;O cavalo de carne...&lt;br /&gt;...É um cavalo de carne que carrega um monte de sentimentos que exprimem&lt;br /&gt;... Um tanto faz...&lt;br /&gt;... Uma revolta, cara, contra uma vida que passa muito rápido&lt;br /&gt;Sem que saiba por que nascemos...&lt;br /&gt;Sofremos e morremos...&lt;br /&gt;Sem que saiba se vamos ter a sorte de chorar...&lt;br /&gt;Antes mesmo de lacrarem o nosso caixão&lt;br /&gt;Chorar na morte, chorar lá do outro lado...&lt;br /&gt;Um cavalo de carne que anda até...&lt;br /&gt;...Virar mortadela no meio do caminho&lt;br /&gt;[Atenção, tirei esta conclusão de um livro de tarô:)&lt;br /&gt;“O que só um ignorante pode achar engraçado”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;************************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Acabou, clique em outro link e seja feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993300;"&gt;(*) Jornalista, escritor e dramaturgo, autor do romance "Calixto-Azar de Quem Votou em Mim", do romance cênico (gênero que criou) "Deus me Disse que não Existe", da peça "Quando Dorme o Vilarejo" (Prêmio Vladimir Herzog) e da coletânea “Teatro de José Paulo Lanyi e Outros Loucos” (no prelo), todos da editora O Artífice. Trabalha com o músico paulistano Flávio Villar Fernandes, com quem compôs a trilha “Invernada Op1 N1” e a sinfonia Atlântica.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-6384707167025667636?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/6384707167025667636/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/eu-sou-um-cavalo-de-carne-por-jose.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/6384707167025667636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/6384707167025667636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/eu-sou-um-cavalo-de-carne-por-jose.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-YhYkRXFqcxk/Ty6B5HHEi2I/AAAAAAAApCQ/DI-97jN3LiA/s72-c/titulo-arquivo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-1146478032090257636</id><published>2012-02-05T05:11:00.000-08:00</published><updated>2012-02-05T05:16:00.757-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-qWd3OeCXB9M/Ty6A82m_mQI/AAAAAAAApB4/iq4JZibwVZM/s1600/titulo-classicos.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5705639560864569602" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-qWd3OeCXB9M/Ty6A82m_mQI/AAAAAAAApB4/iq4JZibwVZM/s400/titulo-classicos.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-HgUQhvnhLgU/Ty6A0Ih_XCI/AAAAAAAApBs/wzhlu5I8S2Q/s1600/thomaz-lopes.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 267px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5705639411056598050" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-HgUQhvnhLgU/Ty6A0Ih_XCI/AAAAAAAApBs/wzhlu5I8S2Q/s400/thomaz-lopes.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;O defunto&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;em&gt;* Por Thomaz Lopes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Q&lt;/span&gt;uando ele despertou, deitado ao comprido num estreito caixão negro e dourado, tinha as mãos postas numa derradeira prece. Lançou vagamente os olhos em torno, e em torno tudo era silêncio e treva. Procurou levar as mãos aos olhos, mas sentiu as mãos presas, sem movimento; e parece-lhe então que estava morto.&lt;br /&gt;Como é pesado o ar que respira! Como é profunda a escuridão que o encerra! E onde está? No seu quarto? No seu leito? Que estranha cama, estreita e dura! E por que dorme calçado? E que vestes tão solenes! Terá vindo ébrio de alguma festa? E as mãos amarradas! E que falta de ar! Ah! que dolorosa e lenta agonia&lt;br /&gt;De novo distendeu os braços; mas a fita que os unia partiu-se, e as mãos geladas bateram de encontro às tábuas. Passou os frios dedos pelo rosto e retirou-os espantado, sentindo a face morta como a de um cadáver. Veio-lhe à memória uma vaga lembrança de moléstia e de perda de sentidos.&lt;br /&gt;E sentiu sobre si uma tampa, uma tampa de caixão, de caixão de defunto!&lt;br /&gt;Um medo contínuo de si próprio, um indefinível asco do "cadáver" que sente a seu lado, assoberba-o. Rebenta o caixão, levanta-se, quer correr, mas bate de encontro a uma parede, uma fria e cinzenta parede de mármore. Rápida e rija vem-lhe a certeza de estar enterrado vivo, prisioneiro da morte, atirado num calabouço. No silêncio e na treva, entre a loucura e a morte, dá dois passos, mas tropeça. Que será?&lt;br /&gt;E como seus pés tateassem na sombra, encontraram um degrau que subiram; depois, outro mais outros, outros ainda. Oh! que sepultura profunda! Erguendo as mãos para o céu que está tão longe dos abismos, sentiu nas mãos a fria laje do teto.&lt;br /&gt;- Em vão tenta erguê-la. Respira a longos haustos por uma fresta aberta na pedra. Um novo esforço para erguê-la: em vão! - Uma sepultura de mármore, como que para guardar o corpo aos vermes e ao pó; uma fresta por onde apenas entra o ar que prolonga a vida ao condenado; uma escada que os passos sobem e inutilmente descem; uma laje que se levanta para enterrar os mortos e que se não ergue para salvar os vivos; - oh! essa sepultura é com certeza uma sepultura de igreja&lt;br /&gt;E novamente luta para erguer a pedra, mas com o esforço inútil, vem o cansaço, vem o abatimento, vem o desânimo. Então como o inconsciente ou o muito atilado, que vendo abertos os braços lívidos da Morte, em vez de fugir, aos braços se atira, ele resignadamente desce. Ao descer alucinado e cego, bate com o corpo no mármore da parede, e grita. A sua voz sobe e desce, abafada como o eco de um trovão distante encerrado' numa gruta profunda. Agora, sereno e calmo, como quem leva um sol apagado no coração e uma estrela sem luz em cada olhar, sobe de novo os degraus da Vida e da Morte. Nos primeiros momentos, com a calma e serenidade com que subira, junto ao intento a sua força, mas a pedra permanece impassível. A angústia do sofrimento prolongado destrói-lhe o sossego da ação; com um doloroso esforço, ingurgitadas as veias, os músculos retesados na onipotência da sua própria força, os olhos saltando das órbitas, procura num ansiado desespero levantar a pedra que talvez para sempre o encerra. Trabalho inútil! Parece que o pranto preso na garganta vai sufocá-lo, - e sente uma a uma ensangüentarem-se, dilacerarem-se, largarem-lhe da carne as unhas. Impossível!&lt;br /&gt;Exausto de fadiga e dor, deixa-se abater, e o seu corpo doente, rolando de degrau em degrau como um fardo sinistro, vai parar ao pé da parede cinzenta e fria..&lt;br /&gt;Veio o sono. Veio seguindo a nébula do sono a doida fantasia do sonho.&lt;br /&gt;Era vago e tênue. Mas porque tão vago fosse e tão tênue, quase sem torturas, o Espírito-Zombeteiro dos Sonhos fê-lo aclarar-se, - assim como uma cidade que despe aos primeiros raios de sol a túnica de névoas em manhãs de frio.&lt;br /&gt;Vai-se largamente o sonho dilatando, mas sempre duvidoso e cinzento.&lt;br /&gt;Era uma noite profunda, iluminada de estrelas. O céu muito alto era como um imenso veludo macio. - E o céu alto e a noite profunda cobriam e envolviam uma cidade estranha mas que lhe não era de todo desconhecida. Havia velhos lugares que amava e, pelos sítios conhecidos, - nem viv'alma! Apenas sombras. Caminhava e, quando era a grande fadiga e o repouso que lhe abria os braços amigos, outros braços mais fortes o impeliam e uma sinistra voz bradava: - Marcha! Marcha! - As pernas pesavam, se entorpeciam; desejos protetores de descanso inundavam-lhe o lasso corpo. À proporção que atravessava caminhos, os caminhos mudavam: eram jardins floridos e perfumados, prados extensos, longas campinas, casarios que fugiam na sombra; outras vezes, charnecas adustas e ressequidas, betesgas exalando podridão. Passou por cemitérios e à sua passagem os defuntos erguiam-se, cobertos de pó e de segredo, acompanhando-o fantasticamente por dilatados e dolorosos momentos. As árvores tomavam assombradoras formas de avejões e as estrelas, apagando-se no céu, deixavam o céu cinzento e frio como o mármore da sua sepultura tão fria e tão cinzenta. E, entretanto, no silêncio, na noite e na treva - o defunto caminhava.&lt;br /&gt;De súbito, como aos olhos tontos e averiguadores do náufrago, aparece a orla branca de uma praia distante, no seu espírito cansado nasceu uma idéia feliz: aquela noite de loucura e de assombramento marcava o aniversário de sua Noiva e por data essa tão formosa haveria uma formosa festa. Devia ser tarde; ansiavam por ele. - Com uma força nova, um grande desejo de ver, de ouvir, de sentir, de querer, de palpitar, de amar e de viver banhou-lhe a alma numa cariciosa sensação de vida. Apressou o passo, correu. Mas, voltando-se para trás, julgou ver na sombra uma sombra que resvalava. Levantaram-se-lhe os cabelos, um calafrio de medo correu-lhe o corpo de alto a baixo - e partiu, assombrado, numa carreira mal segura, de perseguido. Batendo com os pés no solo, todo o solo ressoava ao contacto, como se os pés fossem de aço. Depois, com surpresa, sentiu-se leve; houve um suspiro de prazer e de alivio e, flutuando no espaço, começou a voar. Subiu; rompeu a camada cinzenta do céu e o céu tornou-se inteiramente negro. Como subisse mais alto, seus olhos extasiaram-se diante do azul, um azul, tão límpido e transparente como até hoje olhos humanos não sonharam. No alto, imensamente longe, brilhavam as estrelas no glorioso esplendor de uma imortal claridade. Muito embaixo, perto da Terra, desaparecia a Lua amorável dos poetas. Os seus olhos humanos quase cegaram fitando Sírius. - Entre as estrelas abriu-se o céu e aqueles mesmos deslumbrados olhos viram sobre os sóis o suave Jesus dos Humildes. Perto de Cristo apareceram duas sombras que se foram corporificando e nas quais o Defunto se reconheceu, a si e a sua Noiva! Ela! Mas como, se "ele" ali estava oculto contemplando a felicidade do outro "ele"! Jesus sorriu. Jesus os abençoou. E eles voaram. Ah! se ele pudesse, também seguir-lhes o vôo!... Quando quis voar, as asas se lhe desfizeram e ele caiu, rolou, precipitou-se, tocou a terra - e partiu novamente, correndo pelas estradas solitárias e ermas. Voltando o rosto viu outra vez, na treva, o mesmo vulto que o acompanhara; dominado pelo medo, correu mais, até que, numa curva do caminho, espessa sebe lhe tomou o passo. Retrocedeu, passou, assombrado, pelo vulto, que lhe estendeu os braços, e na mesma carreira fantástica, atravessou planícies, estepes nuas, estradas mortas, frias e cinzentas. Lamentou a perda das suas asas felizes e lembrou-se da sombra que não o deixava. Mas, se ele estava morto, por que o perseguiam? Cada vez mais o vulto avançava e era tão longe a casa de sua Noiva! O vulto já ia tocá-lo... - Mas ele era cadáver e na sua qualidade de morto, devia amedrontar os vivos... Voltou-se, mas quem quer que era riu-lhe diante da medrosa face. Mais intenso foi então o pavor de si mesmo e da sombra que devia ser a sua alma... E ela vinha resvalando na sombra, acompanhando-o... Estava perdido! Já não tinha mais forças! Coragem! Uma luz brilhou ao longe; oh! que deliciosa alegria ! Era a casa de sua Noiva! Mais um passo! Avante! O alguém seguia-o, quase alcançando-o; mas estava salvo! Era a casa dela, era o som da orquestra, era a luz intensa, era a salvação! Um pouco de ânimo - coragem! E antes de bater com o corpo nas lajes cinzentas e frias da sepultura, pareceu que o vulto perseguidor lhe abriu os braços. E também pareceu que eram os braços regelados da Morte...&lt;br /&gt;Um raio de sol, fino e tênue, atravessava a fresta aberta na pedra.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Despertou suado, ardendo em febre. Pelo seu rosto lívido andava, molemente, uma larva. Quis gritar, mas só lhe saiu da boca um grunhido surdo que o apavorou. Abriu os braços para certificar-se da vida e na treva os braços bateram contra a parede.&lt;br /&gt;Pensou, então, no seu sonho - e tristemente verificou que era, em verdade, por aqueles dias, o aniversário de sua Noiva. Que data era a de sua morte? Quem sabe se não era mesmo aquele o dia festivo! Todo o passado irrompeu, tumultuando, da sombra e ele reviu as longas horas de contemplação ou de melancolia em que todo o seu ser era um crente adorando a um ídolo. E outra vez, de repente, voltou a encarar a sua situação de morto.&lt;br /&gt;Longas horas passaram; desaparecera o raio de sol; e um sino tangia ao longe, fúnebre e evocativo, os dobres que deviam ser os da Ave-Maria. O som do triste bronze, chegando a seus ouvidos, falava na vida e na liberdade A liberdade! A delícia infinita! Ah! como era doloroso morrer assim, solitário, consciente, indefeso, abandonado, sem o prazer da luta, sem o esforço da salvação! E por que o enterraram vivo? Mil vezes amaldiçoou a estupidez criminosa que o atirara à morte! Os soluços e as lágrimas rebentaram e sofrendo sem termo, e chorando sem esperança adormeceu, sem sentidos, esperando pela Morte...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Ao despertar, na manhã do outro dia, viu a fita do sol - único que lhe levava à cova a carícia de uma visita.&lt;br /&gt;Admirando-se de ainda estar enterrado, quis levantar-se e sentiu que desmaiava. Tinha uma fome devoradora e uma sede que o requeimava. Ah! quarenta e oito longas, intermináveis horas sem comer, sem beber! Sem beber! Sentia o estômago vazio e gelado e a língua, ressequida, estalava. De novo quis levantar-se e de novo ficou. O dia inteiro - longo como um deserto; a noite inteira - vazia como o silêncio, ele passou, ora em profunda sonolência, ora acordado, com a ânsia estranguladora de comer e de beber&lt;br /&gt;Outra vez o sol que devia ser o dia, outra vez a manhã que devia ser a vida!&lt;br /&gt;O enterrado ouviu a seus pés um guincho fino; os olhos tiveram um rápido brilho de prazer e, estendendo as mãos crispadas, apanhou um rato, vivo e mole. Abrindo os lábios num sorriso que devia ser de imbecilidade, bestializado e faminto, levou o rato à boca, frio, áspero, nojento, estrebuchando e guinchando entre os dentes. Oh! mas a sede! A sede que aquela carne repulsiva aumentara ! A fome que ela fizera crescer ! - E então, num esforço hercúleo, ergueu-se; olhou a treva um instante, com um olhar profundo, calmo, parado. De repente, soltando um uivo de fera enjaulada, rasgou as roupas, dilacerou-as - e, nu, selvagem, rugindo e chorando de desespero, retalhou com os dentes a carne branca dos seus braços. O sangue brotava em ondas rubras que espumavam e ele o sorvia, atirando a cabeça de um lado para o outro, aparando-o para não perder uma gota chupando aquele sangue que corria quente espesso, vivo, garganta abaixo, descendo para o estômago crispado pela fome.&lt;br /&gt;Um rugido mais rouco, dois saltos contra a parede onde repartiu a cabeça, de onde brotou mais sangue que lhe envolveu o rosto numa máscara vermelha. Enlouquecera.&lt;br /&gt;Outra vez, pela última vez, subiu as escadas. Ajoelhou-se, rilhou os dentes, entrelaçou os dedos sobre as mãos, numa prece maldita - e ficou morto, imóvel, rígido e nu, coberto de sangue escarlate, como o mármore cinzento e frio da sua sepultura...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;• Escritor, advogado e diplomata cearense&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-1146478032090257636?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/1146478032090257636/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/o-defunto-por-thomaz-lopes-q-uando-ele.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/1146478032090257636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/1146478032090257636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/o-defunto-por-thomaz-lopes-q-uando-ele.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-qWd3OeCXB9M/Ty6A82m_mQI/AAAAAAAApB4/iq4JZibwVZM/s72-c/titulo-classicos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-1499044827359832374</id><published>2012-02-05T05:07:00.000-08:00</published><updated>2012-02-05T05:10:15.661-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-2LiEDx7DlWk/Ty5_rkjegeI/AAAAAAAApBg/A-W4qV0XBr0/s1600/titulo-portaaberta.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5705638164448575970" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-2LiEDx7DlWk/Ty5_rkjegeI/AAAAAAAApBg/A-W4qV0XBr0/s400/titulo-portaaberta.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-3Zrv8-5r_lk/Ty5_jIM7WmI/AAAAAAAApBU/YT9i4-k5e2M/s1600/rita-lee.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 299px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5705638019398851170" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-3Zrv8-5r_lk/Ty5_jIM7WmI/AAAAAAAApBU/YT9i4-k5e2M/s400/rita-lee.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;Rita arrasou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;em&gt;* Por Guilherme Scalzili&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O&lt;/span&gt; que os policiais militares sergipanos pretendiam, abrindo caminho a cotoveladas na platéia de um espetáculo musical lotado? Quem disse que prender maconheiros garante a segurança de qualquer coisa? Rita Lee pode, sim, chamar os cossacos de filhos da puta, sempre que agirem como filhos da puta. É a PM que deve temer os cidadãos, jamais o contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega dessa estupidez de reverenciar homens fardados. Se a polícia quer tratamento de “autoridade”, que faça por merecer. Sabemos que é majoritariamente honesta, sofrida e trabalhadora, mas as pessoas que ela empurra e achaca também são. Repudiemos a truculência que as autoridades de segurança destinam ao público de grandes eventos (shows, partidas de futebol, manifestações), antes que eles sejam esvaziados por causa da incompetência de quem deveria protegê-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coreografia de saudações nazistas que ondula na sociedade civil quando alguém ameaça confrontar Sua Majestade O Soldado explica muito sobre o atual clima de cerceamento de direitos e criminalização da divergência. Enquanto aceitamos arrotos moralistas como se fossem anedotas de botequim político, a sanha reacionária irrompe da esfera ideológica e se transforma em leis e políticas oficiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso faz parte de uma tentativa articulada para refrear a inevitável descriminalização das drogas, particularmente da maconha, que já pode ser cultivada e consumida em quase todas as democracias estáveis do mundo. Apologia é defender uma legislação que viola direitos individuais e fomenta o crime organizado. O discurso da legalidade absoluta serve fácil para o baseado alheio; se ameaçam prender quem trafica músicas e seriados pela internet, viram todos revolucionários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que uma artista do porte de Rita Lee Jones seja ouvida e respeitada não apenas pelo que ela representa na história cultural do país, mas também pela coragem de afrontar o sono do bom-mocismo provinciano, da falsa rebeldia com arreios, das liberdades cerceadas por escudos e cassetetes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#3333ff;"&gt;*Jornalista e escritor, autor dos livros “O colar da Carol ta na grama”, “A colina da Providência”, “Pantomima”, “Acrimônia” e “Crisálida”.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-1499044827359832374?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/1499044827359832374/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/rita-arrasou-por-guilherme-scalzili-o.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/1499044827359832374'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/1499044827359832374'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/rita-arrasou-por-guilherme-scalzili-o.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-2LiEDx7DlWk/Ty5_rkjegeI/AAAAAAAApBg/A-W4qV0XBr0/s72-c/titulo-portaaberta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-5814399480071904186</id><published>2012-02-05T05:04:00.000-08:00</published><updated>2012-02-05T05:06:42.433-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-rMt1i0B90QA/Ty5-2P_WNDI/AAAAAAAApBI/bZ7PNI991Kw/s1600/as-fases-da-Vida.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 225px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5705637248395260978" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-rMt1i0B90QA/Ty5-2P_WNDI/AAAAAAAApBI/bZ7PNI991Kw/s400/as-fases-da-Vida.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Complexidade&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;em&gt;* Por Adailton Bastos&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;N&lt;/span&gt;atalidade&lt;br /&gt;Infantilidade flexibilidade simplicidade&lt;br /&gt;possibilidade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;puberdade&lt;br /&gt;sexualidade voracidade identidade&lt;br /&gt;moralidade inflexibilidade velocidade imaturidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mocidade&lt;br /&gt;maioridade habilidade qualidade amabilidade&lt;br /&gt;vitalidade probabilidade imortalidade visibilidade&lt;br /&gt;quantidade velocidade fertilidade contabilidade&lt;br /&gt;empregabilidade responsabilidade velocidade&lt;br /&gt;Maturidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meia idade&lt;br /&gt;plasticidade portabilidade notoriedade&lt;br /&gt;impossibilidade vulnerabilidade&lt;br /&gt;Maturidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;terceira idade&lt;br /&gt;melhor idade?&lt;br /&gt;veracidade invisibilidade&lt;br /&gt;oportunidade saudade simplicidade&lt;br /&gt;finalidade mortalidade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;eternidade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;• Poeta, professor e escritor &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-5814399480071904186?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/5814399480071904186/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/complexidade-por-adailton-bastos-n.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/5814399480071904186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/5814399480071904186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/complexidade-por-adailton-bastos-n.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-rMt1i0B90QA/Ty5-2P_WNDI/AAAAAAAApBI/bZ7PNI991Kw/s72-c/as-fases-da-Vida.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-883172681742015176</id><published>2012-02-04T07:18:00.000-08:00</published><updated>2012-02-04T07:21:04.537-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-1FMXstTtQqA/Ty1Muun52AI/AAAAAAAAo_o/RO2kC5TFg00/s1600/titulo-indice.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5705300668621379586" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-1FMXstTtQqA/Ty1Muun52AI/AAAAAAAAo_o/RO2kC5TFg00/s400/titulo-indice.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-wR0aJUhqeX0/Ty1MpNnN2yI/AAAAAAAAo_c/mffw1tZbwww/s1600/titulo-indice1.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 230px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5705300573860780834" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-wR0aJUhqeX0/Ty1MpNnN2yI/AAAAAAAAo_c/mffw1tZbwww/s400/titulo-indice1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Leia nesta edição:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Editorial – Rotina de destruições e reconstruções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Direto do Arquivo – Fernando Mariz Masagão, poema “Diário de um monarca colérico”.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993300;"&gt;Coluna Clássicos – Stanislaw Ponte Preta, crônica, “A casa demolida”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Porta Aberta – Urda Alice Klueger, crônica,“O meu amor de ouro e prata”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Porta Aberta – Clóvis Campêlo, crônica “A morte de Brasão”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Porta Aberta – Rubem, Costa, crônica “Kaputt”.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993300;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993300;"&gt;Obs.: Se você for amante de Literatura, gostar de escrever, estiver à procura de um espaço para mostrar seus textos e quiser participar deste espaço, encaminhe-nos suas produções (crônicas, poemas, contos, ensaios etc.). O endereço do editor do Literário é: pedrojbk@gmail.com. Twitter: @bondaczuk.As portas sempre estarão abertas para a sua participação.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-883172681742015176?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/883172681742015176/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/leia-nesta-edicao-editorial-rotina-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/883172681742015176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/883172681742015176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/leia-nesta-edicao-editorial-rotina-de.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-1FMXstTtQqA/Ty1Muun52AI/AAAAAAAAo_o/RO2kC5TFg00/s72-c/titulo-indice.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-2785559386322057489</id><published>2012-02-04T07:15:00.000-08:00</published><updated>2012-02-04T07:17:52.421-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ZXXs4Hixgqk/Ty1MBBCEZCI/AAAAAAAAo_Q/P9PI1XHxdVc/s1600/titulo-editorial.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5705299883288978466" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-ZXXs4Hixgqk/Ty1MBBCEZCI/AAAAAAAAo_Q/P9PI1XHxdVc/s400/titulo-editorial.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Rotina de destruições e reconstruções&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;J&lt;/span&gt;erusalém, nos quase três mil e quinhentos anos que se seguiram à sua conquista aos jebuseus, por parte do rei Davi, foi saqueada e arrasada em inúmeras ocasiões. Todavia, de uma forma ou de outra, foi, teimosamente, reconstruída, literalmente renascendo das cinzas, como a fênix, ave mitológica a que eram atribuídas essas características. Pode-se até mesmo dizer, sem faltar à verdade, que esse ciclo de destruição e posterior reconstrução se tornou rotina na cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 701 AC, por exemplo, Jerusalém foi submetida a prolongado cerco, por parte do poderoso exército assírio, que após invadir o território do reino de Judá, e destruir suas fortalezas e guarnições militares, se propôs a riscar a capital judia do mapa. Quase conseguiu. Na ocasião, o rei Ezequias foi forçado a capitular, para evitar que a população morresse à míngua em decorrência do prolongado sítio militar. Bem que os habitantes de Jerusalém resistiram ao inimigo, em quantidade muitíssimo superior e com poderosos armamentos mais mortíferos e eficazes do que os seus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O exército assírio foi comandado, na ocasião, por um dos mais célebres guerreiros da antiguidade, responsável por inúmeras campanhas bem-sucedidas: Senaquerib. De acordo com a narrativa bíblica, todavia, a capital judia foi salva da total aniquilação por um fato que a população interpretou como milagre. Uma epidemia (possivelmente de cólera) irrompeu nos acampamentos assírios, forçando-os não só a suspenderem o cerco, mas a se retirarem para o seu reino. “Naquela noite, saiu o anjo do Senhor e abateu 185 mil no acampamento da Assíria”, diz o relato bíblico a esse propósito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passou-se, depois desse episódio, quase um século, sem que a capital judia voltasse a ser militarmente ameaçada. Todavia, em 605 AC, em determinado dia, os responsáveis por vigiar as muralhas que protegiam a cidade deram o alarme. Aproximava-se dela um poderoso exército, de centenas de milhares de soldados, prestes a atacá-la. A população preparou-se para novas provações. A ameaça, desta vez, veio da maior potência da época, a Babilônia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O reino de Judá não poderia ser comparado, nem em riqueza e muito menos em poder militar, ao do país invasor. Grosso modo, poderíamos comparar as forças agressoras com os Estados Unidos e as agredidas, com o Afeganistão, por exemplo. A desproporção era brutal. A cidade voltou a ser, pois, sitiada, como ocorrera quase cem anos antes com as tropas assírias, comandadas por Senaquerib. Desta vez, no entanto, nenhum “milagre” ocorreu para salvar Jerusalém. A população bem que resistiu, e muito além do esperado, antes de finalmente capitular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os babilônios contavam conquistar a capital judia em dois ou três dias. Mas só conseguiram invadi-la, e saqueá-la, três meses depois. Era impossível resistir por mais tempo. Na ocasião, milhares de judeus foram levados cativos à Babilônia. Mas a vida continuou entre suas devastadas muralhas. Contudo a cidade passou a ser administrada pelos estrangeiros que a haviam conquistado. A aparente passividade da população local, face essa realidade, era apenas aparente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dezessete anos depois, ou seja, em 588 AC, os moradores de Jerusalém se rebelaram contra a presença e dominação babilônias. Os rebeldes lograram expulsar seus algozes para fora das muralhas da cidade e prepararam-se para novo sítio, que prometia ser mais severo e devastador do que o anterior. E foi. A resistência desta vez foi muitíssimo maior. Fome e epidemias grassavam entre os rebeldes. O governo babilônio enviou, da metrópole, reforços e mais reforços para vencer a resistência judia. Essa durou praticamente dois anos. Em princípios de 586 AC, todavia, a cidade capitulou. Foi uma carnificina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cidadãos, cujas vidas foram poupadas, foram feitos prisioneiros e levados, como escravos, para a Babilônia. Jerusalém foi arrasada e esvaziada. Subitamente, tornou-se cidade fantasma. O templo, que demandara tanto esforço para ser erguido por Salomão, e que era motivo de orgulho dos judeus, foi saqueado, incendiado e destruído. Tudo indicava que era o fim da capital judia, que permaneceu desabitada e deserta por quase meio século.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convenhamos, foi um tempo longo demais, suficiente para que a população da cidade, em cativeiro, a esquecesse. Mas os judeus souberam conservar na memória suas raízes e tradições. Reconstruir Jerusalém e o templo passou a ser obsessão para os cativos, posto parecesse sonho irrealizável, mero delírio de quem nutrisse tal ideal. Em 559 AC, todavia, a história do mundo conhecido de então sofreria dramática guinada. O império babilônio, que parecia indestrutível, ruiu. Emergiu nova superpotência mundial, a Medo-Pérsia, sob o comando de Ciro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por um desses “milagres” históricos, incompreensíveis à luz da lógica, o homem mais poderoso de então, decidiu devolver a liberdade aos judeus e permitir seu retorno à terra dos seus pais. Os que voltaram à pátria, em sua maioria, não foram os que dela saíram acorrentados e derrotados, mas seus descendentes. O decreto de Ciro estava vazado nos seguintes termos: “O Senhor, Deus do céu, que me deu todos os reinos do mundo, encarregou-me de construir-lhe uma casa em Jerusalém, que fica em Judá. Quem dentre o seu povo que assim o desejar, que vá para Jerusalém e edifique a casa do Senhor, Deus de Israel. E que todo aquele que permanecer onde agora se encontra ajude com prata, e com ouro, e com fazendas, e com gado, além de dádivas voluntárias para a casa do Senhor em Jerusalém”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma, a cidade e o templo foram reconstruídos, com imensos sacrifícios, mas sem a suntuosidade anterior. Ademais, a reconstrução foi magnífico exemplo de perseverança e de fé. Por uma ironia histórica, porém, voltaria a ser conquistada, pilhada e arrasada. E não apenas uma vez e nem duas, mas muitas. A cada destruição, correspondia nova reconstrução. Mas... esta é uma história que merece maior atenção e que fica, portanto, para outra vez.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993300;"&gt;Boa leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Editor.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993300;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#993300;"&gt;&lt;strong&gt;Acompanhe o Editor pelo twitter: @bondaczuk &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-2785559386322057489?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/2785559386322057489/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/rotina-de-destruicoes-e-reconstrucoes-j.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/2785559386322057489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/2785559386322057489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/rotina-de-destruicoes-e-reconstrucoes-j.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-ZXXs4Hixgqk/Ty1MBBCEZCI/AAAAAAAAo_Q/P9PI1XHxdVc/s72-c/titulo-editorial.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-352063771064658707</id><published>2012-02-04T05:13:00.000-08:00</published><updated>2012-02-04T05:16:14.228-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-MkfHSckpyOI/Ty0vk46viOI/AAAAAAAAo_E/bG87J38Yc2w/s1600/titulo-arquivo.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5705268613748852962" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-MkfHSckpyOI/Ty0vk46viOI/AAAAAAAAo_E/bG87J38Yc2w/s400/titulo-arquivo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-IXtYpB9h8Ow/Ty0vd9wRh1I/AAAAAAAAo-4/tLKRcMZB2YU/s1600/diario.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 346px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5705268494788036434" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-IXtYpB9h8Ow/Ty0vd9wRh1I/AAAAAAAAo-4/tLKRcMZB2YU/s400/diario.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Diário de um monarca colérico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;* Por Fernando Mariz Masagão&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;N&lt;/span&gt;ão existem males que vêm para bem&lt;br /&gt;nem pureza nas tuas ações...&lt;br /&gt;Ódio imprevisto,&lt;br /&gt;repentinamente me acerca&lt;br /&gt;e lembrar-me, faz, apenas dos teus pecados.&lt;br /&gt;Pedir perdão é barganhar inocência.&lt;br /&gt;Perdoar é expelir covardia.&lt;br /&gt;Se no semblante natural já não há alegria,&lt;br /&gt;ojeriza a orgia.&lt;br /&gt;E recorda-te do velho andarilho&lt;br /&gt;que nos assalta a consciência&lt;br /&gt;e vomita com clareza frases decoradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#006600;"&gt;*Fernando Mariz Masagão é músico, dramaturgo, poeta e colaborador de publicações online sobre arte, com crônicas e críticas musicais. Guitarrista e vocalista de bandas de rock'n'roll, tem formação clássica vigorosa, em cursos de regência sinfônica, apreciação musical e instrumentação.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-352063771064658707?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/352063771064658707/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/diario-de-um-monarca-colerico-por.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/352063771064658707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/352063771064658707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/diario-de-um-monarca-colerico-por.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-MkfHSckpyOI/Ty0vk46viOI/AAAAAAAAo_E/bG87J38Yc2w/s72-c/titulo-arquivo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-7768135391940793116</id><published>2012-02-04T05:09:00.000-08:00</published><updated>2012-02-04T05:12:51.764-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-2AhNPcKWHM8/Ty0uvprMd9I/AAAAAAAAo-s/PKFOV-hVyKo/s1600/titulo-classicos.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5705267699124041682" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-2AhNPcKWHM8/Ty0uvprMd9I/AAAAAAAAo-s/PKFOV-hVyKo/s400/titulo-classicos.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-HgpdKHGLD9g/Ty0ulvJdl_I/AAAAAAAAo-g/06bK6OlJpOI/s1600/ponte-preta.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 350px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5705267528794478578" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-HgpdKHGLD9g/Ty0ulvJdl_I/AAAAAAAAo-g/06bK6OlJpOI/s400/ponte-preta.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;color:#6600cc;"&gt;&lt;strong&gt;A casa demolida&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;em&gt;* Por Stanislaw Ponte Preta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;S&lt;/span&gt;ERIAM ao todo umas trinta fotografias. Já nem me lembrava mais delas, e talvez que ficassem para sempre ali, perdidas entre papéis inúteis que sabe lá Deus por que guardamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontrá-las foi, sem dúvida, pior e, se algum dia imaginasse que havia de passar pelo momento que passei, não teria batido fotografia nenhuma. Na hora, porém, achara uma boa idéia tirar os retratos, única maneira — pensei — de conservar na lembrança os cantos queridos daquela casa onde nasci e vivi os primeiros vinte e quatro felizes anos de minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se precisássemos de máquina fotográfica para guardar na memória as coisas que nos são caras!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi nas vésperas de sair, antes de retirarem os móveis, que me entregara à tarefa de fotografar tudo aquilo, tal como era até então. Gastei alguns filmes, que, mais tarde revelados, ficaram esquecidos, durante anos, na gaveta cheia de papéis, cartas, recibos e outras inutilidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta era a escada, que rangia no quinto degrau, e que era preciso pular para não acordar Mamãe. Precaução, aliás, de pouca valia, porque ela não dormia mesmo, enquanto o último dos filhos a chegar não pulasse o quinto degrau e não se recolhesse, convencido que chegava sem fazer barulho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia de fotografar este canto do jardim deveu-se — é claro — ao banco de madeira, cúmplice de tantos colóquios amorosos, geralmente inocentes, que eram inocentes as meninas daquele tempo. Ao fundo, quase encostado ao muro do vizinho, a acácia que floria todos os anos e que a moça pedante que estudava botânica um dia chamou de "linda árvore leguminosa ornamental". As flores, quando vinham, eram tantas, que não havia motivo de ciúmes, quando alguns galhos amarelos pendiam para o outro lado do muro. Mesmo assim, ao ler pela primeira vez o soneto de Raul de Leoni, lembrei-me da acácia e lamentei o fato de ela também ser ingrata e ir florir na vizinhança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto aqui era a sala de jantar. A mesa grande, antiga, ficava bem ao centro, rodeada por seis cadeiras, havendo ainda mais duas sobressalentes, ao lado de cada janela, para o caso de aparecerem visitas. Quando vinham os primos recorria-se à cozinha, suas cadeiras toscas, seus bancos... tantos eram os primos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas paredes, além dos pratos chineses — orgulho do velho — a indefectível "Ceia do Senhor", em reprodução pequena e discreta, e um quadro de autor desconhecido. Tão desconhecido que sua obra desde o dia da mudança está enrolada num lençol velho, guardada num armário, túmulo do pintor desconhecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além das três fotografias — da escada, do jardim e da sala de jantar — existem ainda uma de cada quarto, duas da cozinha, outra do escritório de Papai. O resto é tudo do quintal. São quinze ao todo e, embora pareçam muitas, não chegam a cumprir sua missão, que, afinal, era retratar os lugares gratos à recordação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quintal era grande, muito grande, e maior que ele os momentos vividos ali pelo menino que hoje olha estas fotos emocionado. Cada recanto lembrava um brinquedo, um episódio. Ah Poeta, perdoe o plágio, mas resistir quem há-de? Gemia em cada canto uma tristeza, chorava em cada canto uma saudade. Agora, se ainda morasse na casa, talvez que tudo estivesse modificado na aparência, não mais que na aparência, porque, na lembrança do menino, ficou o quintal daquele tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rasgo as fotografias. De que vale sofrer por um passado que demoliram com a casa? Pedra por pedra, tijolo por tijolo, telha por telha, tudo se desmanchou. A saudade é inquebrantável, mas as fotografias eu também posso desmanchar. Vou atirando os pedacinhos pela janela, como se lá na rua houvesse uma parada, mas onde apenas há o desfile da minha saudade. E os papeizinhos vão saindo a voejar pela janela deste apartamento de quinto andar, num prédio construído onde um dia foi a casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha, Manuel Bandeira: a casa demoliram, mas o menino ainda existe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;color:#6600cc;"&gt;&lt;strong&gt;Texto extraído do livro "A casa demolida", Editora do Autor — Rio de Janeiro, 1963, pág. 09.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#6600cc;"&gt;* Stanislaw Ponte Preta é o pseudônimo do jornalista, escritor, humorista e produtor Sérgio Porto&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-7768135391940793116?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/7768135391940793116/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/casa-demolida-por-stanislaw-ponte-preta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/7768135391940793116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/7768135391940793116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/casa-demolida-por-stanislaw-ponte-preta.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-2AhNPcKWHM8/Ty0uvprMd9I/AAAAAAAAo-s/PKFOV-hVyKo/s72-c/titulo-classicos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-8901837881908602501</id><published>2012-02-04T05:06:00.000-08:00</published><updated>2012-02-04T05:08:56.337-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-qDZk68KaRu4/Ty0t4oq1MZI/AAAAAAAAo-U/6-_prHOFDUU/s1600/titulo-portaaberta.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5705266753961275794" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-qDZk68KaRu4/Ty0t4oq1MZI/AAAAAAAAo-U/6-_prHOFDUU/s400/titulo-portaaberta.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-wgMwQIWrVQw/Ty0twuc4OZI/AAAAAAAAo-I/x8_8WsJX19s/s1600/lua-cheia.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 250px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5705266618074413458" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-wgMwQIWrVQw/Ty0twuc4OZI/AAAAAAAAo-I/x8_8WsJX19s/s400/lua-cheia.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;O meu amor de ouro e prata&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;em&gt;* Por Urda Alice Klueger&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O&lt;/span&gt; meu amor é um homem de prata com um coração de ouro. Ele é todo macio e aconchegante, mesmo sendo de prata, minério que a gente imagina frio e sem a textura da carícia. Bem lá no começo ele foi diferente: era um menino feito de rosas, também assim macio e aconchegante como é hoje, mas ainda sem a prata, embora já tivesse nascido com o coração de ouro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se fosse um ser humano comum, o meu amor também fez uma longa caminhada pela vida afora: foi um bebê no colo de uma mãe amorosa, gastou parte da infância a espiar os astros, foi menino de escola, foi calouro numa universidade, abriu-se ao sol como se abrem ao sol as flores dos algodoeiros, quando descobriu uma coisa maravilhosa chamada Amor, viveu, viajou, penou, aprendeu muitíssimas coisas – mas acho que por todo o tempo as pessoas não se deram conta do Ser Precioso que ele era, tão precioso que, ao contrário das outras pessoas, tinha batendo dentro do peito um coração feito do mais puro ouro, e que escondia nele ânsias e tremuras, como o coração de um passarinho! Será que é possível a gente juntar as duas coisas, as ânsias e as tremuras num coração de ouro, já que a gente costuma pensar em ouro como num metal frio e parado, sem capacidade de estremecer de ansiedade? Em se tratando do meu amor, dá para juntar, sim, pois seu coração de ouro é até volátil de tão macio, embora, mesmo volátil, jamais abandone ele aquele peito amplo e generoso onde é sua casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! O peito do meu amor! Como a muralha de uma fortaleza, ele se vira para o mundo, forte o suficiente para absorver todos os dardos que talvez lhe sejam enviados, e ao mesmo tempo é de uma ternura tão protetora e cheia de calor que não há como ele deixar alguém se perder no frio da neve da falta de solidariedade, tão amplo que é capaz de abarcar toda a Humanidade! Imagino que sobre lá, também, um cantinho, um ninhozinho onde eu possa me abrigar ao menos na hora das atribulações!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nessa combinação de ouro, maciez, calor e proteção, como é que veio a prata? É que o meu amor foi vivendo, foi vivendo, e um dia, enquanto olhava para ela, a Lua Cheia prestou atenção nele, e acolheu-o no seio dela como dileto filho que é. Já pensou ter um amor que é filho, também, da Lua Cheia? Pois foi ela quem viu o quanto ele era bonito, e meigo, verdadeiro Cavaleiro Andante a espalhar bálsamo no coração dos outros, e quis lhe dar o lenitivo da prata. Então, sobre seu tempo de rosas, ela usou de toda a doçura e da sua mais secreta tecelagem, e teceu nele aqueles fios de prata que fazem com que hoje ele resplandeça de beleza, raiado da mais macia prata, sendo que lá por dentro já tem o coração de ouro. Já pensou como é ter um amor assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se todo o mundo consegue ver toda a preciosidade desse meu amor! Às vezes as pessoas não gostam de ver os brilhos externos. Mas eu vejo, e gosto, e me banho na luz suave e brilhante que vem dele, e então a vida fica tão fascinante! Não é qualquer pessoa que tem um amor de Ouro e Prata, e que por baixo da prata é feito de rosas! Como poderia viver sem esse meu amor tão perfeito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há o que se fazer além de se amar um amor assim!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#990000;"&gt;• Escritora, historiadora e doutoranda em Geografia pela UFPR&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-8901837881908602501?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/8901837881908602501/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/o-meu-amor-de-ouro-e-prata-por-urda.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/8901837881908602501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/8901837881908602501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/o-meu-amor-de-ouro-e-prata-por-urda.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-qDZk68KaRu4/Ty0t4oq1MZI/AAAAAAAAo-U/6-_prHOFDUU/s72-c/titulo-portaaberta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-6021786996859130654</id><published>2012-02-04T05:03:00.000-08:00</published><updated>2012-02-04T05:05:18.878-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-gUJd6QYNyKM/Ty0tBJs6MOI/AAAAAAAAo98/jy34lf6vb6g/s1600/a-morte-de-bras%25C3%25A3o.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 272px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5705265800755687650" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-gUJd6QYNyKM/Ty0tBJs6MOI/AAAAAAAAo98/jy34lf6vb6g/s400/a-morte-de-bras%25C3%25A3o.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A morte de Brasão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;* Por Clóvis Campêlo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;U&lt;/span&gt;ma das coisas mais curiosas que me lembro no livro “Henfil na China”, escrito nos anos 70 pelo falecido cartunista do Pasquim, eram os chineses oriundos das áreas rurais criando galinhas nas cozinhas dos apartamentos construídos pelos governo para realocá-los.&lt;br /&gt;Não sou chinês e nem crio galinhas, mas gosto de criar passarinhos. O hábito, eu herdei do meu pai. Na nossa casa, no Pina, sempre havia muitas gaiolas para serem cuidadas por mim e por meu irmão, Carlinhos.&lt;br /&gt;Com o meu tio Luís Regueira, cansei de me embrenhar de madrugada pelas matas de Camaragibe para passarinhar. Saíamos de casa bem cedo, levando uma sacola com mantimento (pão, goiabada e queijo de coalho), para pegar o ônibus no Recife Antigo. Antes de voltarmos para casa, à tarde, ainda desfrutávamos de um bom banho nas águas limpas do Riacho do Flamengo, hoje completamente poluído e perigosíssimo, local de desova da bandidagem.&lt;br /&gt;Hoje, embora ainda existam resquícios da Mata Atlântica circundando o Recife, os passarinhos escassearam. Uns dizem que por conta dos pardais, pássaros alienígenas importados da Europa, nos anos 60, para combater o lacerdinha, um inseto que naquela época invadira o Recife e causava transtornos à população. Os lacerdinhas sumiram, é verdade, mas os pardais ficaram e espantaram os pássaros nativos (curiós, galos-de-campina, canários, patativas, papa-capins, caboclinhos, bigodes, guriatãs etc.).&lt;br /&gt;Em agosto do ano passado, recebo um papa-capim de presente, trazido por um amigo meu do seu sítio, em Abreu e Lima. Resolvo chamá-lo de Brasão, atacante que, na época, estava em destaque no Santa Cruz. E, apesar de morar em um apartamento de classe média, no bairro do Cordeiro, logo arranjei no terraço um lugar de destaque para ele. Começava ali uma grande relação de amizade. Nesses quinze meses de convivência, acostumei-me a acordar de manhã cedo com o canto de Brasão. Era como se fosse um bom dia amigo.&lt;br /&gt;Ontem, abruptamente, essa relação foi interrompida. Pelo celular, recebo a incrédula notícia: burlando a vigilância da família Campêlo, um gavião que andava rondando o terraço pegara Brasão desprevenido. Para o gavião, nada mais justo do que querer alimentar-se com a carne gorda e bem cuidada de Brasão. Para mim, que raciocino diferente e passionalmente, aumentou um pouco mais o meu vazio existencial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000066;"&gt;• Poeta, jornalista e radialista&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-6021786996859130654?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/6021786996859130654/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/morte-de-brasao-por-clovis-campelo-u-ma.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/6021786996859130654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/6021786996859130654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/morte-de-brasao-por-clovis-campelo-u-ma.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-gUJd6QYNyKM/Ty0tBJs6MOI/AAAAAAAAo98/jy34lf6vb6g/s72-c/a-morte-de-bras%25C3%25A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-7751112680188104593</id><published>2012-02-04T04:59:00.000-08:00</published><updated>2012-02-04T05:02:07.163-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-aXnBmvpzXnQ/Ty0sQ7899tI/AAAAAAAAo9w/cPpd3KcElns/s1600/kaputt.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 272px; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5705264972431226578" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-aXnBmvpzXnQ/Ty0sQ7899tI/AAAAAAAAo9w/cPpd3KcElns/s400/kaputt.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Kaputt&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;em&gt;* Por Rubem Costa&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;E&lt;/span&gt;m recente acontecimento cultural, a Academia Campineira de Letras, Ciências e Artes das Forças Armadas prestou homenagem a um dos raros remanescentes da tropa expedicionária brasileira que em 1945 combateu na Itália contra o nazifascismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comparecendo para receber a outorga, o homenageado — já agora major reformado do exército nacional — não escondeu a sua originária condição de homem simples que partiu para a luta armada na modesta condição de padioleiro, função melancólica que é — e sempre será — a de erguer cadáveres e carregar feridos que tantas vezes nem sabem por que foram parar no campo de batalha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alquebrado pelos anos, maltratado pela vida, aquele homem simples estava ali para ser premiado com o galardão de herói. Foi assim que Arita, presidente da entidade, emocionada o apresentou à assembleia. E o fez dando conotação de certeza ao gesto quando trouxe à memória o quadro dantesco da tomada de Montese, instante cruciante de sangue e horror em que o padioleiro, no seu destino de recolher destroços, também caiu ferido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na fala da presidente entrevi a dialética trágica da guerra, confronto de interesses materiais fantasiados de sonhos, vereda de rebanhos enviados ao matadouro na marcha inexorável dos milênios. Olhei o velho soldado e pressenti nas rugas de seu rosto as tatuagens do desencanto, cicatrizes de um momento trágico da humanidade que calou no ser o sentido da bondade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contemporâneo também eu das angústias de uma terra em transe, quando cada minuto era uma ameaça e o medo tomou conta do homem, talvez tenha sido dos poucos a apreender a importância da outorga ao homem simples. Compreendi o conflito místico que se instalava ali no tumultuar de sentimentos diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que, naquela hora solene de discursos, enquanto a plateia composta de gerações recentes se deleitava em ouvir apenas uma história de guerra, ele, com certeza, padioleiro que carregou feridos e ergueu cadáveres, revia a vida, a própria existência se estiolando sob o silvo das batalhas. E eu — que na banca do jornal acompanhei toda a tragédia de uma era desolada — o compreendi, padioleiro sofrido, na grandeza de seu sonho e na tristeza de suas lembranças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Por inafastável associação de ideias, assomou-me à memória o travo amargo que no pós-guerra assolou o mundo, quando a Europa era então um continente de geografia devastada e esperança destruída.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante da tragédia, na Itália irrompe nos escritores que se formaram nos anos desolados do fascismo um terrível sentimento de revolta contra o sacrifício daqueles valores particularmente caros a um povo de índole lírica, para quem conflito trouxe um cortejo doloroso de decepções e desapontamentos, matando no homem comum a alegria espontânea e vivaz, para deixar, na vala aberta da descrença o sabor azedo do ceticismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um retrato da decomposição, cujo cheiro acídulo se esparge ainda no mundo contemporâneo, que encontramos em páginas de angústia como as de Ignazio Silone, escritor marcado pela dor de seu povo, que no romance gris — A Semente sob a Neve — acentua os traços caricaturais de um regime desregrado onde se assinalam os momentos mais grotescos da história moderna. Desaponto de um povo na hora da derrota, situando em termos regionais o universal, decepção de uma gente que só transcendeu vigorosa a derrota porque acima de tudo é simplesmente humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já em Curzio Malaparte prevalece fundamentalmente o sentido cósmico da guerra, a visão global de um mundo que se engolfou na ira, no rancor e no ódio, na negação essencial da pessoa humana. Uma era apocalíptica que conheceu de perto o caos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jornalista que, envergando a farda de oficial italiano, cobriu os combates das forças do “eixo”, misturando-se a soldados, prisioneiros e guerrilheiros em cidades e aldeias arrasadas, Malaparte polarizou em Kaputt (termo que em alemão significa quebrado, destruído, arrasado) a imagem panorâmica de uma Europa vencida e humilhada, debochadamente nua, entregue à angústia e ao desespero diante da derrocada de suas tradições milenares de cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continente que conheceu a devastação nazista, os guetos, os pogroms, os campos de concentração, as câmaras de gás e a vergonha do homem espoliado de sua dignidade. Fotografia sem retoque de um tétrico momento da história, tomada em grande angular, quando pareciam irremediavelmente perdidas todas as possibilidades de redenção do ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caos que o livro retrata, apenas uma breve chama fica brilhando no fundo da noite pesada: a esperança dos humildes. Estes acreditam — e acreditarão sempre — que a mão de Deus não se esconde eternamente, ou como diz o autor, esperam que o salmão termine um dia por vencer Siegfried, dono da espada, senhor do mundo e da guerra. Essa é uma das muitas histórias extraordinariamente humanas que aparecem no livro, escrito há sessenta anos, retratando a luta desigual da força e da violência contra os fracos e desprotegidos. Kaputt, como o define o próprio Malaparte, é um livro horrivelmente alegre e cruel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma definição estranha, mas dolorosamente exata do burlesco, drama de um mundo arruinado em que as palavras de caridade soam falsas, afogando o afeto nas águas lamacentas da descrença. O ridículo de um universo que não aprendeu com a história, um mundo que depois de Hiroshima e Nagasaki, se engolfa ainda em ingrata polêmica para saber quem tem o direito de sustentar a mensagem da destruição (kaputt) nas usinas nucleares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Romance de um momento trágico em que herói (e vítima) será sempre o homem anônimo das ruas, padioleiro que recolhe dos escombros da amarga estrada os despojos da incompreensão e do ódio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;• Rubem Costa é escritor e membro da Academia Campinense de Letras. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-7751112680188104593?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/7751112680188104593/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/kaputt-por-rubem-costa-e-m-recente.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/7751112680188104593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/7751112680188104593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/kaputt-por-rubem-costa-e-m-recente.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-aXnBmvpzXnQ/Ty0sQ7899tI/AAAAAAAAo9w/cPpd3KcElns/s72-c/kaputt.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-3833816377415618848</id><published>2012-02-03T07:05:00.001-08:00</published><updated>2012-02-03T07:07:04.746-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-yms-xJU1bwE/Tyv4EC6fhBI/AAAAAAAAo8Q/4FrHkCJ7Feg/s1600/titulo-indice.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5704926101380236306" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-yms-xJU1bwE/Tyv4EC6fhBI/AAAAAAAAo8Q/4FrHkCJ7Feg/s400/titulo-indice.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-elHx2I_PcBw/Tyv3-GC0LsI/AAAAAAAAo8E/7gxOs2_rauI/s1600/titulo-indice1.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 230px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5704925999141236418" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-elHx2I_PcBw/Tyv3-GC0LsI/AAAAAAAAo8E/7gxOs2_rauI/s400/titulo-indice1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Leia nesta edição:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Editorial – Arrojado monumento de fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Contrastes e confrontos – Urariano Mota, crônica “A paixão no tempo do Big Brother”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Do real ao surreal – Eduardo Oliveira Freire, microconto “Pílulas literárias 111”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Porta Aberta – Jair Lopes, crônica, “Sandices médicas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Porta Aberta – Flora Figueiredo, poema,“Celso”..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Porta Aberta – Alberto Cohen, poema “Alma”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#3333ff;"&gt;Obs.: Se você for amante de Literatura, gostar de escrever, estiver à procura de um espaço para mostrar seus textos e quiser participar deste espaço, encaminhe-nos suas produções (crônicas, poemas, contos, ensaios etc.). O endereço do editor do Literário é: pedrojbk@gmail.com. Twitter: @bondaczuk. As portas sempre estarão abertas para a sua participação.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-3833816377415618848?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/3833816377415618848/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/leia-nesta-edicao-editorial-arrojado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/3833816377415618848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/3833816377415618848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/leia-nesta-edicao-editorial-arrojado.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-yms-xJU1bwE/Tyv4EC6fhBI/AAAAAAAAo8Q/4FrHkCJ7Feg/s72-c/titulo-indice.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-352142177906201475</id><published>2012-02-03T07:02:00.000-08:00</published><updated>2012-02-03T07:04:34.289-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-E5LTcUJnOow/Tyv3cW2nGTI/AAAAAAAAo74/1BIbXkEzM60/s1600/titulo-editorial.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5704925419537897778" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-E5LTcUJnOow/Tyv3cW2nGTI/AAAAAAAAo74/1BIbXkEzM60/s400/titulo-editorial.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Arrojado monumento de fé&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A&lt;/span&gt;pós a conquista de Jerusalém, que estava, anteriormente, em poder dos jebuseus, em memorável campanha militar, comandada pelo rei Davi, faltava à cidade algo mais profundo e precioso, além do orgulho nacional, que a fizesse amada pela população e que se tornasse uma espécie de símbolo da nacionalidade. Era preciso ligá-la, de alguma forma, às tradições religiosas do povo hebreu. Afinal, seus antigos “proprietários” tinham seus próprios lugares santos, seus templos e monumentos, com o que os conquistadores não contavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Davi intuía que, para que a cidade crescesse e prosperasse, era indispensável unir, ao orgulho nacional da conquista, algo de mais profundo e transcendental para os israelitas. Sentiu que precisava vincular a povoação, de alguma forma, às mais arraigadas tradições nacionais. Algo, por exemplo, que tivesse vínculo emocional com o que era considerado o momento mais representativo e épico da nacionalidade, ou seja, a peregrinação hebréia, de 40 anos, pelo Deserto do Sinai, provação que lhe incutiu seu profundo sentido de nacionalidade, que sobrevive ainda nos dias de hoje, transcorridos quase quatro milênios. Mas... como fazer isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Davi, além de magnífico comandante militar, tinha aguçado senso político, algo raro para aqueles tempos. Pensou, pensou e pensou, até tomar uma decisão. Raciocinou: “Qual o símbolo mais sagrado, mais valioso e de maior apelo que Israel tinha? Ora, sem dúvida, era a ‘Arca da Aliança’”. Ela guardava em seu interior o que os israelitas consideravam a maior preciosidade da humanidade, as tábuas dos Dez Mandamentos que, conforme acreditavam, foram escritas pelo próprio Jeová e entregues ao seu líder máximo, ao libertador do povo, Moisés. Foi o que o rei fez. Ordenou que essa inestimável preciosidade dos israelitas fosse, de imediato, trasladada para a nova capital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os planos de Davi, porém, eram bem mais ambiciosos. Não queria abrigar a Arca da Aliança em uma simples tenda, como vinha sendo até então. Projetava erigir um templo condizente com o valor da relíquia para esse fim. E queria que este fosse suntuoso, imenso e monumental. Prático como era, sobretudo homem de ação, o rei não se limitou a fazer planos. Depois de escolher cuidadosamente o local em que o templo deveria ser erigido, o Monte Moriá, começou, incontinenti, a providenciar material para a ousadíssima obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enormes blocos de pedra foram trazidos de imensas distâncias para Jerusalém, numa operação por si só bastante ousada, que demandava toda uma logística e impecável estratégia. Recorde-se a carência de transportes na época. Além disso, grande quantidade de cedros do Líbano (madeira das mais refinadas e requisitadas) e marfim procedente das mais remotas localidades da África foram adquiridos e transportados para a cidade e devidamente estocados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a construção do Templo faltavam, além de um projeto arquitetônico definido e consolidado, sem o que obra alguma prospera e se concretiza, os artesãos encarregados do trabalho. Tudo fora planejado para que a monumental edificação fosse erigida com rapidez. O ousado projeto, porém, não foi concretizado pelo seu mentor. A conselho do profeta Natan, Davi deixou a tarefa para seu sucessor, seu filho Salomão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A obra desse rei, que marcou passagem na história pela fama de imensa sabedoria, foi extraordinária em todos os sentidos. Pode-se dizer que seu reinado foi o apogeu do povo de Israel. Dotado de notável senso político e administrativo, transformou seu pequenino reino em potência de porte médio da época. Mesmo tendo por vizinhos poderosíssimos impérios, como Egito, Babilônia e Assíria, Salomão teve tirocínio para manter a independência de seu país graças, notadamente, a espantosa habilidade diplomática de que era dotado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia, o isolamento de Israel foi o principal e grande responsável pelo longo período de paz que caracterizou o reinado desse sábio rei, amante das artes e das letras (era exímio poeta). O reino progrediu em todos os sentidos, quer no econômico, quer no cultural, governado com serenidade e com justiça por um monarca culto e refinado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O templo erigido por Salomão excedeu, em muito, o projeto original, que já era bastante arrojado, de seu pai. Para assegurar o requinte da obra, foram contratados os mais hábeis e reputados artesãos em pedra e madeira da época. Salomão não poupou despesas, nem na mão de obra e nem nos materiais empregados. Adornou o santuário com riquíssimos entalhes em pedra e em madeira, além de valiosíssimas obras de arte. E esbanjou ouro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A inauguração de uma obra tão majestosa e suntuosa não poderia ser comum, trivial ou pífia. Tinha que ser memorável, ter majestosidade compatível com sua grandeza. E teve. Ocorreu em 953 AC, com esplêndidos festejos, quer religiosos, quer profanos, que culminaram com a chamada “Festa dos Tabernáculos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pena que esse monumento de passado tão remoto, esse arrojado monumento de fé, não teria a perpetuidade, por exemplo, das pirâmides, do Colosso de Rodes ou da Acrópole, como foi projetada quer pelo seu mentor, Davi, quer por seu construtor, Salomão. Viria a ser destruído, sem que restasse “pedra sobre pedra”, assim como a cidade que o abrigou (e esta por várias vezes, após pacientes reconstruções). Mas... essa já é outra história, que fica para outra vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Editor.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;Acompanhe o Editor pelo twitter: @bondaczuk&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-352142177906201475?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/352142177906201475/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/arrojado-monumento-de-fe-pos-conquista.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/352142177906201475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/352142177906201475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/arrojado-monumento-de-fe-pos-conquista.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-E5LTcUJnOow/Tyv3cW2nGTI/AAAAAAAAo74/1BIbXkEzM60/s72-c/titulo-editorial.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-6034652330551035231</id><published>2012-02-03T04:39:00.000-08:00</published><updated>2012-02-03T04:45:26.177-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-n0YAivJ2L_U/TyvW1EX3l5I/AAAAAAAAo7s/wFSIrdJqne4/s1600/titulo-urarianomota.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5704889560190130066" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-n0YAivJ2L_U/TyvW1EX3l5I/AAAAAAAAo7s/wFSIrdJqne4/s400/titulo-urarianomota.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Ngw7ySXoOcc/TyvWsR-p1KI/AAAAAAAAo7g/DIc_ZL8cEsw/s1600/paixao.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 277px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5704889409223644322" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-Ngw7ySXoOcc/TyvWsR-p1KI/AAAAAAAAo7g/DIc_ZL8cEsw/s400/paixao.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A paixão no tempo do Big Brother&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;* Por Urariano Mota&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;E&lt;/span&gt;u tenho visto, e as pessoas que me cercam também, aqui e ali jovens que se agarram, e se apertam, e se sufocam aos beijos em público. Agem assim nas filas dos supermercados, nos transportes coletivos, nas feiras livres, nos teatros, em todos os lugares abertos à visitação da gente. Até parece haver uma onda, um vagalhão de ternura que arrasta e assalta os corpos de nossos jovens. É como se o amor estivesse no ar. É como se uma ardente atração fizesse com que se friccionassem amorosa, irresistível e interminavelmente. Como se amam! dizemos de início. Que paixão irreprimível! dizemos mais adiante. Que despudor! dizemo-nos enfim, em silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A evidência manda dizer que somente observa jovens quem não mais é um deles. Mas consideremos que o não ter mais 20 anos de idade nos deixa mais à vontade, permite à gente refletir melhor sobre os que estão no fogo. Então nos perguntamos: que mal há na exibição da necessidade de uma pessoa que exige, urgente, outra? O escândalo que sentimos diante de tais exibições não é já manifestação de conservadorismo? Não é já, como nos diria um jovem, a expressão de uma inveja, porque já não mais sentimos o fogo doce e vital da paixão? Então nós, que não temos mais 20 anos, mas nem por isso alcançamos o tempo da invenção da lâmpada elétrica, respondemos. Mas aos poucos, como convém a nossas pausas de respiração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achamos que assim como na organização da vida social, há fronteiras entre o público e o privado. Isso se estende ao reino das paixões, cremos. Existem as públicas, necessária e indissoluvelmente públicas, como a expressão do pensamento em palavras, em símbolos, em imagens, em música. Um poema, um romance, um relato, ainda que expressem a maior intimidade, aquela mesma que em palavras não saberíamos expressar no cotidiano, esse poema, essa criação, ainda que atinja o âmago do nosso ser, é por necessidade e realização um expressar para o mundo. Que infelicidade seria, para todos nós, a poesia de Mario Benedetti cercada para sempre entre quatro paredes. Que tristeza vil nos alcançaria se não soubéssemos do verbo de João Cabral. Paixões assim trazem o destino de se tornar públicas. E elas só se realizam na medida mesmo em que as conheçam toda a gente. A criação, quando guardada, fechada por injustificáveis escrúpulos ou descaso, ainda não atingiu a sua força. É botão sem florescer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é diferente, acreditamos, das paixões dos indivíduos que se realizam neles mesmos. Que importa ao distinto público a maneira como amamos a amada na intimidade da nossa cama? Que importa à vida de toda a gente a expulsão de humores, vale dizer, o orgasmo do nosso sexo? Se não fazemos disso a expressão de algo menos físico, se não fundamos nesse ato, perdoem o termo, uma ontologia, que importância tem para o mundo? Um cínico nos diria, com evidente inversão do sentido da pergunta, que muito importa o mostrar o que é bom: “O que é bom é para ser mostrado”. E que o beijar, o abraçar, o devorar, são atos naturais, e, portanto, ao serem mostrados, é bom. Ao que responderíamos: existem outros atos naturais, intestinos, mas que nem por isso devem ou podem em público ser mostrados. É certo que ao respondermos assim, descemos ao rés do chão. Embora a isto nos leve o nível da objeção, diria melhor, da abjeção dos cínicos, tentemos subir um pouco acima do piso. Queremos dizer:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor tem um significado que é a própria expressão do humano. Ele se ferramenta, digamos assim, ele transforma em ferramentas a seu serviço tudo o que de bom e de mau ao longo de uma vida, inteligência e sensibilidade somos. O tocar das mãos, dos dedos das mãos, o viajar juntinhos, em silêncio, conversando sem palavras, não é já uma eloquência do sentimento? “Nós nos queremos”, insinuam-se os casais com um ser além até da consciência. Se o amor é tão íntimo, para quê demonstrá-lo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas alto! Alto lá! Não podemos, em tempos tão raivosamente ferozes, ser tão ternos. É tempo de fogo, de chumbo e de sangue, de catchup, de fast food, de correr e viver veloz, tudo pode sumir num instante, e não podemos esperar de casais jovens o conhecimento de anos. Em obediência, estacamos. Então fazemos a volta, até o ponto mais preciso da paixão. Cheguemos àquele sentimento avassalador que não respeita modos, regras e conveniências. E à sua mostra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Haveria em tais demonstrações de afeto uma genuína paixão? Sim, concedamos, se não por método, pelo menos em respeito ao princípio de que sem prova não cabe imputar crime a ninguém. Sim, concedamos: a julgar pelas exteriorizações, os jovens estão cada vez mais apaixonados. Que bom! Mas ... permitam-nos a reflexão, esse mal da idade. Essa genuína paixão não estaria vestida do exibicionismo do Big Brother? Vestida, queremos dizer, em roupa que se apresenta ao público, e de tal maneira que, ao ser retirada, desvela um rei nu sem nenhuma majestade. Sim, essa vestimenta, hipotética, é de ouro, e reluz, pelo que se proclama à vista de todos nós. É um Big Brother da paixão, essa roupa. Uma exibição onde os portadores mais simplórios viram celebridades. Sob que atos? Ora, pela exibição do que fazem na cama, no edredom, para toda a gente. É o próprio espetáculo do afeto. Eles não se dizem, nem têm necessidade de dizer, eu te amo. Os lençóis lhes falam, por eles. Se não há uma cama nos supermercados, o que se há de fazer? Se as palavras lhes faltam, então as realizam com a mais brava, ia dizer bravata, das eloquências: agem, com o furor das sugadas no cangote, do amassar dos seios, diante dos olhos de todo nós, numa televisão ao vivo. Nós, que viramos os grandes irmãos, os voyeurs basbaques. “Então isto é a paixão, e eu não o sabia”, dizemo-nos, como um novo Monsieur Jourdain, de Molière.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Refeitos da descoberta, acordamos. Então um demônio nos sopra aos ouvidos que há uma vulgarização do afeto. E vulgar, acrescenta o demo, não somente no sentido de divulgar, de tornar público, ou no significado de que o sentimento da paixão é comum a todos os homens. Mas no sentido mais corriqueiro, vulgar, de algo que desceu de uma instância mais digna, que se acanalhou, sorri o demo. Se o amor, se a nossa paixão é uma pepita guardada, rara, única, para quê exibi-la como um novo-rico, como um bárbaro? Mas aí, a acreditar nessa pergunta-afirmação, entraríamos no terreno que nega ao sentimento que se exibe o status de uma genuína paixão. Façamos então uma última pausa, para concluir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginemos esses casais, se prosperarem até uma união mais duradoura, imaginemos esses jovens quando as dificuldades da vida baterem à sua porta. Queremos dizer, imaginemo-los naquele provável tempo em que o dinheiro para a diversão lhes faltar. Mais grave, imaginemo-los naquele tempo em que a doença lhes bater no domicílio, sem aviso e sem agenda. Pior do que tudo, imaginemo-los naquele tempo em que o fogo da paixão tiver queimado o vigor das melhores forças. Como reagirão? Se o amor se foi, se a paixão queimou até as cinzas, o que é o mesmo que dizer: se os corpinhos sarados perderam a forma, se os apertos, por morte do exterior estímulo, não mais se dão, se um beijo, num supremo esforço, não mais substitui a palavra e o sentimento amor....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Corta”, diz-nos o diabo. Sabemos por quê ele pula e nos interrompe. Esse final não está no Big Brother.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993300;"&gt;* Escritor, jornalista, colaborador do Observatório da Imprensa, membro da redação de La Insignia, na Espanha. Publicou o romance “Os Corações Futuristas”, cuja paisagem é a ditadura Médici. Tem inédito “O Caso Dom Vital”, uma sátira ao ensino em colégios brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-6034652330551035231?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/6034652330551035231/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/paixao-no-tempo-do-big-brother-por.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/6034652330551035231'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/6034652330551035231'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/paixao-no-tempo-do-big-brother-por.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-n0YAivJ2L_U/TyvW1EX3l5I/AAAAAAAAo7s/wFSIrdJqne4/s72-c/titulo-urarianomota.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-1619025959430773704</id><published>2012-02-03T04:33:00.000-08:00</published><updated>2012-02-03T04:38:31.795-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-xOeBX9Cn_4w/TyvU_II6pwI/AAAAAAAAo7U/AlKVLVMKrSM/s1600/titulo-eduardooliveirafreire.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5704887533976594178" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-xOeBX9Cn_4w/TyvU_II6pwI/AAAAAAAAo7U/AlKVLVMKrSM/s400/titulo-eduardooliveirafreire.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-fxWxAK3sra4/TyvU5-zQI0I/AAAAAAAAo7I/9E3hJiQxcB8/s1600/pilulas1.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 300px; HEIGHT: 225px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5704887445570462530" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-fxWxAK3sra4/TyvU5-zQI0I/AAAAAAAAo7I/9E3hJiQxcB8/s400/pilulas1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Pílulas literárias 111&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;* Por Eduardo Oliveira Freire&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;FAMILIAR&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;V&lt;/span&gt;isitando um site de compartilhamento de vídeos, vejo uma pessoa igual a mim. Recita poemas ao lado de uma esfinge. Nunca fui a este lugar, mas sinto uma familiaridade com a cena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;@@@&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;MSN: @ EU TE AM...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;A mensagem interrompida a deixa apreensiva. Momentos depois com os noticiários, descobre-se desconectada do amado nesta vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;@@@&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;MISTÉRIO&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;- É tão misteriosa;&lt;br /&gt;- Deve ser porque não procuro respostas, vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;@@@&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;MAR DE LETRAS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Veja, encontramos o mar de letras.&lt;br /&gt;- Cuidado, nas profundezas existem as palavras-tubarões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;* Eduardo Oliveira Freire é formado em Ciências Sociais pela Universidade Federal Fluminense, com Pós Graduação em Jornalismo Cultural na Estácio de Sá e é aspirante a escritor&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-1619025959430773704?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/1619025959430773704/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/pilulas-literarias-111-por-eduardo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/1619025959430773704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/1619025959430773704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/pilulas-literarias-111-por-eduardo.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-xOeBX9Cn_4w/TyvU_II6pwI/AAAAAAAAo7U/AlKVLVMKrSM/s72-c/titulo-eduardooliveirafreire.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-1475652018568781520</id><published>2012-02-03T04:24:00.000-08:00</published><updated>2012-02-03T04:30:05.976-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-gVhfHgTsZd0/TyvTP0gezvI/AAAAAAAAo68/cHNqlJNzGnE/s1600/titulo-portaaberta.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5704885621741244146" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-gVhfHgTsZd0/TyvTP0gezvI/AAAAAAAAo68/cHNqlJNzGnE/s400/titulo-portaaberta.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Z2PU30Rgusk/TyvTFLzF41I/AAAAAAAAo6w/ahbUcH7kKtA/s1600/estetoscopio.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5704885439014757202" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-Z2PU30Rgusk/TyvTFLzF41I/AAAAAAAAo6w/ahbUcH7kKtA/s400/estetoscopio.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Sandices médicas&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;* Por Jair Lopes&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para falarmos leigamente sobre medicina convém lembrar que Hipócrates, asclepíade (equivalente a curandeiro ou médico de nossa época) grego que por suas obras escritas (cerca de setenta) e por seu trabalho, é considerado o Pai da Medicina. Aliás, caso único, a mãe da medicina é desconhecida. Bem, para citar esse asclepíade famoso, não podemos deixar de lembrar o seu inescapável juramento que faz parte das formaturas de todos os médicos do Planeta na atualidade: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;em&gt;“Eu juro, por Apolo, médico, por Asclépio, Higia e Panacea e por todos os deuses e deusas, a quem conclamo como minhas testemunhas, juro cumprir, segundo meu poder e minha razão, a promessa que se segue: estimar, tanto quanto aos meus pais, aquele que me ensinou esta arte; fazer vida comum e, se necessário for, com ele partilhar meus bens; ter seus filhos por meus próprios irmãos; ensinar-lhes esta arte, se eles tiverem necessidade de aprendê-la, sem remuneração e nem compromisso escrito; fazer participar dos preceitos, das lições e de todo o resto do ensino, meus filhos, os de meu mestre e os discípulos inscritos segundo os regulamentos da profissão, porém, só a estes. Aplicarei os regimes para o bem do doente segundo o meu poder e entendimento, nunca para causar dano ou mal a alguém. A ninguém darei por comprazer, nem remédio mortal nem um conselho que induza a perda. Do mesmo modo não darei a nenhuma mulher uma substância abortiva. Conservarei imaculada minha vida e minha arte. Não praticarei a talha, mesmo sobre um calculoso confirmado; deixarei essa operação aos práticos que disso cuidam. Em toda a casa, aí entrarei para o bem dos doentes, mantendo-me longe de todo o dano voluntário e de toda a sedução sobretudo longe dos prazeres do amor, com as mulheres ou com os homens livres ou escravizados. Àquilo que no exercício ou fora do exercício da profissão e no convívio da sociedade, eu tiver visto ou ouvido, que não seja preciso divulgar, eu conservarei inteiramente secreto.Se eu cumprir este juramento com fidelidade, que me seja dado gozar felizmente da vida e da minha profissão, honrado para sempre entre os homens; se eu dele me afastar ou infringir, o contrário aconteça”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Sinceramente? Como leigo, vivendo antenado em pleno século vinte e um, relativamente ilustrado no conhecimento das coisas e medianamente informado, gostaria de propor uma redução e algumas modificações nesse juramento que alguns até chamam jocosamente de “Hipócrita”. Minha sugestão visa torná-lo mais compreensível, realista e mais curto. Primeiro vamos esquecer Apolo, Higia, Asclépio e Panacea, afinal nem os médicos sabem quem são esses personagens de literatura grega! Só se algum médico antes de estudar medicina estudou a fundo a mitologia grega, mas daí ele é a exceção que confirma regra.&lt;br /&gt;Outra coisa, vamos jogar no lixo as partes que ninguém cumpre mesmo por serem apenas “enchimento de lingüiça” como: &lt;em&gt;“ensinar-lhes esta arte, se eles tiverem necessidade de aprendê-la, sem remuneração”.&lt;/em&gt; Peraí mermão, sem remuneração? O que é isso? Ninguém, principalmente os médicos, faz qualquer coisa de graça, então fora com essa mentira!&lt;br /&gt;Também: &lt;em&gt;“Eu juro... estimar, tanto quanto aos meus pais, aquele que me ensinou esta arte”.&lt;/em&gt; Desde quando todos os filhos estimam seus pais? Como esse amor compulsório não acontece sempre, este trecho está prejudicado, não pode permanecer no texto. Fora com ele!&lt;br /&gt;Outro trecho: &lt;em&gt;“Do mesmo modo não darei a nenhuma mulher uma substância abortiva”.&lt;/em&gt; Fora com isso! Vivemos num tempo que o aborto é permitido ou tolerado na maioria dos países, então para que continuar com essa restrição? O mundo mudou desde a Grécia antiga, sim para o aborto, mesmo porque a maioria dos médicos o aprova.&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Não praticarei a talha, mesmo sobre um calculoso confirmado";&lt;/em&gt; Esta é fácil, aqui está explicitando que médicos não podem praticar cirurgia. Como? Vamos eliminar os cirurgiões? Não! Vamos eliminar esse trecho, isto sim!&lt;br /&gt;Aqui está outra parte que, por impraticável, deve ser eliminada: &lt;em&gt;“Em toda a casa, aí entrarei para o bem dos doentes, mantendo-me longe de todo o dano voluntário e de toda a sedução sobretudo longe dos prazeres do amor, com as mulheres ou com os homens livres ou escravizados”. &lt;/em&gt;Se médicos não puderem transar com suas mulheres, não se reproduzirão e daí a classe tende a desaparecer. Se médicos gays estiverem proibidos de transar com outros do mesmo sexo poderão perder o gosto pela profissão e daí também teremos uma redução nos quadros da medicina. Fora essa parte!&lt;br /&gt;Então é isso, um juramento antigo, inaplicável porque contém várias aberrações, confuso, antiquado e tão longo que ninguém consegue lembrá-lo, e totalmente ultrapassado por causa dos avanços, nem digo da medicina, avanços da sociedade na qual vivemos mesmo, deve ser compulsoriamente substituído por algo mais “leve”, funcional e palatável.&lt;br /&gt;Assim, depois de muito matutar e observar, consegui conceber um juramento que deverá satisfazer médicos e pacientes sem ferir a ética e sem cometer bizarrices como aquelas observadas no hipocrático juramento já criticado. O juramento clean que sugiro é este: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;em&gt;“Juro que no exercício da minha profissão farei esforço, dentro daquilo que aprendi, para curar pessoas doentes. Meus honorários serão honestos e se o paciente for de todo destituído, procurarei atendê-lo assim mesmo. Na minha vida particular me conduzirei com higidez para servir de exemplo, e não praticarei arrogância em nenhum momento. A humildade será o mote de minha conduta”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Vejamos, este é um juramento ajustado, simples e fácil de ser lembrado e cumprido, por que não adotá-lo? Será a pompa e o pedantismo daquela descumprida e hipocrática afirmação de deveres e intenções são tão atrativos que eles vão continuar a desfiá-lo nas formaturas e esquecê-lo cinco minutos depois, e para toda vida?&lt;br /&gt;Queridos médicos meus amigos e conhecidos, adotem ainda que apenas Ab imo pectore meu juramento porque sei que da boca para fora os senhores ainda se verão obrigados a hipocraticar aquela lenga-lenga démodé e mentirosa. Adotem do fundo do coração esse juramento e serão mais felizes, seremos mais felizes, a humanidade será mais feliz. A bola está com os senhores! Abraços,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;• Escritor&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-1475652018568781520?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/1475652018568781520/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/sandices-medicas-por-jair-lopes-para.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/1475652018568781520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/1475652018568781520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/sandices-medicas-por-jair-lopes-para.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-gVhfHgTsZd0/TyvTP0gezvI/AAAAAAAAo68/cHNqlJNzGnE/s72-c/titulo-portaaberta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-5525081971097997304</id><published>2012-02-03T04:21:00.000-08:00</published><updated>2012-02-03T04:23:55.605-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-x-y-Tv4iBoA/TyvRz2FMYJI/AAAAAAAAo6k/NhSZQDpZj30/s1600/menino.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 309px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5704884041615696018" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-x-y-Tv4iBoA/TyvRz2FMYJI/AAAAAAAAo6k/NhSZQDpZj30/s400/menino.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Celso&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;* Por Flora Figueiredo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-&lt;span style="font-size:180%;"&gt;P&lt;/span&gt;or que ficas menino&lt;br /&gt;assim tão aflito,&lt;br /&gt;de rosto contrito,&lt;br /&gt;de joelho esfolado?&lt;br /&gt;Por que te inquietas&lt;br /&gt;se acuo no canto,&lt;br /&gt;por medo ou espanto&lt;br /&gt;dos sustos da vida?&lt;br /&gt;Por que essa ferida&lt;br /&gt;no fundo do peito&lt;br /&gt;que me é de direito&lt;br /&gt;e não deve ser tua?&lt;br /&gt;Por que essa alegria&lt;br /&gt;quando ando sorrindo&lt;br /&gt;e a fase da lua&lt;br /&gt;me vem aplaudindo&lt;br /&gt;e semeando vitórias?&lt;br /&gt;Por que nas estórias&lt;br /&gt;de bruxa e dragão te vejo na frente,&lt;br /&gt;bandeira hasteada&lt;br /&gt;e adaga na mão?&lt;br /&gt;-É simples, menina:&lt;br /&gt;eu te quero contente.&lt;br /&gt;Sou teu irmão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#990000;"&gt;• Poetisa, cronista, compositora e tradutora, autora de “O trem que traz a noite”, “Chão de vento”, “Calçada de verão”, “Limão Rosa”, “Amor a céu aberto” e “Florescência”; rima, ritmo e bom-humor são características da sua poesia. Deixa evidente sua intimidade com o mundo, abraçando o cotidiano com vitalidade e graça - às vezes romântica, às vezes irreverente e turbulenta. Sempre dentro de uma linguagem concisa e simples, plena de sutileza verbal, seus poemas são como um mergulho profundo nas águas da vida.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-5525081971097997304?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/5525081971097997304/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/celso-por-flora-figueiredo-p-or-que.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/5525081971097997304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/5525081971097997304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/celso-por-flora-figueiredo-p-or-que.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-x-y-Tv4iBoA/TyvRz2FMYJI/AAAAAAAAo6k/NhSZQDpZj30/s72-c/menino.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-3246611754905407927</id><published>2012-02-03T04:16:00.000-08:00</published><updated>2012-02-03T04:17:49.454-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-ZrP_x7-ZXzA/TyvQYV74OjI/AAAAAAAAo6Y/_d2IEAVH_Ow/s1600/alma.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 398px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5704882469618596402" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-ZrP_x7-ZXzA/TyvQYV74OjI/AAAAAAAAo6Y/_d2IEAVH_Ow/s400/alma.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Alma&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;* Por Alberto Cohen&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O&lt;/span&gt; problema é essa alma prisioneira&lt;br /&gt;que não consegue estar dentro do corpo,&lt;br /&gt;cubículo menor que seus anseios&lt;br /&gt;de viajar por tantos mundos novos.&lt;br /&gt;Não têm nada em comum, ele definha,&lt;br /&gt;ela, porém, torna-se gigantesca&lt;br /&gt;e clama, implora pela liberdade,&lt;br /&gt;esmurrando as paredes da clausura.&lt;br /&gt;Contida nos limites tão pequenos&lt;br /&gt;da carne que envelhece a cada dia,&lt;br /&gt;veste asas de mil sonhos impossíveis&lt;br /&gt;e voa no infinito da poesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;• Poeta &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-3246611754905407927?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/3246611754905407927/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/alma-por-alberto-cohen-o-problema-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/3246611754905407927'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/3246611754905407927'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/alma-por-alberto-cohen-o-problema-e.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-ZrP_x7-ZXzA/TyvQYV74OjI/AAAAAAAAo6Y/_d2IEAVH_Ow/s72-c/alma.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-2664137449053865627</id><published>2012-02-02T06:29:00.000-08:00</published><updated>2012-02-02T06:32:29.795-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-91PaRbgbYUw/TyqeawwMHVI/AAAAAAAAo5E/Novm4Y5Ev5Y/s1600/titulo-indice.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5704546060618964306" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-91PaRbgbYUw/TyqeawwMHVI/AAAAAAAAo5E/Novm4Y5Ev5Y/s400/titulo-indice.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-3BhNEVJGOZ0/TyqeSDBPh1I/AAAAAAAAo44/AwnNEL-7iB0/s1600/titulo-indice1.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 230px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5704545910903506770" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-3BhNEVJGOZ0/TyqeSDBPh1I/AAAAAAAAo44/AwnNEL-7iB0/s400/titulo-indice1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Leia nesta edição:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Editorial – Cidade de localização privilegiada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Ladeira da Memória – Pedro J. Bondaczuk, crônica “Instrumentos de paz”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Contradições e paradoxos – Marcelo Sguassábia, crônica,“Bobo e suas corte”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna A favor de tudo, contra todos – Fernando Yanmar Narciso, crônica “Os óculos do John ou o olhar do Paul”;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Do fantástico ao trivial – Gustavo do Carmo, conto “Portalófilo”..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Porta Aberta – Adélia Prado, poema “O poeta ficou cansado”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000066;"&gt;Obs.: Se você for amante de Literatura, gostar de escrever, estiver à procura de um espaço para mostrar seus textos e quiser participar deste espaço, encaminhe-nos suas produções (crônicas, poemas, contos, ensaios etc.). O endereço do editor do Literário é: pedrojbk@gmail.com. Twitter: @bondaczuk. As portas sempre estarão abertas para a sua participação.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-2664137449053865627?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/2664137449053865627/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/leia-nesta-edicao-editorial-cidade-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/2664137449053865627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/2664137449053865627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/leia-nesta-edicao-editorial-cidade-de.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-91PaRbgbYUw/TyqeawwMHVI/AAAAAAAAo5E/Novm4Y5Ev5Y/s72-c/titulo-indice.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-3349568116063629709</id><published>2012-02-02T06:20:00.000-08:00</published><updated>2012-02-02T06:29:39.035-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-KhhWR30vyyo/Tyqdl_mJkMI/AAAAAAAAo4s/HphFzos6fT8/s1600/titulo-editorial.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5704545154070319298" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-KhhWR30vyyo/Tyqdl_mJkMI/AAAAAAAAo4s/HphFzos6fT8/s400/titulo-editorial.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Cidade de localização privilegiada&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A&lt;/span&gt;s características geográficas de Jerusalém provavelmente foi um dos fatores que a tornaram, mais do que mera povoação, símbolo religioso de quase metade da humanidade. Ademais, foi palco, ao longo da história, de acontecimentos importantes, quer do judaísmo, quer do cristianismo e islamismo. A cidade situa-se a 60 quilômetros a leste do Mar Mediterrâneo e a uns 25 quilômetros a Oeste do Mar Morto (onde teriam existido as cidades bíblicas de Sodoma e Gomorra, destruídas por “fogo e enxofre que desceu do céu”, possivelmente conseqüência da erupção de algum vulcão).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jerusalém localiza-se na cordilheira central da Palestina, a uma altura média de 800 metros do nível do mar, em um planalto suavemente ondulado. Fica, pois, no topo de uma colina e, para ser alcançada, faz-se necessário subir. Essa situação geográfica pode ter contribuído para que fosse (e ainda seja) considerada sagrada para cerca de 3 bilhões de pessoas mundo afora. Explico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As montanhas, em um passado remoto (mas não tanto assim) eram consideradas “moradas de deuses” por diversos povos e várias crenças. As divindades gregas, por exemplo, habitariam o Monte Olimpo. Moisés, quando teria recebido os Dez Mandamentos, das mãos de Jeová, teve que subir ao Sinai. E também, antes de morrer, teria pedido para ser sepultado em outra montanha, o Monte Horeb.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A localização interiorana de Jerusalém, numa época em que as grandes concentrações urbanas se localizavam na orla marítima, ou às margens de rios, trouxe vantagens e desvantagens. Facilitou, por exemplo, sua defesa de ataques externos. Além do que, contribuiu, em certa medida, para que seus habitantes pudessem se voltar à meditação, à reflexão e a uma vigorosa preocupação espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro fator que contribuiu para que a cidade fosse tão atrativa foi o seu clima. Plantada no anticlinal do Mar Morto, beneficia-se de dois importantes fatores climáticos. De um lado, recebe as brisas suaves e refrescantes do Mediterrâneo, amenizando o calor, rigoroso naquela região do mundo, dando, assim, à cidade temperatura agradável na maior parte do ano. De outro, a baixa umidade do ar do deserto, distante a apenas 25 quilômetros, confere-lhe grande luminosidade, reafirmando a impressão de sua origem e destinação divinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não por acaso, Jerusalém centralizou, nos tempos do Velho Testamento, por um bom par de séculos, vasta rede de locais sagrados, notadamente para o judaísmo. Diversos patriarcas do povo hebreu ergueram, em seus arredores, altares para louvar Jeová. Os habitantes primitivos de Canaã agiram da mesma forma, até serem desalojados pelos descendentes de Abrão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa vocação histórica para o sagrado seria confirmada, tempos depois, pela construção do suntuoso Templo de Salomão, em Jerusalém. E pela ereção de mesquitas islâmicas e de igrejas cristãs, em diversas épocas, na ciranda do tempo, o que a tornou irresistível pólo de atração espiritual para cerca de três bilhões de pessoas ao redor do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A posse hebréia da cidade foi resultado da sua conquista, sob a liderança do rei Davi, mais ou menos em 1058 AC. Sua ligação com ela, todavia, começou muito tempo antes sequer de Israel existir como nação. Ela é identificada, por exemplo, com Salém, capital de Melquisedec, conforme menciona o livro de Gênesis (capítulo 14, versículos 17 e 18): “Quando Abrão voltava de derrotar a Cordoloaomor, e aos reis aliados, saiu-lhe ao encontro o rei de Sodoma no Vale de Save, chamado também de Vale do Rei. Mas Melquisedec, rei de Salém, oferecendo pão e vinho, porque era sacerdote do Deus Altíssimo, abençoou a Abrão e lhe disse: Bendito seja Abrão da parte do Altíssimo Deus, que criou o céu e a terra”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cidade caiu em mãos dos jebuseus por volta de 1400 AC, tendo permanecido sob seu domínio por 442 anos, até 1058 AC. A permanência desse enclave estrangeiro no reino de Israel trazia muitos transtornos. Os israelitas, por exemplo, abominavam os costumes religiosos e morais desse povo cananeu, mas eram forçados a tê-lo como vizinho. No que diz respeito à segurança, eram freqüentes as incursões predatórias jebuséias às povoações de Israel, com mortes, pilhagens e destruição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do ponto de vista político, a situação interferia nas comunicações entre o Norte e o Sul do reino, fazendo com que o poder do rei fosse meramente formal e nem um pouco efetivo em diversas áreas do seu território. Os jebuseus, controlando Jerusalém, impediam a unificação de fato entre as duas tribos de Judá e as dez de Israel. Além disso, Davi tinha planos grandiosos para o seu reino. E não escondia a ambição de fazer de Jerusalém sua capital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após meticulosa, bem planejada e memorável campanha, o rei conseguiu seu intento. Foi um feito militar de relevância, que trouxe respeito e prestígio aos israelitas. A cidadela de Jerusalém, chamada Sião, seria rebatizada e receberia o nome de “Cidade de Davi”. Por hoje, fico por aqui. Amanhã, trarei mais detalhes históricos a propósito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa Leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Editor.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;Acompanhe o Editor pelo twitter: @bondaczuk&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-3349568116063629709?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/3349568116063629709/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/cidade-de-localizacao-privilegiada-s.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/3349568116063629709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/3349568116063629709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/cidade-de-localizacao-privilegiada-s.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-KhhWR30vyyo/Tyqdl_mJkMI/AAAAAAAAo4s/HphFzos6fT8/s72-c/titulo-editorial.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-9008158439598041759</id><published>2012-02-02T04:20:00.000-08:00</published><updated>2012-02-02T04:23:29.179-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-_COTD5QQB8w/TyqANHypTYI/AAAAAAAAo4g/9w3KoMZ_Guk/s1600/titulo-pedrobondaczuk.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5704512840936279426" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-_COTD5QQB8w/TyqANHypTYI/AAAAAAAAo4g/9w3KoMZ_Guk/s400/titulo-pedrobondaczuk.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-AXj_ruqITQc/TyqAFaGiStI/AAAAAAAAo4U/Tm00n_exCB8/s1600/jornalismo.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 396px; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5704512708412590802" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-AXj_ruqITQc/TyqAFaGiStI/AAAAAAAAo4U/Tm00n_exCB8/s400/jornalismo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Instrumentos de paz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;* Por Pedro J. Bondaczuk&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O&lt;/span&gt; jornalista tem missão das mais ingratas na sociedade. Compete-lhe divulgar as piores notícias, reportar os fatos mais dramáticos e dolorosos e trazer à baila os problemas mais complicados. Seu objetivo, quase sempre incompreendido, não é o de fazer sensacionalismo, de desanimar as pessoas, de alarmar a sociedade ou a de alimentar controvérsias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o de estabelecer (ou restabelecer quando existiu e foi suprimida) a verdade. É, através do conflito, servir de instrumento de paz. Sua tarefa assenta-se sobre um triplo pilar: informar, formar e prestar serviços à comunidade. Uma das recomendações feitas aos comunicadores, quando ainda nos bancos escolares, é a de que eles não se envolvam emocionalmente com o que estão noticiando. E muito menos com os personagens da notícia. Recomenda-se que mantenham a isenção, a neutralidade, a postura de um árbitro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Discordo disso e por uma razão muito simples. O cardeal salvadorenho Dom Oscar Arnulfo Romero, assassinado em 1980 quando rezava missa na capela de um hospital de San Salvador, alertou: "O maior perigo diante de tanta violência no mundo atual, é que nos façamos insensíveis".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É essa perda de sensibilidade que procuro, a todo o custo, evitar. Ela implica em desumanização, em robotização, em morte da emoção. Entendo que o jornalista --- como ademais qualquer profissional, seja de que área for --- deve pôr paixão naquilo que faz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que esse desfile cotidiano de desgraças e morbidez, noticiado ou comentado dia após dia, mês após mês, ano após ano, cobra um preço na maioria das vezes excessivamente alto de quem se disponha a se identificar com as vítimas, se apiedar do sofrimento alheio, se revoltar contra os tiranos, os corruptos e os violentos e tentar fazer alguma coisa, qualquer coisa, para evitar a repetição das desgraças. Ou, quando isto não for possível, de remediar os estragos feitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco ou nada, contudo, podemos fazer, a não ser exercer nosso ofício com honestidade, com entusiasmo e com dedicação. O poder de que dispomos é relativo. E muitos de nós o exercemos com arrogância e em proveito próprio. Meu esforço diário não é o de fugir da dor provocada na alma pelos episódios dramáticos narrados. E muito menos o de atenuar os efeitos psicológicos que eventualmente possam me causar (e que de fato causam).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o de sentir-me vivo, capaz de reagir contra desgraças e misérias, como um homem na verdadeira acepção do termo. Para esse fim tenho, como única "arma", esse instrumento ao mesmo tempo poderoso e frágil, chamado "palavra". Estou consciente dos riscos que sua má utilização impõe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi-se o tempo em que utilizava esse recurso comunicativo para fazer frases de efeito e tapear os basbaques, como ainda hoje é muito comum entre boa parte dos articulistas, cronistas e comentaristas, que lidam com opinião. A fase da "pirotecnia" acabou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, meu empenho é o de tornar meu texto preciso, dosado, equilibrado, com bom-senso e verdadeiro. E, sobretudo, agudo, penetrante, perfurante e humano. Pragmático, mas sem deixar de ser sensível. Emotivo, sem resvalar para a pieguice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero que aquilo que escrevo não passe apenas pelo intelecto, como uma mariposa, uma borboleta, um beija-flor, simplesmente de passagem. Empenho-me em expressar-me com tamanha sinceridade e inteireza, que o que escreva penetre fundo no coração, na alma, na emoção, na sensibilidade do leitor. A responsabilidade, nesse caso, é muito maior. Com essa postura, tanto posso fazer o bem, prestar conforto e consolar os que necessitem, quanto levar desespero, desgosto e rancor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, busco manter sempre presente a pertinente advertência de Saint-Exupéry: "A Palavra pode ser a ponte de união entre as pessoas ou uma fonte de mal-entendidos". Nos tempos presentes, tem sido muito mais a segunda do que a primeira. Portanto, para que seja fator que una os indivíduos e nunca os divida e lance uns contra os outros, é necessário que o texto seja um primor de clareza. Que conte com poder de convencimento acima da média. Que seja ponte que una um coração com outros. Um, dez, vinte, cem, mil, cinqüenta mil, um milhão, não importa. Mas que aproxime pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí não poder e nem dever ficar insensibilizado, frio, neutro face aos acontecimentos, com todos os riscos que esse envolvimento comporte. Uma das orações mais humanas e ao mesmo tempo mais humildes que já li ou ouvi é a de São Francisco de Assis que começa: "Senhor, fazei de mim instrumento de vossa paz..." Procuro fazer dessas palavras mais do que mera prece recitada: um lema de vida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#3333ff;"&gt;* Jornalista, radialista e escritor. Trabalhou na Rádio Educadora de Campinas (atual Bandeirantes Campinas), em 1981 e 1982. Foi editor do Diário do Povo e do Correio Popular onde, entre outras funções, foi crítico de arte. Em equipe, ganhou o Prêmio Esso de 1997, no Correio Popular. Autor dos livros “Por uma nova utopia” (ensaios políticos) e “Quadros de Natal” (contos), além de “Lance Fatal” (contos) e “Cronos &amp;amp; Narciso” (crônicas). Blog “O Escrevinhador” – http://pedrobondaczuk.blogspot.com. Twitter:@bondaczuk&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-9008158439598041759?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/9008158439598041759/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/instrumentos-de-paz-por-pedro-j.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/9008158439598041759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/9008158439598041759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/instrumentos-de-paz-por-pedro-j.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-_COTD5QQB8w/TyqANHypTYI/AAAAAAAAo4g/9w3KoMZ_Guk/s72-c/titulo-pedrobondaczuk.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-2709954340460826749</id><published>2012-02-02T04:17:00.000-08:00</published><updated>2012-02-02T04:19:49.673-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-_Ev5Ry2vGeI/Typ_VVUOk3I/AAAAAAAAo4I/XSu8FuUg4FU/s1600/titulo-marcelosguassabia.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5704511882494120818" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-_Ev5Ry2vGeI/Typ_VVUOk3I/AAAAAAAAo4I/XSu8FuUg4FU/s400/titulo-marcelosguassabia.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-LiK-CdG1_8c/Typ_Nhz48RI/AAAAAAAAo38/yrPoFefm35Y/s1600/bobo.png"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 394px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5704511748409192722" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-LiK-CdG1_8c/Typ_Nhz48RI/AAAAAAAAo38/yrPoFefm35Y/s400/bobo.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Bobo e sua corte&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;em&gt;* Por Marcelo Sguassábia&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;J&lt;/span&gt;á reparou como os termos “Bobo” e “Tolo” têm sinônimos? Dentre tantos, “Doidivanas” sempre me chamou a atenção. Acho que foi lendo algum romance de cavalaria ou livro de Julio Diniz que vi a palavra pela primeira vez. Recorri a um pequeno e nada confiável dicionário e encontrei lá: “Doidivanas: o mesmo que Estouvado”. Fui em “Estouvado” e li: o mesmo que Doidivanas. Ou seja, o pai dos burros me fez de bobo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser bobo vai além de ser otário. Tem também o sentido de ignorante, que contempla como sinônimos uma extensa família de quadrúpedes: besta, asno, jerico, jumento, jegue e simpatizantes. Sem falar da anta e da toupeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora do reino animal, um dos meus favoritos é “Bocó”, quase um arcaísmo atualmente. Melhor ainda é “Bocó de Mola”, que sugere um upgrade na acepção original (ou um downgrade, no caso).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Igualmente em desuso está o “Monte”. Largamente empregado na zona rural de São João da Boa Vista e adjacências nos anos 70, o vocábulo com toda certeza é oriundo do sul de Minas. Não sei se continua vigindo. Monte é, basicamente, o mala de hoje. Tem o significado de empecilho, estorvo que fica no meio, atrapalhando tudo e empatando a f...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos ao “Tonto”. Ele é parecido com o bobo, mas não é a mesma coisa. O bobo é menos bobo que o tonto. Historicamente o bobo tem ofício definido. Como todos sabem, era ele quem divertia os reis nas cortes medievais. O tonto, por sua vez, é um Mane-Quarqué (que me perdoem meus leitores Manoéis ou Manuéis), um “Girolas” inofensivo. Por falar em Mané, há que se mencionar aqui os derivativos “Mané-Coco” e “Mané-Jacá”, além do conhecidíssimo “Mané-Patola”, a quem algumas populações ribeirinhas denominam simplesmente de “Patola”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos ainda o “Boboca”, que imagino um semi-bobo, aspirante a bobo ou algo que o valha. É mais do que um bobinho, mas é menos que um bobo 100% genuíno. Na mesma classe estão os “Parvos”, a bradarem suas parvoíces em qualquer tempo e lugar.&lt;br /&gt;A letra “P” é rica em sinônimos de lesos: temos, entre outros verbetes, “Palerma”, “Paspalho” e “Pateta” – todos com sentido semelhante e QI idem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na letra “T”, além do tolo e da toupeira já citados, encontramos o “Tapado”. Por analogia, podemos caracterizá-lo como um surdo-mudo neurológico. Nada é capaz de permear sua couraça obtusa. Pra cantar a “Florentina” do Tiririca ele precisa olhar a letra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capítulo à parte merecem o “Doido de Pedra” e o “Doido Varrido”, mas não serei eu o maluco a atribuir-lhes o sentido. Só imagino um napoleão-de-hospício esculpido em mármore e um serzinho com camisa de força se debatendo entre ramos de piaçava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “Abestado” é tão inclassificável que nem é aceito pelo Aurélio. O insigne dicionarista o cataloga como “Abestalhado” – que particularmente considero um tanto quanto articulado para o caso. Abestado é infinitamente mais besta que abestalhado, concorda?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos termos possuem a mesma raiz etimológica, mas gradientes peculiares de significado. Compare “burro” e “burraldo”. O leitor logo perceberá que o burraldo puxa a carroça com mais força. O burraldo é o burro xucro, incorrigível, que deixa o rastro das ferraduras por onde quer que passe. O burro é menos pretensioso na escala búrrica - de vez em quando é capaz de falar coisa com coisa. Muito de vez em quando, mas é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Babaca” e “Panaca”. Mesmo que a grosso modo não pareça, entre eles há uma notável diferença. A grafia semelhante esconde na verdade um abismo conotativo. Explico: o panaca é mais lorpa que o babaca. Panaca ri das cenas de torta na cara; já o babaca não acha mais graça nisso, não. Na escala evolutiva, está um degrau acima do panaca. O máximo que o babaca faz é chifrinho nas fotos de festa de aniversário, embora afirme aos mais chegados que já abandonou o vício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouca gente se dá conta, mas “imbecil” e “idiota” não são propriamente xingos. Idiotia e imbecilidade são estados psíquicos – patologias catalogadas e estudadas pela psiquiatria moderna. Psiquiatria que já vem se debruçando sobre os “Seqüelados” e os “Sem-Noção” – neo-zuretas desse insano início de século 21.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993300;"&gt;• Marcelo Sguassábia é redator publicitário. Blogs: www.consoantesreticentes.blogspot.com (Crônicas e Contos) www.letraeme.blogspot.com (portfólio)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-2709954340460826749?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/2709954340460826749/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/bobo-e-sua-corte-por-marcelo-sguassabia.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/2709954340460826749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/2709954340460826749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/bobo-e-sua-corte-por-marcelo-sguassabia.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-_Ev5Ry2vGeI/Typ_VVUOk3I/AAAAAAAAo4I/XSu8FuUg4FU/s72-c/titulo-marcelosguassabia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-2722653954463852711</id><published>2012-02-02T04:13:00.000-08:00</published><updated>2012-02-02T04:16:08.306-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-GLCh6Gc0DvM/Typ-cph9iTI/AAAAAAAAo3w/YiG4sW-3PR4/s1600/titulo-fernandoyanmar1.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5704510908667889970" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-GLCh6Gc0DvM/Typ-cph9iTI/AAAAAAAAo3w/YiG4sW-3PR4/s400/titulo-fernandoyanmar1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-u2YO5OhgAvU/Typ-U1Gba1I/AAAAAAAAo3k/xmAMpIActKc/s1600/JohnPaul.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5704510774334679890" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-u2YO5OhgAvU/Typ-U1Gba1I/AAAAAAAAo3k/xmAMpIActKc/s400/JohnPaul.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;Os óculos do John ou o olhar do Paul *&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;em&gt;**Fernando Yanmar Narciso&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;D&lt;/span&gt;ia desses, quando fui buscar minha guitarra na escola de música, ouvi a conversa de dois alunos pré-adolescentes. Um deles tentava aprender a tocar Tempo Perdido, clássico do Legião Urbana, enquanto o outro achava graça da letra. Claro que ele não tinha entendido o que Renato Russo queria dizer, mas aí fiquei pensando: QUANTOS dos que gostam da música e da banda realmente entendem o significado dessa letra e de todas as outras do músico? E qual é a relevância de se entender a letra para curtir o som? Afinal, vivemos num tempo que a batida dá mais dinheiro que as palavras.&lt;br /&gt;Por mais que os beats eletrônicos, samplers, mesas de DJ, o maldito Autotunes e o hip-hop tenham imperado nas rádios na última década, a imagem que o rock deixou para a humanidade permanece viva e forte, apesar de...&lt;br /&gt;Sabem aquele espírito contestador, rebelde e nervosinho que o rock “sempre” teve? Esqueçam. Hoje em dia, para o rock tocar nas rádios, precisa ter guris que mal chegaram aos 20 anos, com visual carregado em cores que nem o movimento GLS tem mais coragem de adotar, penteados no estilo Neymar, letras que poderiam muito bem ser cantadas por Xuxa e Angélica e atitude projetada por marqueteiros gananciosos. Para coroar, aqueles que têm TV a cabo já devem ter notado que, atualmente, apenas garotos recém-chegados à adolescência levantam-se em armas, quer dizer, guitarras, especialmente no canal teen Disney XD.&lt;br /&gt;Então, o rock, o NOSSO rock foi morto. Será?&lt;br /&gt;Voltando bastante no tempo, lembram-se com que tipo de letras, por exemplo, Elvis Presley ficou famoso? Apesar de não serem compostas por ele em sua maioria, eram tão ingênuas quanto a maioria das letras cantadas por Pe Lanza e seus apêndices. Não cantavam sobre nada além de carrões, mulheres, turnês e o próprio rock n’roll. OK que uma das músicas mais famosas do início de sua carreira, Heartbreak Hotel, falava de um suicídio, mas para toda regra há sempre uma ou outra exceção. O mesmo valia para os outros gigantes da década de 1950, como Chuck Berry, Jerry Lee Lewis e Bill Haley.&lt;br /&gt;Então veio o início da década de 60, e com ele o primeiro Fordismo do rock. Quando começaram a tocar em 1959, os Beatles cultivavam a imagem de Bad Boys, usando goma no topete ensebado e jaquetas de couro, inspirados por Marlon Brando e pelo próprio Elvis. Eis que o novo empresário deles, Brian Epstein, inspirado talvez pelos Beach Boys, que irrompiam no palco usando todos roupas idênticas, resolveu vestir os garotos de terninho e gravata e tomou o mundo de assalto em 1963 com I Wanna Hold Your Hand. E assim eles continuaram bancando os bons moços por uns quatro anos e veio um monte de bandinhas inglesas e americanas de “enternados”, imitando o estilo deles, criando assim a primeira explosão de Boy Bands da música popular. Pergunta: Vocês acham que todas aquelas garotinhas que gritavam, choravam, desmaiavam e entravam em auto-combustão espontânea nas apresentações dos Beatles se importavam com o que aqueles rapazes bonitos e arrumadinhos estavam cantando?&lt;br /&gt;O ponto crucial da carreira dos Beatles foi quando eles foram apresentados a Bob Dylan em 1965 e ele disse algo do tipo “Olha, caras, não me levem a mal, eu acho o som de vocês muito legal, mas as letras de vocês não querem dizer nada”. A esse encontro seguiu-se a fase regada a cores e drogas da banda e o amadurecimento de suas composições, e quando Epstein morreu de overdose em 1967, eles enfim puderam fazer as coisas à maneira deles, e assim foi até o fim da banda. Mas o caso é que a jogada de marketing do Epstein foi tão bem-feita que até hoje os fãs reverenciam muito mais a fase “bonequinha de luxo” da banda que a fase “ripongas doidões”.&lt;br /&gt;Entra década, sai década, e de um jeito ou de outro o pop rock continua “firme e forte” nas paradas de sucessos. E na maioria dos casos é o rock fútil e alienante que fatura mais. Claro que, de tempos em tempos, aparece uma ou outra banda com peito pra dizer o que de fato precisa ser dito, mas ela sempre faz menos sucesso que as outras. Bobby Gillespie, líder do Primal Scream, recentemente deu uma entrevista mostrando seu descontentamento com a cena roqueira atual, como se ainda houvesse uma. Reclamou da falta de rebeldia e experimentalismo das novas bandas, que têm preferido a saída dos covardes para conseguir dinheiro e fama. Mas que seja assim mesmo, pois afinal todo roqueiro ou músico que se preze quer exatamente a mesma coisa que todo mundo quer: Conseguir pagar as contas no fim do mês. Com ou sem guitarras nas mãos, somos todos humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;color:#006600;"&gt;&lt;strong&gt;*Trecho da música O Papa é Pop, dos Engenheiros do Hawaii&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#006600;"&gt;** Designer e colunista do Literário.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-2722653954463852711?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/2722653954463852711/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/os-oculos-do-john-ou-o-olhar-do-paul.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/2722653954463852711'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/2722653954463852711'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/os-oculos-do-john-ou-o-olhar-do-paul.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-GLCh6Gc0DvM/Typ-cph9iTI/AAAAAAAAo3w/YiG4sW-3PR4/s72-c/titulo-fernandoyanmar1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-3577557775679337716</id><published>2012-02-02T04:09:00.000-08:00</published><updated>2012-02-02T04:12:09.551-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-EuqaWPdkt1Y/Typ9iPzQWkI/AAAAAAAAo3Y/ajcfPKO3wqA/s1600/titulo-gustavodocarmo.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5704509905328691778" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-EuqaWPdkt1Y/Typ9iPzQWkI/AAAAAAAAo3Y/ajcfPKO3wqA/s400/titulo-gustavodocarmo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-4EjID40TLZg/Typ9aE4nzJI/AAAAAAAAo3M/G6vJqRYDCxY/s1600/portas-de-madeira.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5704509764959456402" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-4EjID40TLZg/Typ9aE4nzJI/AAAAAAAAo3M/G6vJqRYDCxY/s400/portas-de-madeira.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;color:#6600cc;"&gt;&lt;strong&gt;Portalófilo&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;em&gt;* Por Gustavo do Carmo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;D&lt;/span&gt;evo ser especialista em portas. Conheço as de madeira, de aço, alumínio, vidro... De todas as formas: lisas, caneladas, frisadas, esculpidas e várias outras. Não sou marceneiro.&lt;br /&gt;Sou jornalista e publicitário. Cursei duas pós-graduações: uma em cultura e outra em telejornalismo. Várias oficinas literárias nas costas. Só não tenho mestrado porque não tive mais paciência para estudar. Quero mostrar o que já sei. Cansei de aprender. E principalmente de ouvir sermões.&lt;br /&gt;Nunca trabalhei na minha vida. Mas tentei. Fiz várias entrevistas. Várias dinâmicas de grupo. Sempre morri na praia. Falava o que não devia. Acho que não tenho qualificação para o cargo. Confesso que tenho medo de enfrentar grandes responsabilidades. Devo ter demonstrado alguma forma de insegurança. O certo é que eu nunca consegui passar em avaliação ou entrevista alguma.&lt;br /&gt;Isso me abateu. Me desestimulou. Me entreguei. Desisti de procurar. Minha mãe fica preocupada. Meu pai e minha irmã me cobram. Para fazer concurso público, para trabalhar em qualquer subemprego ou na loja de autopeças do meu pai - lugar que nunca me agradou. Mereço um trabalho melhor. Condizente com o meu nível de conhecimento. Meu sonho é ser um escritor de sucesso.&lt;br /&gt;Estudo desde os cinco anos de idade. Tenho trinta e cinco. Perdi oito anos na faculdade. Nunca larguei um curso pela metade. Só no final: a pós de telejornalismo. Fui traído por uma colega, que inventou desculpas para não fazer trabalho comigo. Sem condições de fazer sozinho e cansado da desorganização da faculdade e da coordenadora, além da antipatia dos outros colegas, abandonei o curso a apenas duas matérias.&lt;br /&gt;Também rompi com os meus ex-colegas da graduação e da outra pós. Cobrei de alguns, fiz chantagens emocionais com outros, me magoei com todos. Estourei até com quem eu não deveria: entrevistadores de emprego. Fui irônico e até grosseiro. A minha única especialidade é a de desperdiçar networking.&lt;br /&gt;Agora, minhas portas estão fechadas. Fechadas nas empresas e pelos ex-colegas esnobes e amigos falsos. Aprendi a ser especialista em portas. Aprendi a conhecer as de madeira, de aço, alumínio, vidro, etc. Conheci todas as suas formas: lisas, caneladas, frisadas, esculpidas e várias outras.&lt;br /&gt;Abri uma loja de portas e janelas. Não deu nem tempo de começar a fabricá-las. O negócio faliu no mês seguinte. Não sou portalófilo, se é que existe esse termo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#6600cc;"&gt;* Jornalista e publicitário de formação e escritor de coração. Publicou o romance “Notícias que Marcam” pela Giz Editorial (de São Paulo-SP) e a coletânea “Indecisos - Entre outros contos” pela Editora Multifoco/Selo Redondezas - RJ. Seu blog, “Tudo cultural” - www.tudocultural.blogspot.com é bastante freqüentado por leitores.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-3577557775679337716?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/3577557775679337716/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/portalofilo-por-gustavo-do-carmo-d-evo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/3577557775679337716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/3577557775679337716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/portalofilo-por-gustavo-do-carmo-d-evo.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-EuqaWPdkt1Y/Typ9iPzQWkI/AAAAAAAAo3Y/ajcfPKO3wqA/s72-c/titulo-gustavodocarmo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-7099214459418026948</id><published>2012-02-02T04:06:00.000-08:00</published><updated>2012-02-02T04:08:44.011-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-DoWs069hPR0/Typ8wh06a6I/AAAAAAAAo3A/jUKNYdG0gAI/s1600/titulo-portaaberta.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5704509051174022050" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-DoWs069hPR0/Typ8wh06a6I/AAAAAAAAo3A/jUKNYdG0gAI/s400/titulo-portaaberta.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-VJI7yAny1cE/Typ8peidvGI/AAAAAAAAo20/W_3AEgOBV2A/s1600/arauto.gif"&gt;&lt;img style="WIDTH: 280px; HEIGHT: 359px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5704508930032254050" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-VJI7yAny1cE/Typ8peidvGI/AAAAAAAAo20/W_3AEgOBV2A/s400/arauto.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O poeta ficou cansado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;* Por Adélia Prado&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;P&lt;/span&gt;ois não quero mais ser Teu arauto.&lt;br /&gt;Já que todos têm voz,&lt;br /&gt;por que só eu devo tomar navios&lt;br /&gt;de rota que não escolhi?&lt;br /&gt;Por que não gritas, Tu mesmo,&lt;br /&gt;a miraculosa trama dos teares,&lt;br /&gt;já que Tua voz reboa&lt;br /&gt;nos quatro cantos do mundo?&lt;br /&gt;Tudo progrediu na terra&lt;br /&gt;e insistes em caixeiros-viajantes&lt;br /&gt;de porta em porta, a cavalo!&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;Ó Deus,&lt;br /&gt;me deixa trabalhar na cozinha, (...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;(Do livro “Oráculos...”, p.13.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#990000;"&gt;* Adélia Prado é uma das principais poetisas brasileiras da atualidade, autora de vários livros de sucesso. .&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-7099214459418026948?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/7099214459418026948/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/o-poeta-ficou-cansado-por-adelia-prado.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/7099214459418026948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/7099214459418026948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/o-poeta-ficou-cansado-por-adelia-prado.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-DoWs069hPR0/Typ8wh06a6I/AAAAAAAAo3A/jUKNYdG0gAI/s72-c/titulo-portaaberta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-8067909428604277691</id><published>2012-02-01T06:38:00.000-08:00</published><updated>2012-02-01T06:40:18.207-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-lFhXGXp02eo/TylOzF90oVI/AAAAAAAAo1U/YjZnLrzeo3g/s1600/titulo-indice.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5704177042723217746" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-lFhXGXp02eo/TylOzF90oVI/AAAAAAAAo1U/YjZnLrzeo3g/s400/titulo-indice.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-lHiDP1SfHdU/TylOtfq6uSI/AAAAAAAAo1I/dCcGZi0Y36c/s1600/titulo-indice1.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 230px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5704176946544032034" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-lHiDP1SfHdU/TylOtfq6uSI/AAAAAAAAo1I/dCcGZi0Y36c/s400/titulo-indice1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Leia nesta edição:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Editorial – Cidade da paz e da guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna De corpo e alma – Mara Narciso, crônica, “Mamãe mandou dizer que é nesta daqui”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Da Terra do Sol – Marco Albertim, crônica, “Crônica de um peão”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Personalidade e Atitude – Sayonara Lino, crônica “Fotografia”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Porta Aberta – Marleuza Machado, crônica “Fragmentada”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Porta Aberta – Clóvis Campêlo, crônica “Os caminhos do baião”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#990000;"&gt;Obs.: Se você for amante de Literatura, gostar de escrever, estiver à procura de um espaço para mostrar seus textos e quiser participar deste espaço, encaminhe-nos suas produções (crônicas, poemas, contos, ensaios etc.). O endereço do editor do Literário é: pedrojbk@gmail.com. Twitter: @bondaczuk. As portas sempre estarão abertas para a sua participação.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-8067909428604277691?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/8067909428604277691/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/leia-nesta-edicao-editorial-cidade-da.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/8067909428604277691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/8067909428604277691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/leia-nesta-edicao-editorial-cidade-da.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-lFhXGXp02eo/TylOzF90oVI/AAAAAAAAo1U/YjZnLrzeo3g/s72-c/titulo-indice.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-6169818125547124564</id><published>2012-02-01T06:36:00.000-08:00</published><updated>2012-02-01T06:38:06.683-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-70-pzBOt63U/TylOPI1abPI/AAAAAAAAo08/epRU4amCh4Q/s1600/titulo-editorial.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5704176425017961714" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-70-pzBOt63U/TylOPI1abPI/AAAAAAAAo08/epRU4amCh4Q/s400/titulo-editorial.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Cidade da paz e da guerra&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A&lt;/span&gt;s cidades, como obras que são dos homens, são parecidas, em muitos aspectos, com seus construtores: nascem, crescem, envelhecem e... algumas até desaparecem, não raro sem deixar vestígios. Há aquelas, todavia, que se diferenciam dos seus fundadores num aspecto essencial. Sobrevivem por séculos e até por milênios, abrigando gerações e mais gerações de habitantes, muitos sem parentesco ou qualquer vínculo com os que as criaram, sem perderem sua personalidade. É neste caso que se enquadra Jerusalém, considerada “santa” para pelo menos metade da população mundial, pólo de atração de três importantes grupos religiosos: cristianismo, judaísmo e islamismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho fascínio, por diversas razões, por várias cidades do mundo. Algumas conheço, por haver estado lá, como Rio de Janeiro, Recife, Salvador e tantas outras. Outras me são familiares não por havê-las visitado, mas por fotografias, filmes e vídeos, como Nova York, Roma, Londres, Paris e Moscou, por exemplo. E outras, ainda, conheço (e, claro, de forma muito superficial), só por livros. Nenhuma, no entanto, me desperta maior curiosidade e até mesmo reverência como Jerusalém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonho que um dia ainda poderei percorrer suas ruas e becos, “respirar” sua história, rever e buscar entender a origem de suas tradições e, principalmente, ver de perto o cenário dos dramas e tragédias que ali foram protagonizados no correr do tempo. Alguns historiadores estimam a idade de Jerusalém entre 35 a 40 séculos. Outros asseguram que ela tem três milênios de existência. Escavações arqueológicas feitas em seus arredores, todavia, levaram à descoberta, em cavernas locais, de objetos datados de nove milênios antes da nossa era. Dessa forma, a idade dessa mítica povoação tem que ser recuada, e muito. A probabilidade é que tenha sido fundada há pelo menos onze mil anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história registra grandes epopéias desenvolvidas em seu solo, tanto em tempos remotíssimos, como nos bastante recentes, já do século XXI do terceiro milênio da Era Cristã. Relata a presença ali de heróis e vilões, de santos e demônios, de oportunistas e de loucos, de sábios e de imbecis, de visionários e idealistas e de pessoas sem nenhuma perspectiva de vida, se não a de viver por viver. Jerusalém resume, pois, a própria condição humana, com sua diversidade de características, virtudes e defeitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo de sua dramática trajetória histórica, a cidade passou por inúmeras mãos, foi conquistada e pilhada por diversos povos nos quase três mil anos de sua crônica de que se tem registro. Do tempo anterior a isso, há apenas um ou outro vestígio. Das tantas etnias que ocuparam e habitaram Jerusalém, uma se destacou, pelo amor manifestado pela cidade, que se tornou símbolo de sua determinação de se manter unida, mesmo quando conquistada, escravizada e dispersa pelo mundo e que teve e tem essa povoação como a “alma” da sua nacionalidade. Refiro-me, claro, aos judeus, que fizeram desse solo um caso de inextinguível paixão, repositório de suas mais caras e cultuadas tradições de resistência, passado de geração em geração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jerusalém, mesmo quando os judeus estavam dispersos pelo mundo, sofrendo perseguições e sendo vítimas de preconceito de toda a sorte, sempre foi o elo inquebrantável de sua cultura, que foi, aliás, a linha-mestra de três civilizações, entre as quais a que é conhecida como do “mundo ocidental”. É interessante, pois, fazer um “passeio”, posto que superficial, por sua milenar história, que tem tudo a ver com cada um de nós, mesmo que jamais tenhamos posto os pés ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A palavra Jerusalém pode ter vários significados, dependendo da interpretação que se queira dar ao termo. O diplomata israelense Abba Eban, em seu excelente livro “A história do povo de Israel” (cuja edição em português foi feita pela Editora Bloch), sugere que o nome deriva do hebraico “Ierushaláim”. Se for essa sua origem o significado de sua denominação é de “a cidade da paz” (embora, ironicamente, tenha sido e ainda seja foco de tantas guerras), “casa ou habitação da paz”, “visão ou posse da paz”, “visão perfeita, posse da felicidade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Eban admite que há quem interprete a desinência dual “aim” como traduzindo as duas partes da cidade. Admite-se, igualmente, que a palavra Jerusalém derive do verbo iarah (atirar, lançar a pedra fundamental), e do deus semítico Shalem. Nesse sentido, Rute Hoppin denomina a cidade de “fundamento da paz”. Há, entretanto, quem veja a raiz do seu nome nas formas gregas “Hierosalém” e “Hierosólyma”, como resultado da reunião de Hierós (sagrado) e Salem (ou Solymo, nome de um povo da Ásia Menor).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A denominação anterior de Jerusalém, a que precedeu a conquista hebréia feita pelo rei Davi, era Iebusalem. Ou seja, tinha como prefixo o nome do povo a que pertencia, o jebuseu (daí a desinência “Iebus”) e como complemento “Salem”, cujo significado era “sadio, inteiro e paz”. Por isso, para os conquistadores israelitas primitivos, o nome da cidade ficou tendo a conotação de “Morada da Paz”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia, Jerusalém já teve outros nomes no correr de sua longa e memorável história. Essas denominações tinham finalidades específicas: ou para marcar sua submissão a conquistadores, ou como símbolos de resistência, entre outras. O imperador romano Adriano, por exemplo, após sufocar a revolta comandada pelo líder judeu Bar Kokhba, arrasou a cidade e a reconstruiu, posteriormente, no ano 135 AD, nos moldes urbanísticos de Roma. E denominou-a de Colônia Aelia Capitolina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os árabes, Jerusalém, até hoje, é chamada El-Kuds (ou Al-Kuds), significando “o santuário”, “a santa”. Alguns muçulmanos denominam-na Beit El-Makdas, “a casa da santidade”. O profeta Isaías, no capítulo 29, versículo 1 do seu livro bíblico, designa Jerusalém pela expressão Ariel. Essa palavra, em hebraico, quer dizer “Leão de Deus” (de “ari”, leão e “el”, Deus) ou “Leão Forte”. Há quem derive esse mesmo termo de “Har” (lar) e “El” (Deus), de onde viria “Lar de Deus” ou “Altar de Deus”. Voltarei, certamente, ao tema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Editor.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;Acompanhe o Editor pelo twitter: @bondaczuk&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-6169818125547124564?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/6169818125547124564/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/cidade-da-paz-e-da-guerra-s-cidades.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/6169818125547124564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/6169818125547124564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/cidade-da-paz-e-da-guerra-s-cidades.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-70-pzBOt63U/TylOPI1abPI/AAAAAAAAo08/epRU4amCh4Q/s72-c/titulo-editorial.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-1263251825828733417</id><published>2012-02-01T04:19:00.000-08:00</published><updated>2012-02-01T04:21:21.498-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-TJNZGnGoIHs/TykuK21qtzI/AAAAAAAAo0w/EWfaJORH9xo/s1600/titulo-maranasrciso.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5704141167095625522" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-TJNZGnGoIHs/TykuK21qtzI/AAAAAAAAo0w/EWfaJORH9xo/s400/titulo-maranasrciso.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-ABRyFcVJF_M/TykuEmetPEI/AAAAAAAAo0k/YYSe2l_dEv4/s1600/cemiterio"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5704141059625139266" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-ABRyFcVJF_M/TykuEmetPEI/AAAAAAAAo0k/YYSe2l_dEv4/s400/cemiterio" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;Mamãe mandou dizer que é nesta daqui&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000066;"&gt;* Por Mara Narciso&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O&lt;/span&gt; terreno foi comprado, o serviço contratado, e a documentação buscada após quatro dias. Nesta ocasião foi feita a verificação do trabalho, se tudo estava de acordo. Um amigo foi receber o serviço. Chegou, olhou o canteiro, o ressalto de terra, a grama esmeralda, tudo conforme o combinado. A marcação estava correta com o nome e as datas. Tudo caminhava para a normalidade, exceto a dúvida quanto ao local. Não era o túmulo três e sim o de numeração quatro que estava arrumado. As flores campestres amarelas tinham sido retiradas, e jaziam num canto. Todo o restante era pura ordem.&lt;br /&gt;Os documentos do cemitério diziam que meu pai, Alcides Alves da Cruz, ao contrário do que eu me lembrava, estava sepultado no setor nove D quatro. Tomei um susto. O chão do meu local de trabalho, onde a agenda era vencida de forma frenética, sumiu dos meus pés. Pedi que fosse procurado o administrador do cemitério e verificasse como seria a disposição dos túmulos. Depois nova ligação e a certificação. A documentação dizia que na cova três tinha sido enterrada a senhora Rosa Virgília Gonçalves, ao lado do meu pai. Descobrimos que seu sepultamento tinha sido no mesmo dia, porém uma hora mais tarde. Meu pai estaria um túmulo adiante daquele onde eu me recordava.&lt;br /&gt;Fiquei louca com o fato, pois em minha memória, no dia do enterro, tudo se passara na outra sepultura. O zelador do local ainda brincou que estivemos rezando no lugar errado. Fez graça, mas não era nada engraçada essa dúvida. O terreno fora comprado para evitar o translado após os três anos da morte. A ida para o ossário poderia acontecer caso tivesse havido um equívoco dos coveiros. A sequência estava pré-determinada pela administração, e esta poderia ter sido invertida, já que meu pai chegou antes da outra.&lt;br /&gt;Com muita paciência o administrador conferiu pessoalmente todo o setor, vendo o mapa e verificando o nome nos túmulos. Tudo estava conferindo. Eram 51 deles. Num extremo, caso persistisse a dúvida, para exumar os corpos teria de ser pedida uma autorização à Justiça. Possivelmente não seria necessário um teste de DNA, por se tratar de homem e mulher, fáceis de ser diferenciados, mesmo dois anos após o falecimento.&lt;br /&gt;Com o nome da vizinha de túmulo, procurei o endereço de quem providenciou o enterro, e fui lá. Logo vi o filho dela, Paulo Anselmo, que foi atencioso e entendeu meu drama. Contei da minha dúvida, sem, contudo, especificar o local, e terminei com uma pergunta: onde a sua mãe está enterrada? Ele respondeu de pronto: na cova três. Logo se dispôs a ir lá verificar e mostrar in loco onde era.&lt;br /&gt;Liguei para meu filho, que esteve no cemitério comigo três vezes, e ele falou que era na sepultura três. Lembrava de ter colocado, junto com sua prima, duas coroas de flores no local. Ligou para ela, para ver se ela se lembrava, mas foi em vão. Minha sobrinha tinha se esquecido onde era. Eu estava com dúvida agora, depois de Paulo Anselmo falar sem hesitação.&lt;br /&gt;No dia do sepultamento, eu fiquei a meia distância da cova, porque iriam reabrir o caixão, e eu não queria rever meu pai. Fiquei debaixo de uma árvore próxima. Assim, não tinha mais tanta certeza. O terreno, o trabalho no canteiro e a cruz estavam pagos, mas o sofrimento persistia. Fiquei imaginando a cova comum e sofrendo. Fiz tudo e não fiz nada. Não pude dar o ponto final. Pensei comprar as duas sepulturas, mas antes quis fazer a última prova.&lt;br /&gt;Hoje, domingo, telefonei para o filho de Rosa Virgília, e com meu filho, passei em sua casa e fomos juntos ao cemitério. Logo ao entrarmos ele apontou o lugar. Fui até a árvore onde fiquei na exata hora do enterro, e não estava certa de mais nada. Já Paulo Anselmo foi certinho e disse ter convicção de sua mãe ter sido enterrada na cova três. Antes de levar o féretro, ele já estava ciente da numeração. Então viu o caixão descer na sepultura três.&lt;br /&gt;Não há mais adivinhação. O assunto está encerrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000066;"&gt;*Médica endocrinologista, jornalista profissional, membro da Academia Feminina de Letras de Montes Claros e autora do livro “Segurando a Hiperatividade”-&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-1263251825828733417?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/1263251825828733417/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/mamae-mandou-dizer-que-e-nesta-daqui.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/1263251825828733417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/1263251825828733417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/mamae-mandou-dizer-que-e-nesta-daqui.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-TJNZGnGoIHs/TykuK21qtzI/AAAAAAAAo0w/EWfaJORH9xo/s72-c/titulo-maranasrciso.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-8391379717579073880</id><published>2012-02-01T04:15:00.000-08:00</published><updated>2012-02-01T04:17:59.495-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-9GTUyEWZUZc/Tykta-ekO0I/AAAAAAAAo0Y/xV3foh6oRPQ/s1600/titulo-marcoalbertim.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5704140344512494402" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-9GTUyEWZUZc/Tykta-ekO0I/AAAAAAAAo0Y/xV3foh6oRPQ/s400/titulo-marcoalbertim.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-yokJiWcKnSg/TyktT9XqE8I/AAAAAAAAo0M/jFhtuIoRaH0/s1600/maos.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 243px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5704140223955997634" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-yokJiWcKnSg/TyktT9XqE8I/AAAAAAAAo0M/jFhtuIoRaH0/s400/maos.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Crônica de um peão&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;em&gt;* Por Marco Albertim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;C&lt;/span&gt;om o juízo trôpego e sem calos nas mãos, o operário seguiu a avenida a pé. Os pés, sim, tinham o solado duro, seco. Já andara feito um romeiro à cata de ocupação; não um romeiro sem rumo, crendo-se banhado com a untura de óleos divinos. Mas um romeiro de estômago quase vazio, à espreita de um salário que, mínimo que fosse, daria conta de uma refeição decente, farta de sustância.&lt;br /&gt;Chegou quase no finzinho da tarde. Homens como ele também se punham na fila. As roupas eram melhores que a do operário; brins amassados, algodões de cores desbotadas mas com costuras em linha reta, sem fios soltos. As do operário, por desbotadas que fossem, igualavam-no aos outros; uma descostura sob um dos braços, outra no cós da calça, num lado da cintura, constrangiam-no para baixo da hierarquia social ali exposta; por mais que se nivelassem no prumo dos tijolos da construção ainda sem alicerces.&lt;br /&gt;No escritório improvisado, um galpão com paredes de madeira e telhas de amianto, a densidade do calor seria absorvida, vista numa fumacinha de fragmentos de indistinta cor. Os ventiladores, dois, um de cada lado do chão onde se sentara o funcionário, defendiam-no do vapor, das impurezas trazidas pelo suor, pela respiração dos homens do lado de fora. Ele recebia os documentos, carteiras de trabalho, juntava-as na gaveta depois da lenta assinatura de cada um dos portadores.&lt;br /&gt;O bulício da fila, no perfil de todos eles, refletia um festim vesperal. Não se portavam feito rastaqueras em véspera de banquete. Davam conta, no riso escasso, franco, do triunfo no uso da colher de pedreiro, do prumo, do nível dos tijolos crescendo verticalmente; da medida do traço da massa, na mistura do cimento com a areia. Nos olhos, nas têmporas franzidas, havia percentuais de cada material a ser usado na construção.&lt;br /&gt;O operário entregou sua carteira de trabalho; entregou-a nua de experiência noutras ocupações. Agora, o carimbo da construtora na folha sôfrega de assinaturas, o poria no convívio em condições de igualdade com gente como ele, vinda da roça miúda num interior distante, cheirando a raízes tenras de inhames pequenos. O operário, inda que não sendo operário, queria ser operário.&lt;br /&gt;O escritório fechou a janela de atendimento às 18 horas. O gordo funcionário, de bochechas balofas e olhos estreitos, não engordurou as palavras de despedida. Por todo o dia expusera o bom proveito que sabia tirar do salário. Com o juízo na dura peleja que aqueles homens iam enfrentar, não tinha afago nos olhos, embora com o equilibrado uso de tratamentos que equivaliam a boas-vindas. Até logo, meu velho! Tudo em paz, irmão! Boa sorte... O operário ungiu-se de sorte.&lt;br /&gt;Voltou para casa a pé, creu-se com mais ânimo do que quando saíra. Os outros seguiram de ônibus. O operário, mesmo com uma merreca de dinheiro no bolso fundo, vazio, não quis abrir a guarda na poupança que se impusera para tapear o desemprego. Seus sonhos, de tão poucos, nunca se valiam de abocanho nos olhos para se mostrarem vivos; queria sentar-se na poltrona de um transporte coletivo, trocar conversa com outro mas com mãos caliçadas, absorver-lhe os urdumes.&lt;br /&gt;Comeu numa birosca na esquina da rua onde morava. Um arruado estreito, sem calçamento, separando o casario de taipa, duas ou três de alvenaria. Dormiu numa rede acinzentada pelas paredes sem reboco da casa alugada. Uma construção inacabada, a dona pouco se importava com os atrasos do aluguel.&lt;br /&gt;Passou o resto da semana contando os dias; com a proximidade da segunda-feira, primeiro dia do trabalho, contou as horas. Na segunda-feira, a caminho, suspeitou de que as pernas cobrariam a energia usada no trajeto para o canteiro de obras.&lt;br /&gt;Chegou cedo, meia hora antes de começar a escavação para o alicerce. Uma barraca de madeira fora instalada ao lado da obra. Um casal, entrevendo lucro no fim de cada semana, com o pagamento da féria, dispôs bananas, pães, broas e leite líquido em sacos plásticos. Fiados. O operário, urdindo-se na sorte, comeu e deixou o nome na lista dos devedores.&lt;br /&gt;Ele trabalhou como os outros, mas deixou pingar um suor grosso, mais grosso do que a média dos homens no cabo da enxada. Ao meio-dia aos mãos ardiam no fogo das bolhas d´água. Até o fim da tarde, cavou segurando a enxada com o cuidado de deixar vazia a cavidade das mãos.&lt;br /&gt;O mestre de obras a tudo assistira, tão frio quanto a sentença do dia seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#3333ff;"&gt;*Jornalista e escritor. Trabalhou no Jornal do Commércio e Diário de Pernambuco, ambos de Recife. Escreveu contos para o sítio espanhol La Insignia. Em 2006, foi ganhador do concurso nacional de contos “Osman Lins”. Em 2008, obteve Menção Honrosa em concurso do Conselho Municipal de Política Cultural do Recife. A convite, integra as coletâneas “Panorâmica do Conto em Pernambuco” e “Contos de Natal”. Tem dois livros de contos e um romance.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-8391379717579073880?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/8391379717579073880/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/cronica-de-um-peao-por-marco-albertim-c.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/8391379717579073880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/8391379717579073880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/cronica-de-um-peao-por-marco-albertim-c.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-9GTUyEWZUZc/Tykta-ekO0I/AAAAAAAAo0Y/xV3foh6oRPQ/s72-c/titulo-marcoalbertim.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-5565762072546956598</id><published>2012-02-01T04:11:00.000-08:00</published><updated>2012-02-01T04:14:46.593-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-2UZBfxBCbfk/TyksrKVoK8I/AAAAAAAAo0A/xW4kT2RFQys/s1600/titulo-sayonaralino.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5704139523062508482" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-2UZBfxBCbfk/TyksrKVoK8I/AAAAAAAAo0A/xW4kT2RFQys/s400/titulo-sayonaralino.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-IwylLcE3dEI/TyksiRqlNPI/AAAAAAAAoz0/solYq-9VboQ/s1600/polaroid.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 344px; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5704139370410620146" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-IwylLcE3dEI/TyksiRqlNPI/AAAAAAAAoz0/solYq-9VboQ/s400/polaroid.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Fotografia&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;* Por Sayonara Lino&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A&lt;/span&gt;tualmente, o que mais me impressiona em relação à fotografia é o que estava ao meu lado durante muito tempo e não percebi. Não dei a devida atenção.&lt;br /&gt;Penso em quantas coisas deixei passar, quantas paisagens não retratei, quantas pessoas passaram por mim e deixei de observar.&lt;br /&gt;Ao longo do tempo, passei a ser mais contemplativa e isso me fez um bem enorme. Sinto que recebi um grande presente, porque serei fotógrafa para o resto da vida, independente de exercer outra profissão.&lt;br /&gt;É engraçado lembrar que na época da faculdade de Comunicação Social eu mal sabia enquadrar, não tinha um olhar aguçado, não havia esse desejo, a curiosidade em preservar um determinado momento. Quando vejo fotos de doze anos atrás me surpreendo com a total falta de preparo em relação a isso.&lt;br /&gt;Hoje evoluí bastante, e tenho muito, mas muito ainda a aprender. Tive uma boa mestra, que com muita paciência me ensinou a compreender o funcionamento de uma câmera profissional e percebeu minha vontade sincera de realizar o que chamo de poesia visual.&lt;br /&gt;Se fotografar é um vício, quero continuar com ele. Porque não faz mal a ninguém ( a não ser quando a privacidade de alguém é invadida,o que não é meu intuito) e enriquece minha vida de uma forma que ainda não sei muito bem expressar através de palavras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#993300;"&gt;• Jornalista, fotógrafa e colunista do Literário&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-5565762072546956598?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/5565762072546956598/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/fotografia-por-sayonara-lino-tualmente.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/5565762072546956598'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/5565762072546956598'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/fotografia-por-sayonara-lino-tualmente.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-2UZBfxBCbfk/TyksrKVoK8I/AAAAAAAAo0A/xW4kT2RFQys/s72-c/titulo-sayonaralino.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-2510888459031605279</id><published>2012-02-01T04:05:00.000-08:00</published><updated>2012-02-01T17:09:20.548-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Qqcr0lGBvWE/TykrMxmjv1I/AAAAAAAAozo/gYAwKZPFYX4/s1600/titulo-portaaberta.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5704137901514932050" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-Qqcr0lGBvWE/TykrMxmjv1I/AAAAAAAAozo/gYAwKZPFYX4/s400/titulo-portaaberta.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-aFWO6anINQM/TykrDeZ1ayI/AAAAAAAAozc/6RmLZASpNZ0/s1600/mulher_fragmentada.png"&gt;&lt;img style="WIDTH: 320px; HEIGHT: 218px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5704137741742467874" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/-aFWO6anINQM/TykrDeZ1ayI/AAAAAAAAozc/6RmLZASpNZ0/s400/mulher_fragmentada.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Fragmentada&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;em&gt;* Por Marleuza Machado&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;N&lt;/span&gt;a busca pela felicidade, divido-me entre razão e emoção. No jardim da vida, cultivo defeitos e virtudes onde, nem sempre é indolor, eliminar ervas daninhas. A formosura e o aroma das flores atraem lindas borboletas, mas também seduzem perversos insetos que se disfarçam de doces joaninhas e me confundem nas suas reais intenções. Santa ou profana, qual mulher não se descabela na escolha do certo ou errado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando decido já ser crescida e me equilibro no salto, vem um desnível e me força acreditar que, mesmo deselegante, é mais seguro um calçado rasteiro, macio e confortável. Ainda não me decidi em qual lado da rua é mais apropriado andar, ou se todos os lados e adjacências dão passagem. Não tenho dúvidas que aprender a caminhar com as próprias pernas é o aprendizado mais urgente. Poderei, a partir daí, transitar de um extremo ao outro, sem receio dos tropeços?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto-me livre até o momento em que a paixão sopra suas labaredas em minha direção. O fogo corroe minhas resistências e nesse estado de fragilidade, delitos amorosos são armadilhas certas. Sei, por experiência própria, como ardem as lesões causadas por sentimentos menos nobres, mesmo assim, permito que algemas atem meu coração e ele, irracional, mantém-se cativo. Como conquistar, sabiamente, as chaves que abrirão para sempre as portas dessa clausura?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos me dão receitas de felicidade, porém, tão efêmeras quanto à própria. Nenhuma é capaz de manter a estabilidade dos seus ingredientes já que tudo é mutável, ainda mais, se tratando de afetividade. É impossível definir um código de conduta perfeito, quando, ao relacionar-me com outro ser humano, tão imperfeito quanto eu, fragmento minhas certezas. Quem pode ditar regras, se cada indivíduo habita seu universo particular?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;• Poetisa e jornalista&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-2510888459031605279?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/2510888459031605279/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/fragmentada-por-marleuza-machado-n.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/2510888459031605279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/2510888459031605279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/fragmentada-por-marleuza-machado-n.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Qqcr0lGBvWE/TykrMxmjv1I/AAAAAAAAozo/gYAwKZPFYX4/s72-c/titulo-portaaberta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-654838373812817682</id><published>2012-02-01T04:02:00.000-08:00</published><updated>2012-02-01T04:04:30.999-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Y5cmFZrPI5o/TykqRJZfZWI/AAAAAAAAozQ/sBtb9GHOzGs/s1600/luiz-gonzaga.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 199px; HEIGHT: 287px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5704136877110420834" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-Y5cmFZrPI5o/TykqRJZfZWI/AAAAAAAAozQ/sBtb9GHOzGs/s400/luiz-gonzaga.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Os caminhos do baião&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;* Por Clóvis Campêlo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;em&gt;"&lt;span style="font-size:180%;"&gt;E&lt;/span&gt;u vou mostrar pra vocês&lt;br /&gt;Como se dança um baião&lt;br /&gt;E quem quiser aprender&lt;br /&gt;É favor prestar atenção"&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Segundo o Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira, o baião, cujo nome derivaria de "baiano", uma dança popular nordestina, em fins do século XIX já era conhecido no interior nordestino, sendo executado em sanfonas pelo sertão. Restrito e esquecido no interior nordestino, o baião se consolidaria como gênero da MPB através da dupla Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira.&lt;br /&gt;Em 1946 foi gravada a música "Baião", de autoria da dupla, pelo grupo 4 Ases e Um Curinga, pelo selo Odeon, fazendo enorme sucesso.&lt;br /&gt;O gênero logo tornou-se um sucesso nacional levando o jornal Diário Carioca a afirmar: "o baião vem fazendo estremecer todo o vasto império do samba, e já agora não se poderá mais negar a influência decisiva desse gênero musical na predileção do povo".&lt;br /&gt;A partir de 1950, o baião tornou-se um ritmo internacional com a música "Delicado", de Valdir Azevedo, que recebeu ao longo dos anos 50 orquestrações dos maestros americanos Stan Kenton e Percy Faith.&lt;br /&gt;Em 1953, a música do filme "O cangaceiro", baseado no baião "Muié rendeira", de Zé do Norte, recebeu a menção honrosa no Festival de Cannes, na França.&lt;br /&gt;Assim, até o início dos anos 60, o baião foi o gênero musical brasileiro de maior influência no exterior, perdendo essa posição apenas com a chegada da Bossa Nova.&lt;br /&gt;No entanto, na década 70, em plena euforia do Tropicalismo, Gilberto Gil lançou músicas com nítida inspiração no ritmo do baião, a começar com "Domingo no Parque", com a qual participou do Festival de Música da Record de 1967.&lt;br /&gt;Posteriormente, o ritmo voltou a influenciar artistas das novas gerações, como Raul Seixas, que realizou a fusão do baião com o rock, criando o baioque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;em&gt;"Morena chegue pra cá&lt;br /&gt;Bem junto ao meu coração&lt;br /&gt;Agora é só me seguir&lt;br /&gt;Pois eu vou dançar o baião"&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Segundo Tárik de Souza, no site CliqueMusic, repetindo a opinião de Tinhorão, foi Luiz Gonzaga quem imprimiu o formato urbano (e portanto pop) ao baião.&lt;br /&gt;Imigrante pobre no começo da década de 40, Gonzaga passava o pires nos bordéis do Mangue carioca enquanto tocava na sanfona valsas, sambas e serestas de sucesso na época. O advogado e compositor cearense Humberto Teixeira, foi o parceiro que lhe forneceu o respaldo poético que faltava às suas composições musicais.&lt;br /&gt;Ainda segundo Tárik, o sucesso de Gonzaga na empreitada foi tão grande que ele desequilibrou o eixo da MPB do meio para o fim dos anos 40 até meados dos anos 50. Antes o mercado musical brasileiro era lastreado no samba, na marcnhinha, no choro e em outros produtos musicais do centro cultural do país, o Rio de Janeiro. Assim, Gonzagão colocou, com destaque, o Nordeste no mapa da MPB. Além de Teixeira, o Rei do Baião teve outro parceiro fixo, o médico pernambucano José de Souza Dantas Filho, o Zé Dantas, falecido em 1962.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;em&gt;"Eu já dancei balanceio&lt;br /&gt;Chamego, samba e xerém&lt;br /&gt;Mas o baião tem um que&lt;br /&gt;Que as outras danças não tem&lt;br /&gt;Quem quiser é só dizer&lt;br /&gt;Pois eu com satisfação&lt;br /&gt;Vou dançar cantando o baião"&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Segundo o folclorista Câmara Cascudo, citado por Tárik de Souza no site acima citado, a palavra "baião" se associava aos termos "baiano" e "rojão", este último, um pequeno trecho musical executado pelas violas nos intervalos dos desafios das cantorias.&lt;br /&gt;Também reconhece no compositor cearense Lauro Maia, o antecessor de Gonzagão na utilização e formatação do ritmo, através do "balanceio". Maia foi autor de vários sucessos, entre eles "Trem de Ferro", gravado inclusive por João Gilberto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;em&gt;"Eu já dancei no Pará&lt;br /&gt;Toquei sanfona em Belém&lt;br /&gt;Cantei lá no Ceará&lt;br /&gt;E sei o que me convém&lt;br /&gt;Por isso eu quero afirmar&lt;br /&gt;Com toda convicção&lt;br /&gt;Que sou louco pelo baião"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Para finalizar, encontramos no site Terra Brasileira uma outra explicação para a origem do termo "baião". Segundo o site, "baião" viria de "baiano" por influência do verbo "baiar", forma simplificada de bailar, baiar, baio (baile).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Poeta, jornalista e radialista&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-654838373812817682?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/654838373812817682/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/os-caminhos-do-baiao-por-clovis-campelo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/654838373812817682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/654838373812817682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/02/os-caminhos-do-baiao-por-clovis-campelo.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-Y5cmFZrPI5o/TykqRJZfZWI/AAAAAAAAozQ/sBtb9GHOzGs/s72-c/luiz-gonzaga.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-2542370960730696381</id><published>2012-01-31T09:56:00.001-08:00</published><updated>2012-01-31T09:58:11.718-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-ggd_amR-tsE/Tygrq_WRXOI/AAAAAAAAoxw/JFtsPbXhD4o/s1600/titulo-indice.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703856945624079586" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-ggd_amR-tsE/Tygrq_WRXOI/AAAAAAAAoxw/JFtsPbXhD4o/s400/titulo-indice.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-h2pPz3DejSs/Tygrlncy3KI/AAAAAAAAoxk/b-XoZ0jSERI/s1600/titulo-indice1.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 230px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703856853309643938" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-h2pPz3DejSs/Tygrlncy3KI/AAAAAAAAoxk/b-XoZ0jSERI/s400/titulo-indice1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Leia nesta edição:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Editorial – Um zumbi comprovado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna À flor da pele – Evelyne Furtado, crônica, “De Harry Potter ao Novo Testamento”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Observações e Reminiscências – José Calvino de Andrade Lima, crônica, “Os pacientes do doutor Fróide”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Lira de sete cordas – Talis Andrade, poema “Primeira canção de Mário Quintana”..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Porta Aberta – José Ribamar Bessa Freire, artigo “Ai de ti, Haiti”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coluna Porta Aberta – Ana Flores, crônica “Amanhã eu penso nisso”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#6600cc;"&gt;Obs.: Se você for amante de Literatura, gostar de escrever, estiver à procura de um espaço para mostrar seus textos e quiser participar deste espaço, encaminhe-nos suas produções (crônicas, poemas, contos, ensaios etc.). O endereço do editor do Literário é: pedrojbk@gmail.com. Twitter: @bondaczuk. As portas sempre estarão abertas para a sua participação.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-2542370960730696381?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/2542370960730696381/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/leia-nesta-edicao-editorial-um-zumbi.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/2542370960730696381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/2542370960730696381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/leia-nesta-edicao-editorial-um-zumbi.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-ggd_amR-tsE/Tygrq_WRXOI/AAAAAAAAoxw/JFtsPbXhD4o/s72-c/titulo-indice.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-4793496020291963251</id><published>2012-01-31T09:53:00.000-08:00</published><updated>2012-01-31T09:55:48.531-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-uMVywoqGifU/TygrDeLxRsI/AAAAAAAAoxY/uialB1oAunU/s1600/titulo-editorial.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703856266706765506" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-uMVywoqGifU/TygrDeLxRsI/AAAAAAAAoxY/uialB1oAunU/s400/titulo-editorial.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#6600cc;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Um zumbi comprovado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O&lt;/span&gt; primeiro caso medicamente documentado de um zumbi envolveu, curiosamente, uma pessoa que sequer nasceu no Haiti. Ocorreu há meio século, em 1962 e sua experiência, além de ser relatada pelo botânico canadense Wade Davis, no livro “A serpente e o arco-íris”, foi amplamente divulgada pela imprensa, inclusive a européia. Tomei conhecimento do assunto através matéria da agência de notícias United Press International, a UPI, em 1986. Na ocasião eu era editor de política internacional do jornal “Correio Popular” de Campinas e trouxe o assunto à baila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro caso medicamente documentado de um zumbi envolveu o britânico Clevius Narcisse, que foi declarado morto por um médico norte-americano, que vivia no Haiti e que, inclusive, assinou seu atestado de óbito. O homem em questão foi sepultado normalmente. Todavia, para surpresa, e mais do que isso, para espanto geral, dos que o conheceram e que com ele conviveram, o tal sujeito “reapareceu”, 18 anos depois, vivinho da silva, embora manifestando ainda estado de certa confusão mental. Sua reaparição ocorreu num vilarejo do país, bastante longe de onde havia sido sepultado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A suposta morte havia ocorrido no Hospital Albert Schweitzer, em Deschapelles, em 2 de maio de 1962. A primeira reação das autoridades, quando ele reapareceu, (justificável, por sinal) foi considerar Narcisse um embusteiro que tentava se fazer passar por quem não era. A polícia local assumiu o caso. Tomou suas impressões digitais e as comparou com as da pessoa que havia sido sepultada há 18 anos, existentes em seus arquivos. Não havia dúvidas. Ambas coincidiam. Aquele cidadão era, mesmo, Clevius Narcisse, que várias testemunhas haviam visto ser enterrado. A polícia britânica, solicitada a dar seu parecer, chegou à mesma conclusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interrogado pelo psiquiatra haitiano Lamarque Doyou, o tal “zumbi” revelou dados sobre sua infância e sua família que nem seus amigos mais íntimos poderiam saber, mas somente o suposto morto poderia ter conhecimento. Dessa forma... Tanto sua família, quanto outras pessoas que o conheceram chegaram à mesmíssima conclusão (equivocada, óbvio): a de que Narcisse era um zumbi de fato, que havia morrido e sido ressuscitado por algum feiticeiro vodu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os haitianos, ninguém sequer cogitou outra possibilidade. No exterior, porém, as reações foram muito diferentes. A imensa maioria achou que se tratava de uma história rigorosamente inventada, com o objetivo único de se fazer sensacionalismo, como as dos chupa cabras, óvnis e tantas outras bobagens que periodicamente freqüentam as páginas dos jornais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns (poucos) acreditaram na veracidade do episódio, mas apenas parcialmente. Propuseram-se a buscar alguma explicação racional para o caso que não tivesse nada a ver com magia. Partiam, claro, do pressuposto de que, se Narcisse estava ali, vivo, obviamente não havia morrido. Talvez passara (o que achavam mais provável) por um estado cataléptico e deve ter sido socorrido por alguém que o desenterrou assim que a catalepsia passou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi esse caso que estimulou o lançamento do Projeto Zumbi, que objetivava estudar a questão dos mortos vivos do Haiti à luz da ciência. Foi o que motivou, inclusive, o envio de Wade Davis ao paupérrimo país caribenho. Narcisse disse que se recordava do médico o ter declarado morto. Disse que permaneceu o tempo todo consciente, embora sem poder mover o menor músculo do corpo. Afirmou, inclusive, que se lembrava de terem coberto seu rosto com um lençol assim que concluíram que havia morrido. E mais, disse ter visto a irmã chorando em seu velório, lembrar do seu enterro e tudo sem que pudesse fazer o mínimo movimento para provar a todos que estava vivo, apenas paralisado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na noite do seu sepultamento, Narcisse revelou que um sacerdote vodu o desenterrou, lhe deu de beber uma substância, que lhe devolveu alguns movimentos, e o encaminhou para uma plantação, para trabalhar como escravo. Disse que fugiu tão logo teve oportunidade, mas não retornou à cidade em que vivia porque seu irmão é que havia convencido um feiticeiro a transformá-lo em morto vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tradicionalmente, depois de ser desenterrada, a vítima recebe outra fórmula, certamente um antídoto ao “pó de fazer zumbi”, que a devolve à vida normal (ou quase). Mas Wade Davis observou que, se a pessoa sobrevive à crise inicial, não precisa dessa segunda substância. Em vez disso, lhe é administrada outra droga, talvez ópio, que lhe causa amnésia e psicose e que provoca dependência na vítima, que fica, assim, “escravizada” ao sacerdote vodu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a maioria dos haitianos, que dá grande importância à independência pessoal e ao livre arbítrio, ser convertido em zumbi é muito pior do que a morte. Davis explicou que ninguém é transformado em morto vivo por acaso, por capricho, sem nenhum motivo grave. Geralmente os que passam pela experiência são acusados de transgredir estritos códigos vodus. Quando isso acontece, os transgressores são julgados em um secretíssimo tribunal religioso, incumbido de determinar a culpa ou a inocência dos réus. Se a pessoa for julgada culpada, a corte vodu determina que a fórmula, o tal “pó de fazer zumbis” seja imediatamente espalhada sobre seu corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wade explica o que as vítimas sentem até ficarem rigorosamente paralisadas, como que mortas. “Primeiro, começam a sentir náuseas e têm dificuldades para respirar. A seguir, têm uma sensação de que alfinetes e agulhas estão sendo espetados em todo o seu corpo. Ficam paralisadas e a pressão sanguínea despenca. Os lábios ficam azuis, pela falta de oxigênio. O processo todo dura cerca de seis horas”. Terrível, não é mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando a propósito do seu trabalho de pesquisa no Haiti, Wade Davis afirmou: “O maior desafio que encontrei foi o de separar as crenças espirituais da imensa maioria, se não da totalidade da população haitiana, das realidades científicas, ou seja, as farmacológicas, da fabricação de zumbis”. Os feiticeiros vodus negam que o botânico canadense tenha isolado a verdadeira fórmula de “trazer os mortos para o mundo dos vivos”. “A ele falta muito para desvendar o segredo dos deuses”, declarou um deles, sem se estender mais no assunto. Enfim... Da minha parte, também não me estenderei mais nesse tão polêmico tema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa leitura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Editor. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#6600cc;"&gt;&lt;strong&gt;Acompanhe o Editor pelo twitter: @bondaczuk&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-4793496020291963251?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/4793496020291963251/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/um-zumbi-comprovado-o-primeiro-caso.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/4793496020291963251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/4793496020291963251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/um-zumbi-comprovado-o-primeiro-caso.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-uMVywoqGifU/TygrDeLxRsI/AAAAAAAAoxY/uialB1oAunU/s72-c/titulo-editorial.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-5187788272193935803</id><published>2012-01-31T05:37:00.000-08:00</published><updated>2012-01-31T05:40:44.720-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ekzEWHZCKBQ/TyfvRrFsCvI/AAAAAAAAoxM/5hVZr_iMl9A/s1600/titulo-evelynefurtado.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703790539991419634" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/-ekzEWHZCKBQ/TyfvRrFsCvI/AAAAAAAAoxM/5hVZr_iMl9A/s400/titulo-evelynefurtado.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-93GB1yHj_sg/TyfvLIEjuoI/AAAAAAAAoxA/F9GI9RKsab4/s1600/harrypotter.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 225px; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703790427512224386" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-93GB1yHj_sg/TyfvLIEjuoI/AAAAAAAAoxA/F9GI9RKsab4/s400/harrypotter.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;De Harry Potter ao Novo Testamento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;em&gt;* Por Evelyne Furtado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“Onde está o teu tesouro, lá também está teu coração”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;S&lt;/span&gt;empre gostei dessa frase e surpreendentemente a encontrei no último livro da série Harry Potter, fenômeno editorial da escritora J.K. Rowling. A inscrição é lida pelo protagonista num túmulo e não há referência no livro sobre a sua origem. Afinal, trata-se de um jazigo de uma família bruxa, nascida da fantasia da autora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperando não estar blasfemando, tive quase certeza de que se tratava de uma frase bíblica. Não sou tão religiosa, nem tão erudita, portanto conheço muito pouco do Livro Sagrado. Uni o fato de apreciar a beleza da citação à curiosidade e fiz minha pequena pesquisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, eu tinha razão. Encontrei em Mateus 6. 19: "Não ajunteis tesouros na terra, onde a ferrugem e as traças corroem, onde os ladrões furtam e roubam. 20: Ajuntai para vós tesouros no céu, onde não os consomem nem as traças nem a ferrugem, e os ladrões não furtam nem roubam. 21: Porque onde está o teu tesouro, lá também está teu coração".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já foi dito, não tenho conhecimentos vastos para falar de religião. Aproveito também para pedir desculpas aos mais religiosos por juntar Harry Potter e o Novo Testamento em um só texto. Não o faço por mal. O que me move é exatamente o sentido da passagem. Falo da minha interpretação, obviamente. A mim parece claro que os sentimentos, bons ou maus, dependem de onde depositamos nossas esperanças, nossos sonhos ou quereres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquilatamos tesouros e passamos a viver em função deles. Se estes forem materiais, sofremos quando são atingidos. Temos ataques de raivas com simples arranhões em nossos carros, por exemplo. Sob outro enfoque, se nos dedicarmos às causas do bem; se nos apegarmos ao amor e à caridade, acrescidas à fé e à religiosidade, com certeza aumentaremos nossos créditos com Deus. Isso é certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, poderemos extrair mais dessa frase e simplificá-la, até. Quando unimos nossos corações em relações sociais ou amorosas difíceis, nos sentimos profundamente infelizes. Mas não parece tão fácil adaptar a citação que deu origem a esse texto à vida prática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inúmeras vezes, nossos corações se unem a outro coração e neste depositamos todos os nossos sonhos. Construímos ali nossos tesouros e sofremos na relação.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;A propósito, li, há alguns dias, em um blog, uma citação que vem a calhar nessas pequenas reflexões. A autora fala sobre filhos dizendo que tê-los é sentir o coração pulsando fora do nosso peito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer maneira, estou certa de que o sofrimento resulta de onde depositamos nossos corações. E assim, certa do perdão divino, trago um pouco de espiritualidade através do tão atacado (e para mim encantador) bruxo Harry Potter, fruto da imaginação genial de J.K. Rowling.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#990000;"&gt;*Poetisa e cronista em Natal/RN&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-5187788272193935803?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/5187788272193935803/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/de-harry-potter-ao-novo-testamento-por.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/5187788272193935803'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/5187788272193935803'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/de-harry-potter-ao-novo-testamento-por.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-ekzEWHZCKBQ/TyfvRrFsCvI/AAAAAAAAoxM/5hVZr_iMl9A/s72-c/titulo-evelynefurtado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-8549055077997366586</id><published>2012-01-31T05:30:00.000-08:00</published><updated>2012-01-31T05:36:54.088-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-7g-McD55P0A/TyfuW0N8LqI/AAAAAAAAow0/UqFRusZpvXY/s1600/titulo-josecalvino.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703789528829669026" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-7g-McD55P0A/TyfuW0N8LqI/AAAAAAAAow0/UqFRusZpvXY/s400/titulo-josecalvino.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-suXpkcBoB1E/TyfuPIsj1OI/AAAAAAAAowo/yJ_cDkWQGt8/s1600/os-pacientes-do-dr-froide.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 283px; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703789396887852258" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-suXpkcBoB1E/TyfuPIsj1OI/AAAAAAAAowo/yJ_cDkWQGt8/s400/os-pacientes-do-dr-froide.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;Os pacientes do doutor Fróide&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;em&gt;* Por José Calvino de Andrade Lima&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;N&lt;/span&gt;ietzsche disse: “Zaratustra é a prova de que se pode falar com a maior clareza e não ser entendido”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase sempre à tardinha, José Azambujanra (personagem principal dos livros “Trem Fantasma” e “”Os pacientes do doutor Fróide”) conversa comigo e o assunto sempre gira em torno de literatura, cinema e teatro. Desta vez ele me trouxe dois poemas e comentou o trecho do texto Os pacientes do doutor Fróide pp. 12-19, edição 2007. Percebi Azambujanra deprimido. Talvez os leitores não possam entendê-lo, por ser ele considerado um herege ou mesmo um ateu! Então, resolvi transcrever as duas poesias e o trecho do texto do referido livro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;“Herege graças a Deus”&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000066;"&gt;- Achas que sou herege?&lt;br /&gt;O padre na igreja me disse:&lt;br /&gt;O seu nome é de herege;&lt;br /&gt;O nome não tem nada a ver!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No outro dia,&lt;br /&gt;Logo bem cedo,&lt;br /&gt;A calma somente;&lt;br /&gt;E pediu: Deus me livre!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tinha só dez anos,&lt;br /&gt;Não disse nada a papai,&lt;br /&gt;Só disse a mamãe:&lt;br /&gt;Por que o padre não gosta de mim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje tenho sessenta e seis anos,&lt;br /&gt;Já vi gente com nomes diversos,&lt;br /&gt;Gente da pior espécie:&lt;br /&gt;Mentirosos, ladrões e assassinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual a sua religião?&lt;br /&gt;- Sou herege graças a Deus!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Recife, 02/08/2008&lt;br /&gt;Do livro: “Fiteiro Cultural”, ed. 2011- pp.277-8.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Para os leitores entenderem,&lt;br /&gt;Uma vez resolvi perguntar a um pastor:&lt;br /&gt;Por favor, quem criou os filhos?&lt;br /&gt;- Os pais.&lt;br /&gt;E os pais,&lt;br /&gt;Quem criou?&lt;br /&gt;- Os avós.&lt;br /&gt;E os avós?&lt;br /&gt;- Os bisavós.&lt;br /&gt;E os bisavós?&lt;br /&gt;- Os tataravós.&lt;br /&gt;E os tataravós?&lt;br /&gt;- Os pais deles.&lt;br /&gt;E os pais deles?&lt;br /&gt;- Os primeiros humanos.&lt;br /&gt;E os primeiros humanos?&lt;br /&gt;Até hoje ninguém sabe explicar!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Rio de Janeiro, 29/08/1980&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;“(...) - Com o avanço tecnológico da informação, atualmente alguns dos meus clientes são internautas. Estou tratando-os separadamente. Antigamente quando alguns radiotelegrafistas ficavam com problemas psíquicos, misturavam-se com os dependentes químicos. O tratamento era à base de internamentos nos hospitais psiquiátricos. Agora nós temos outros meios: são as fazendas doadas por entidades filantrópicas, que se dedicam ao tratamento e recuperação de drogados.&lt;br /&gt;- Eu lembro. Na Casa de Saúde, mesmo, tinha um colega internado que era radiotelegrafista. Com o uso obrigatório dos fones nos ouvidos, recebendo descargas sonoras, ele ficou com problemas neurológicos. Na época denunciei o Sistema... – entrecortou doutor Fróide:&lt;br /&gt;– Se você for omisso em aceitar calado tudo isso, como o nosso Brasil irá reverter esse quadro? Bom, mudando de assunto, como vai o inquérito policial?&lt;br /&gt;- Anda muito confuso, fica difícil. Quanto ao trintoitão da Carmem, já me comuniquei com os detetives Getúlio e Medeirinho.&lt;br /&gt;- Foram eles que desvendaram o assassinato das estudantes Maria Clara e Thaís Evangelista. – disse doutor Fróide.&lt;br /&gt;- Getúlio e Medeirinho estão checando todas as mensagens do grupo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram quinze horas, no consultório do Dr. Fróide, quando entra o segundo paciente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;em&gt;- ‘Vês? Ninguém assistiu ao formidável / Enterro de tua última quimera, / Somente a Ingratidão – esta pantera – / Foi tua companheira inseparável! // Acostuma-te à lama que te espera! / O homem, que nesta terra miserável, / Mora entre feras, sente inevitável / Necessidade de também ser fera. // Toma um fósforo. Acende o teu cigarro! / O beijo, amigo, é a véspera do escarro, / A mão que afaga é a mesma que apedreja. // Se alguém causa inda pena a tua chaga / Apedreja essa mão vil que te afaga, / Escarra nessa boca que te beija!’&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- De Augusto dos Anjos. – disse o psiquiatra.&lt;br /&gt;- Eu. – disse o psicopata.&lt;br /&gt;- É, Eu de Augusto dos Anjos.&lt;br /&gt;- Eu, me chamam. Qual é o problema? – O psiquiatra ficou receitando sem olhar para o paciente. – O Beco. O senhor conhece o poema do Beco?&lt;br /&gt;- Não é de Manuel Bandeira?&lt;br /&gt;-Não é. Realmente, é meu o Beco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;em&gt;‘Que importa&lt;br /&gt;A paisagem,&lt;br /&gt;A glória, a baía,&lt;br /&gt;A linha do horizonte?&lt;br /&gt;- O que eu vejo é o beco.’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;- Boa. Meus parabéns. Tome esse remédio agora e o outro à noite. – despachou o paciente, chamando o terceiro paciente que estava na sala de espera falando alto e exaltado. Quando chamado já entrou falando, prosseguindo com o assunto que vinha lhe perturbando:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- São essas as criaturas de Deus! Não fica difícil de entender esse povo. Querem provar a existência de Deus com perseguições, desunião, inveja, et cétera, et cétera... José Azambujanra está mais do que certo. Ele está sendo vítima do sistema religioso... – com a voz pastosa , cansado, continuou – São elementos relacionados entre si, formando um todo, e o grande comandante é Deus. Esse pessoal tem costume de se benzer quando sai de casa, quando se acorda, quando vai dormir, quando passa em frente às igrejas católicas... – entrecortou dr. Fróide – José Azambujanra, você o conhece?&lt;br /&gt;- É um homem branco. Se fosse negro, que nem eu... Esse pessoal ia dizer o quê? – e respondeu à própria pergunta: “É negro por derradeiro”. – Não é verdade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quarto paciente entrou recitando “Declaração de amor em vermelho e branco”, de Renato Coração de Poeta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;em&gt;‘Nasceu nas águas do Capibaribe / Não há outro mais recifense que você / ”Clube Náutico Capibaribe” / Razão maior do meu viver // Há cem anos que você me apareceu / Aconteceu num dia sete de abril / Meu coração bateu forte, enlouqueceu /E de Vermelho e Branco se vestiu...’&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- E você é branco pra torcer pelo Náutico? – disse um paciente torcedor do Sport.&lt;br /&gt;- Nego besta – disse outro paciente torcedor do Santa Cruz.&lt;br /&gt;Enquanto isso, na sala de espera um dos pacientes começou a representar “Manicômio”, de Waldir Martins (in memoriam):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#000066;"&gt;‘(...) ‘Grande povo brasileiro, / Homens-grandes dessa terra, / Eu sou D. Pedro I, / Presidente da Inglaterra; / Venho aqui por derradeiro / Aliar-me a essa guerra.’ / Ta todo mundo doido! // Os doidos tão no poder!... / Menino, que confusão; / Todos eles de gravata, / Os bolsos cheios de prata / E uma bomba em cada mão... / Sai da frente que lá vem mais! // Sereno de amor... / Sereno de amar... / É por causa da morena / Que eu quero me matar. // Outro dia fiz morada / Num terreno abandonado / Bem na beira da estrada. // Deixei barraco montado, / Taquei o pau na enxada; / Ao redor plantei um gado, / Um pé de coruja magra, / Uma cobra, uma cabra... // Criei mamão, banana, / Um casal de cajarana, / Uma garrafa de cana... // Tava tudo bem certinho / Quando chegou um sinhosinho / Com a bunda cheia de bosta, / Cheio de nó pelas costas, / Dizendo preu sair, / Que aquela terra era sua, / Que eu me pusesse na rua / Antes do sol cair. // Me deu vontade rir. / Aí eu perguntei: / Me diga por favor, / A quem o senhor comprou? / Ele respondeu: / Ao seu Dirceu. // E o seu Dirceu / Comprou a quem? / Ele respondeu: / A Matusalém. // E Matusalém?... / - Ao seu Nestor... / E o seu Nestor?... / - Ao seu Bartô../&lt;br /&gt;E o seu Bartô?... / - Ao outro dono!... / E o outro dono?... / - Ao outro dono!... / E o outro dono?... / - Ao primeiro dono!!!... / E o primeiro dono / Comprou a quem?! / Ele não soube responder. // Ta vendo que não convém!! / A terra não é de ninguém, / É de quem dela cuidar // Tava aqui desprezada, / Suja, descabelada, / Sem home, sem nada, /&lt;br /&gt;Querendo se casar, / Topei a parada...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Formado em comunicações internacionais, escritor, teatrólogo, poeta, compositor e rei do Maracatu Barco Virado. Como escritor e poeta, tem trabalhos publicados nos jornais: Diário de Pernambuco, Jornal do Commercio, Folha de Pernambuco e em vários sites... Tem 12 títulos publicados, todas edições esgotadas. Blog:"Fiteiro Cultural" - http://josecalvino.blogspot.com/&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-8549055077997366586?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/8549055077997366586/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/os-pacientes-do-doutor-froide-por-jose.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/8549055077997366586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/8549055077997366586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/os-pacientes-do-doutor-froide-por-jose.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-7g-McD55P0A/TyfuW0N8LqI/AAAAAAAAow0/UqFRusZpvXY/s72-c/titulo-josecalvino.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-4152846047619605661</id><published>2012-01-31T05:26:00.000-08:00</published><updated>2012-01-31T05:29:31.085-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-eNN7RmY1QpM/TyfsmPSJA8I/AAAAAAAAowc/OBZ3h-ly_Cs/s1600/titulo-talisandrade.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703787594769826754" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-eNN7RmY1QpM/TyfsmPSJA8I/AAAAAAAAowc/OBZ3h-ly_Cs/s400/titulo-talisandrade.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-bJ3MPO1cx64/TyfseIY7YhI/AAAAAAAAowM/WZVCN9aJ0l8/s1600/harpa.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 395px; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703787455480291858" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-bJ3MPO1cx64/TyfseIY7YhI/AAAAAAAAowM/WZVCN9aJ0l8/s400/harpa.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:180%;color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;Primeira canção de Mário Quintana&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;em&gt;* Por Talis Andrade&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A&lt;/span&gt;s mãos postas sobre a harpa&lt;br /&gt;eu canto a ti embriagado de tua perfeição e poesia&lt;br /&gt;Eu canto a ti exclusivamente&lt;br /&gt;Recompensa o meu canto com a tua presença&lt;br /&gt;Teus raios me iluminem no meio do nevoeiro&lt;br /&gt;Teus raios me iluminem eu teu cavaleiro&lt;br /&gt;na mais bela vestidura de guerreiro&lt;br /&gt;uma túnica azul calcada de bronze&lt;br /&gt;uma túnica de capuz com bordados vermelhos&lt;br /&gt;Eu teu cavaleiro minha espada com punho de ouro&lt;br /&gt;tem o teu nome gravado&lt;br /&gt;e o nome da minha espada seja mais exaltado&lt;br /&gt;que o nome altaneiro de Excalibur&lt;br /&gt;Vem ó deusa de radiante beleza&lt;br /&gt;vem receber no teu regaço a moeda divina&lt;br /&gt;a dívida sagrada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#3333ff;"&gt;* Jornalista, poeta, professor de Jornalismo e Relações Públicas e bacharel em História. Trabalhou em vários dos grandes jornais do Nordeste, como a sucursal pernambucana do “Diário da Noite”, “Jornal do Comércio” (Recife), “Jornal da Semana” (Recife) e “A República” (Natal). Tem 11 livros publicados, entre os quais o recém-lançado “Cavalos da Miragem” (Editora Livro Rápido).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4163303589194296655-4152846047619605661?l=pbondaczuk.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/feeds/4152846047619605661/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/primeira-cancao-de-mario-quintana-por.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/4152846047619605661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4163303589194296655/posts/default/4152846047619605661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pbondaczuk.blogspot.com/2012/01/primeira-cancao-de-mario-quintana-por.html' title=''/><author><name>O Escrevinhador</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10332655022498289310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_RQtdvi2X76Y/SKV51Kz3LZI/AAAAAAAACIw/g9zaUAEaiE8/S220/Pedro+Bondaczuk+7.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-eNN7RmY1QpM/TyfsmPSJA8I/AAAAAAAAowc/OBZ3h-ly_Cs/s72-c/titulo-talisandrade.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4163303589194296655.post-4709377386957890972</id><published>2012-01-31T05:18:00.000-08:00</published><updated>2012-01-31T05:25:20.660-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-i-37wX33k7w/Tyfrik01EiI/AAAAAAAAowA/mWa-ljQpxCE/s1600/titulo-portaaberta.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 54px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703786432321360418" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-i-37wX33k7w/Tyfrik01EiI/AAAAAAAAowA/mWa-ljQpxCE/s400/titulo-portaaberta.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-aUH6UYeUvS4/Tyfrb4DAZlI/AAAAAAAAov0/E-3Zgtn66NE/s1600/haiti.jpg"&gt;&lt;img style="WIDTH: 400px; HEIGHT: 266px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703786317222012498" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/-aUH6UYeUvS4/Tyfrb4DAZlI/AAAAAAAAov0/E-3Zgtn66NE/s400/haiti.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Ai de ti, Haiti&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;em&gt;* Por José Ribamar Bessa Freire&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Se o mundo é um vale de lágrimas, o Haiti é,certamente,&lt;br /&gt;o cantinho mais irrigado desse vale (René Depestre).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;E&lt;/span&gt;les fizeram uma longa fila e foram embarcando, um a um, no navio chamado “Sagrado Coração de Jesus”, que zarpou de Tabatinga (AM) para Manaus neste sábado, 21 de janeiro. Os passageiros, na realidade, não sabiam direito de quem era aquele coração: de Jesus ou de Maria? Desconfiavam que era de Maria. Com todo o respeito ao calvário do filho, só um coração sangrado de mãe - onde sempre cabe mais um - pode abrigar mais de 400 haitianos com tantos sonhos, sofrimentos, dor, medo.&lt;br /&gt;O medo dentro do barco-coração que descia o rio Solimões era “o medo da fatalidade que sempre acompanhou o Haiti”. Quem diz isso é um amigo chileno, Fred Spinoza, professor de espanhol em Tabatinga, que testemunhou a passagem dramática dos haitianos pelo Alto Solimões, ameaçados de se tornarem um boat people – refugiados que ninguém quer receber e que, sem chão onde pisar, transformam o barco em sua nova pátria e ficam, à deriva, vivendo na terceira margem do rio.&lt;br /&gt;Fred, poeta como qualquer chileno - todo chileno verseja – me enviou trechos do Navio Negreiro de Castro Alves para ilustrar o cenário daqueles haitianos amontoados em redes armadas umas sobre as outras. No domingo passado, ele me cantou o roteiro do motor da linha: “O Sagrado Coração, que saiu ontem daqui, deve passar hoje por Fonte Boa, amanhã por Coari e chegar no Roadway, em Manaus, na terça, dia 24”. Manifestou preocupação quanto à recepção aos hermanos haitianos em Manaus.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&g
